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Dois navios passarão três anos mapeando o fundo do mar na América do Sul

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Dois navios passarão três anos mapeando o fundo do mar na América do Sul

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 01/10/2026 às 23:10

Setor Offshore

Canal

Shearwater Geoservices fecha contrato de três anos para aquisição sísmica OBN na América do Sul, com operações a partir do fim de 2026. (Foto: Shearwater)

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Shearwater Geoservices fecha contrato de três anos para aquisição sísmica OBN na América do Sul, com operações a partir do fim de 2026.

A Shearwater Geoservices manterá dois navios envolvidos em uma nova campanha sísmica na costa da América do Sul após fechar um contrato de três anos com um cliente de grande porte do setor de petróleo e gás, cuja identidade não foi divulgada. Os trabalhos começam no quarto trimestre de 2026 e deverão ocupar o SW Tasman e o SW Gallien ao longo de 2027, utilizando tecnologia de aquisição com nós instalados no fundo do oceano.

O cronograma não termina no próximo ano. Uma nova etapa está programada para começar no fim de 2028 e deverá se estender por aproximadamente dez meses. O acordo ainda abre espaço para que outros projetos sejam incorporados durante sua vigência, além das atividades que já foram definidas antecipadamente.

SW Tasman ficará responsável pela operação com nós no fundo do mar

A campanha utilizará o SW Tasman como uma das principais plataformas da operação. A embarcação trabalhará com os nós Pearl, tecnologia desenvolvida pela própria Shearwater Geoservices para levantamentos OBN, sigla usada para Ocean Bottom Nodes.

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Nesse método, os sensores são posicionados no leito marinho para registrar os sinais sísmicos produzidos durante o levantamento. A configuração escolhida pela empresa será complementada pelo SW Gallien, que terá função ligada à geração da fonte sísmica durante os trabalhos.

A divisão das funções entre os dois navios permitirá executar simultaneamente etapas diferentes da campanha. A companhia não informou a área exata do levantamento nem revelou qual empresa contratou o serviço.

Contrato reserva atividades para momentos diferentes dos três anos

A estrutura comercial do acordo também foge de uma campanha concentrada em um único período. Há trabalhos já estabelecidos para o primeiro e para o terceiro ano do contrato, enquanto o intervalo poderá receber novas adjudicações caso o cliente decida ampliar o programa.

Com esse desenho, a Shearwater Geoservices assegura uma programação de longo prazo na América do Sul e, ao mesmo tempo, mantém a possibilidade de acrescentar novos escopos sem a necessidade de um contrato completamente separado.

Shearwater Geoservices fecha contrato de três anos para aquisição sísmica OBN na América do Sul, com operações a partir do fim de 2026. (Foto: Shearwater)

A primeira mobilização ocorrerá ainda em 2026. Depois de permanecerem em atividade durante 2027, as embarcações voltarão a integrar a programação prevista para a fase seguinte, cujo início está indicado para o final de 2028.

CEO destaca tecnologia Pearl e projeto do SW Tasman

Irene Waage Basili, CEO da Shearwater, classificou a contratação como um marco para a plataforma OBN da companhia. Em sua declaração sobre o acordo, a executiva destacou a combinação entre os nós Pearl, desenvolvidos internamente, e o projeto específico utilizado no SW Tasman.

Basili também afirmou que a empresa vê a conquista do contrato como uma oportunidade para ampliar sua atuação na América do Sul. Segundo ela, a companhia espera contribuir para o desenvolvimento de uma das principais bacias offshore da região, sem identificar qual área será atendida pela nova campanha.

O contrato acrescenta uma operação de vários anos ao portfólio da empresa em um momento no qual sua presença na costa sul-americana já vinha ganhando novas frentes de trabalho.

Shearwater também iniciou levantamento Amapá 3D no Brasil

O anúncio do contrato ocorreu pouco depois de a Shearwater Geoservices comunicar o começo do levantamento sísmico multicliente Amapá 3D, realizado em parceria com a SLB na costa brasileira.

Os dois projetos têm formatos distintos. Enquanto o Amapá 3D é uma iniciativa multicliente, o novo acordo envolve um contratante específico do setor de petróleo e gás e prevê atividades distribuídas ao longo de três anos.

Com as operações previstas desde o último trimestre de 2026 até uma nova fase que avançará por parte de 2029, a Shearwater passa a contar com uma programação prolongada de aquisição sísmica na América do Sul, combinando dois navios e sua própria tecnologia de nós submarinos.

Fonte

offshore energy


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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