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DOF fecha contrato de até US$ 25 milhões para retirar infraestrutura submarina e liberar áreas do fundo do mar em campos do Mar do Norte
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 19/10/2026 às 09:36
Atualizado em 19/10/2026 às 09:40
Setor Offshore
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Campanha prevista para o primeiro trimestre de 2027 reunirá navio de apoio à construção, robôs submarinos e serviços de engenharia, levantamento e destinação dos materiais retirados.
A DOF conquistou um contrato na faixa de US$ 15 milhões a US$ 25 milhões para executar uma campanha de descomissionamento submarino no Mar do Norte, segundo comunicado oficial publicado pela companhia em 12 de outubro de 2026. O trabalho abrangerá diferentes campos offshore, com retirada de infraestrutura e liberação das áreas previstas no escopo.
A empresa não identificou a operadora contratante nem os campos envolvidos. Também não divulgou o valor exato: a faixa corresponde à categoria “Significant”, utilizada pela DOF para classificar seus contratos.
A etapa no mar está programada para o primeiro trimestre de 2027. Antes dela, o serviço exige planejamento das intervenções e preparação dos recursos que participarão da campanha.
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Contrato inclui o destino dos materiais retirados
O escopo reúne gerenciamento do projeto, engenharia, execução offshore e serviços de destinação. Portanto, a responsabilidade contratada vai além de levantar equipamentos do leito marinho.
O anúncio não informa quais estruturas serão removidas, seu peso ou a quantidade de operações necessárias. Esses detalhes fazem diferença na escolha das ferramentas e na organização do trabalho a bordo.
Retirar infraestrutura submarina exige conhecer suas condições e definir uma sequência de intervenção. Depois da recuperação, os materiais também precisam seguir para a destinação prevista no projeto.
É essa combinação de etapas que caracteriza os projetos de descomissionamento. O encerramento da atividade produtiva abre outra frente de engenharia, voltada à retirada e ao tratamento das instalações.
Navio e ROVs trabalharão na mesma campanha
A DOF utilizará um navio de apoio à construção de sua frota, conhecido pela sigla CSV. A companhia, porém, ainda não informou qual embarcação assumirá o contrato.
A operação também contará com ROVs, veículos submarinos comandados remotamente, além de serviços de levantamento e equipes de engenharia.
Na carteira de serviços da empresa, esses recursos atendem a diferentes momentos da vida de um campo, da instalação à manutenção e à retirada de estruturas. Assim, parte da experiência acumulada durante a operação pode apoiar o planejamento de sua desativação.
Os ROVs permitem acompanhar o trabalho abaixo da superfície. Já os levantamentos fornecem informações sobre a posição das estruturas e as condições da área, apoiando a execução e sua verificação.
Descomissionamento começa antes da retirada
Em sua apresentação institucional, a DOF descreve o serviço como uma atividade planejada para infraestrutura que chegou ao fim da vida útil.
Isso exige preparar a campanha antes da mobilização do navio. Engenharia, recursos marítimos e procedimentos precisam considerar o que será encontrado no fundo do mar e como ocorrerá a recuperação.
A tecnologia embarcada é uma parte desse processo. O resultado também depende da qualidade das informações disponíveis e da coordenação entre as equipes.
Para o cliente, concentrar essas atividades em um contrato integrado reduz o número de interfaces que precisam ser administradas separadamente. Ainda assim, o comunicado não apresenta estimativas de economia ou duração da campanha.
Fim da produção mantém demanda por serviços offshore
O contrato mostra uma frente do mercado marítimo que continua ativa depois que uma instalação deixa de produzir.
Em declaração divulgada pela DOF, o presidente-executivo Mons S. Aase afirmou que a contratação reforça a capacidade do grupo de executar trabalhos offshore complexos ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos.
A própria empresa mantém serviços de construção, inspeção, manutenção, reparo e descomissionamento. Dessa forma, o desenvolvimento de sua carteira não depende apenas da abertura de novos campos.
No contrato anunciado agora, os próximos detalhes relevantes serão a definição da embarcação e a mobilização para 2027. O escopo público permanece concentrado na retirada de infraestrutura submarina e na liberação das áreas contratadas.
Fonte
DOF
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

