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Dona da farinha Dona Benta investiu R$ 800 milhões no Brasil, abriu duas fábricas e quer ampliar aportes nos próximos cinco anos

Dona da farinha Dona Benta investiu R$ 800 milhões no Brasil, abriu duas fábricas e quer ampliar aportes nos próximos cinco anos

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Dona da farinha Dona Benta investiu R$ 800 milhões no Brasil, abriu duas fábricas e quer ampliar aportes nos próximos cinco anos

Escrito por Ana Alice

Publicado em 29/10/2026 às 21:24

Atualizado em 29/10/2026 às 21:25

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J.Macêdo, dona da marca Dona Benta, investiu R$ 800 milhões no Brasil, abriu fábricas no Paraná e Ceará e prepara novos investimentos. – Imagem: Reprodução

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Fabricante das marcas Dona Benta, Petybon e Sol inaugurou unidades no Paraná e no Ceará em 2026. Após um ciclo de R$ 800 milhões, a J.Macêdo prepara novos investimentos industriais até 2031.

A J.Macêdo, fabricante de alimentos responsável por marcas como Dona Benta, Petybon e Sol, está concluindo em 2026 um ciclo de R$ 800 milhões em investimentos industriais no Brasil, que incluiu a construção de duas novas fábricas e a modernização de instalações existentes.

As novas unidades foram inauguradas em Londrina, no Paraná, e em Horizonte, no Ceará, com investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões em cada empreendimento. Agora, a companhia prepara outro ciclo de expansão para os próximos cinco anos, com a intenção de superar o montante aplicado na etapa anterior.

O planejamento foi apresentado pelo diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, em entrevista ao portal AgFeed, publicada em 28 de outubro de 2026.

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Segundo o executivo, os próximos aportes deverão priorizar a modernização industrial e a fabricação de alimentos de maior valor agregado.

A empresa, que registrou receita bruta de R$ 3,76 bilhões em 2025, ainda trabalha na definição do orçamento para 2027. O novo ciclo de investimentos deverá se estender até 2031, mas seu valor total ainda não foi estabelecido pela direção.

Nova unidade industrial da J.Macêdo, fabricante da farinha Dona Benta, em Londrina (PR). O complexo recebeu investimento de aproximadamente R$ 300 milhões e foi inaugurado em março de 2026. Crédito: Ari Dias/Agência Estadual de Notícias do Paraná (AEN).

J.Macêdo inaugurou fábrica de R$ 300 milhões no Paraná com capacidade para processar 660 toneladas de trigo por dia

Um dos principais investimentos realizados pela companhia foi a construção de um novo complexo industrial em Londrina, no norte do Paraná, inaugurado em 26 de março de 2026.

A unidade recebeu aproximadamente R$ 300 milhões e reúne um moinho de trigo, silos de armazenagem e um centro de distribuição.

A estrutura foi construída na Cidade Industrial de Londrina, com equipamentos automatizados e capacidade para atender principalmente os mercados do Sul e Sudeste.

Segundo informações divulgadas pelo Governo do Paraná, o moinho pode processar 660 toneladas de trigo por dia, equivalentes a mais de 200 mil toneladas anuais. Os silos, por sua vez, possuem capacidade para armazenar até 42 mil toneladas de grãos.

O complexo conta com aproximadamente 200 colaboradores e incorpora tecnologias voltadas à automação, eficiência energética e utilização de água nos processos industriais.

A J.Macêdo já mantinha atividades em Londrina havia mais de cinco décadas. Com o novo empreendimento, a empresa ampliou sua estrutura produtiva na cidade, preservando também a operação tradicional do Moinho Dona Benta, localizado na Avenida Tiradentes.

Durante a inauguração, Pedrollo explicou que a nova unidade passaria a concentrar a maior parte das atividades de moagem na cidade, enquanto a instalação mais antiga seria direcionada à fabricação de variedades específicas de farinha.

O complexo foi projetado para permitir ampliações futuras. Entre as possibilidades apresentadas pela companhia estão o aumento da moagem e a instalação de linhas de produção de massas e biscoitos, conforme o desenvolvimento dos próximos investimentos.

Nova indústria no Ceará recebeu outros R$ 300 milhões para fabricar massas e misturas para bolos

A segunda fábrica inaugurada pela J.Macêdo em 2026 está localizada em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará.

O empreendimento começou a operar oficialmente em 8 de abril de 2026, após receber aproximadamente R$ 300 milhões em investimentos.

Batizado de Parque Industrial Roberto Proença de Macêdo, o complexo reúne linhas de fabricação de massas alimentícias e misturas para bolos, além de um centro de distribuição voltado ao abastecimento das regiões Norte e Nordeste.

Entrada do Parque Industrial Roberto Proença de Macêdo, em Horizonte (CE), inaugurado em abril de 2026 após investimento de aproximadamente R$ 300 milhões. Crédito: Daniel Galber/Especial para O POVO.

A estrutura possui capacidade para produzir 100 mil toneladas de massas e 12 mil toneladas de misturas para bolos por ano, segundo informações publicadas pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará, em 9 de abril.

A inauguração também foi acompanhada pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas, e por representantes da indústria local. Na ocasião, a previsão apresentada era de geração de pelo menos 200 empregos diretos na região.

A localização da unidade permite integrar a produção de massas ao moinho que a J.Macêdo já mantém em Fortaleza, aproximando o processamento do trigo das etapas de fabricação e distribuição dos alimentos.

O projeto foi desenvolvido para operar com equipamentos automatizados e práticas de gestão voltadas à eficiência energética, ao uso racional da água e à redução de resíduos industriais.

Com a entrega dos complexos de Londrina e Horizonte, aproximadamente R$ 600 milhões dos R$ 800 milhões anunciados no ciclo foram destinados às duas novas estruturas. O programa de investimentos também contemplou modernizações e melhorias em outras instalações da companhia.

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Dona da marca Dona Benta prepara novos investimentos com foco em produtos de maior valor agregado

Depois das duas inaugurações, a J.Macêdo iniciou o planejamento de outra etapa de investimentos, que deverá orientar suas decisões industriais nos próximos cinco anos.

Em entrevista ao AgFeed, Irineu José Pedrollo afirmou que a direção pretende ampliar os aportes e trabalhar com um orçamento superior aos R$ 800 milhões utilizados no ciclo que se encerra em 2026.

A estratégia está relacionada à ampliação do portfólio de alimentos e ao aproveitamento da farinha de trigo como matéria-prima para produtos industrializados, incluindo massas, misturas e outras preparações.

A companhia pretende investir em automação, modernização das fábricas e desenvolvimento de produtos de maior valor agregado, utilizando as marcas já presentes no mercado brasileiro.

Segundo Pedrollo, a empresa busca oferecer alimentos que tragam maior facilidade de preparo e consumo, ampliando as possibilidades de utilização do trigo em diferentes categorias.

A J.Macêdo possui marcas como Dona Benta, Sol, Petybon, Boa Sorte e Brandini, comercializadas em segmentos que incluem farinhas, massas, misturas para bolos e outros alimentos industrializados.

O presidente também destacou que o custo do financiamento e as condições econômicas influenciarão a execução dos próximos projetos.

A intenção de superar os aportes anteriores faz parte do planejamento da companhia, mas ainda depende da definição dos investimentos que serão efetivamente realizados.

Alta dos custos do trigo pressiona a indústria de alimentos em 2026

Os planos de expansão são apresentados em um período de dificuldades para o processamento de trigo no Brasil.

De acordo com o diretor-presidente da J.Macêdo, a queda da produção nacional do cereal em 2026 aumentou a necessidade de importações e elevou os custos logísticos enfrentados pelas indústrias.

A situação afeta especialmente unidades que dependem do abastecimento de trigo transportado por longas distâncias. No Paraná, Pedrollo reconheceu que o novo moinho de Londrina poderá enfrentar custos maiores para obter a matéria-prima.

Já os moinhos localizados próximos a portos possuem condições logísticas diferentes, por receberem cargas importadas com menor necessidade de transporte terrestre.

Outro fator mencionado pelo executivo foi o aumento dos custos das embalagens. Segundo ele, as resinas petroquímicas utilizadas pela indústria ficaram mais caras, pressionando as despesas de produção.

A companhia também enfrenta mudanças tributárias e dificuldades para repassar integralmente a elevação dos custos aos preços dos produtos.

Na avaliação apresentada durante a entrevista, a J.Macêdo poderá registrar crescimento de receita de até 2% em 2026, apesar da expectativa de aumentar os volumes de moagem.

A previsão contrasta com o desempenho de 2025, quando a empresa alcançou R$ 3,76 bilhões em receita bruta, resultado aproximadamente 5% superior ao registrado no ano anterior.

O planejamento industrial para os próximos cinco anos está sendo desenvolvido nesse contexto. A direção pretende preservar os investimentos em tecnologia e ampliar a presença de produtos de maior valor agregado no portfólio.

Com as unidades de Londrina e Horizonte já inauguradas, a próxima etapa será a definição do orçamento de 2027 e dos projetos que poderão integrar o novo ciclo de expansão até 2031.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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