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Dois navios afundam perto do Estreito de Ormuz em poucas horas: GFS Pride e Cape Dao entram na lista de 113 incidentes confirmados pela OMI, e petróleo enfrenta nova ameaça

Dois navios afundam perto do Estreito de Ormuz em poucas horas: GFS Pride e Cape Dao entram na lista de 113 incidentes confirmados pela OMI, e petróleo enfrenta nova ameaça

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Dois navios afundam perto do Estreito de Ormuz em poucas horas: GFS Pride e Cape Dao entram na lista de 113 incidentes confirmados pela OMI, e petróleo enfrenta nova ameaça

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 15/10/2026 às 09:16

Atualizado em 15/10/2026 às 09:30

Petróleo e Gás

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Dois navios afundam perto do Estreito de Ormuz em poucas horas: GFS Pride e Cape Dao entram na lista de 113 incidentes confirmados pela OMI, e petróleo enfrenta nova ameaça

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GFS Pride e Cape Dao afundaram perto do Estreito de Ormuz em 14 de outubro. O primeiro foi atacado no dia anterior; o segundo havia sido atingido em setembro. A OMI contabiliza 113 incidentes e 24 mortes de tripulantes na região.

Dois navios comerciais afundaram em poucas horas nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das passagens mais importantes do planeta para cargas de petróleo e gás. O porta-contêineres GFS Pride, de bandeira de Singapura, naufragou em 14 de outubro depois de um ataque no dia anterior. Poucas horas depois, o graneleiro Cape Dao também afundou; ele havia sido atingido por um projétil em 23 de setembro.

O novo agravamento ocorre enquanto a Organização Marítima Internacional (OMI) contabiliza 113 incidentes confirmados no Oriente Médio até 14 de outubro de 2026. O balanço oficial também registra 24 mortes de tripulantes ao longo do período acompanhado. Os dois navios naufragados transportavam carga comercial e não eram petroleiros, mas seus acidentes atingem diretamente a confiança na segurança da rota de energia.

GFS Pride foi atingido na terça-feira e afundou no dia seguinte

O porta-contêineres GFS Pride sofreu um ataque em 13 de outubro durante passagem pela região. Segundo reportagens internacionais, a embarcação foi atingida por um projétil, apresentou incêndio e acabou afundando na quarta-feira. Os 21 tripulantesforam retirados, sem registro de feridos no relato divulgado.

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Na relação de ocorrências confirmadas, a OMI identifica o GFS Pride pelo número IMO 9349045 e assinala o afundamento no Estreito de Ormuz. O organismo internacional informa que não houve poluição associada à ocorrência no registro publicado em 14 de outubro.

Graneleiro Cape Dao em registro anterior ao naufrágio; o navio sofreu impacto em setembro e afundou em outubro. Crédito: Lloyd’s List

O Irã apresentou uma versão diferente para o desastre. Segundo a imprensa iraniana, os Guardiões da Revolução atribuíram o afundamento de um navio a uma mina naval, durante uma passagem considerada irregular pelo país. Fontes de segurança marítima citadas pela imprensa internacional apontaram impacto por projétil. As investigações sobre a causa exata permanecem relevantes para a navegação.

Cape Dao afundou em outubro depois de ter sido atingido em 23 de setembro

O segundo afundamento ocorreu com o Cape Dao, graneleiro sob bandeira de Antígua e Barbuda. Diferentemente do GFS Pride, o ataque ao Cape Dao ocorreu semanas antes, em 23 de setembro. A embarcação permaneceu danificada até seu afundamento na quarta-feira.

O registro cronológico separa dois fatos que podem ser confundidos: os naufrágios foram noticiados em um intervalo de horas, mas as embarcações não foram necessariamente atingidas no mesmo dia. O intervalo mostra que uma embarcação atingida pode permanecer sob risco de naufrágio semanas depois do ataque inicial.

O Cape Dao era um navio destinado ao transporte de carga a granel. O risco de afundamento nesse tipo de embarcação envolve salvamento da tripulação, estabilidade do casco, inspeção de danos e eventual retirada de combustível ou resíduos, a depender das condições do navio e da área.

OMI soma 113 ocorrências e 24 mortes de marítimos na região

A lista oficial da OMI registrava, em 14 de outubro, 113 incidentes confirmados e 24 mortes de tripulantes nas áreas monitoradas do Oriente Médio. São ocorrências de diferentes naturezas, de navios danificados a feridos, desaparecidos e afundamentos. Esse número é um balanço regional acumulado, não apenas da semana dos dois naufrágios.

Imagem de satélite NASA/MODIS da passagem entre Golfo Pérsico e Golfo de Omã, registrada em 2020; contextualiza local dos incidentes. Crédito: NASA / Wikimedia Commons | Domínio público nos Estados Unidos, NASA.

No dia 13 de outubro, além do GFS Pride, a organização registrou danos ao GFS Giselle, a cerca de seis milhas náuticas da costa de Omã, e ao Al Saadiyat, a cerca de uma milha náutica da mesma costa. Outros navios, incluindo embarcações ligadas a combustíveis, constam da relação em datas anteriores.

O centro britânico UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou pelo menos cinco ocorrências na área em 48 horas, segundo reportagens de 14 de outubro. O aumento da frequência dos alertas leva operadores a avaliar rotas, escolta, seguro, riscos às tripulações e condições de passagem.

Rota entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã concentra parte decisiva do petróleo mundial

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico às águas do Golfo de Omã e ao oceano Índico. Antes das interrupções causadas pela guerra, a passagem respondia por cerca de um quinto do consumo global de petróleo em fluxos marítimos e energéticos, de acordo com estimativas amplamente utilizadas pelo mercado.

Um ataque a navio de contêineres pode afetar as decisões de transportadores de petróleo e gás mesmo quando a carga perdida não é energética. A mesma faixa de navegação é utilizada por petroleiros, navios de GNL, graneleiros e porta-contêineres, sujeitos a riscos de segurança semelhantes.

As tensões também elevam o custo da viagem: empresas avaliam a capacidade de proteção e o preço do seguro antes de cruzar a região. Menos navios dispostos a navegar pelo estreito podem reduzir a previsibilidade de entregas internacionais, atingindo refinarias, terminais e compradores de energia distantes do Oriente Médio.

Segurança das tripulações e novas investigações definirão os próximos passos

O afundamento do GFS Pride e do Cape Dao soma danos concretos a uma sequência de ataques, enquanto a OMI mantém a atualização de incidentes confirmados. As circunstâncias dos impactos e a evolução da segurança naval continuam sujeitas a novas informações.

Para o setor de petróleo e gás, o principal desafio é preservar o fluxo de embarcações em uma área que conecta grandes produtores do Golfo ao restante do mundo. Você acredita que os ataques em Ormuz podem provocar outra alta dos combustíveis no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a reportagem.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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