Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Donos de caminhões Sinotruk Howo vendidos até 2014 podem voltar a ter peças: a chinesa quer achar os 700 que ainda rodam

Donos de caminhões Sinotruk Howo vendidos até 2014 podem voltar a ter peças: a chinesa quer achar os 700 que ainda rodam

Faça um comentário

4 min de leitura

Donos de caminhões Sinotruk Howo vendidos até 2014 podem voltar a ter peças: a chinesa quer achar os 700 que ainda rodam

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 31/10/2026 às 11:20

Automotivo

Grupo

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Quem ainda roda com um caminhão Sinotruk comprado antes de 2014 pode voltar a ter peças de reposição: a fabricante chinesa quer encontrar os donos da frota que ficou no Brasil quando ela saiu do país.

A Sinotruk estima que entre 500 e 700 caminhões da marca vendidos na primeira passagem pelo Brasil ainda estejam em circulação. O plano é identificar esses clientes e mapear as dificuldades de manutenção e de compra de peças, segundo a Transporte Moderno.

Os modelos mais citados pelos donos que já procuraram a empresa são o Howo 380 e o Howo A7, que enfrentam falta de componentes de reposição.

A marca vendeu cerca de 2.500 caminhões entre 2010 e 2014.

Na primeira operação no país, a Sinotruk atuava por meio de uma importadora e comercializou aproximadamente 2.500 caminhões, de acordo com estimativa citada na entrevista à revista.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

A fabricante deixou o mercado brasileiro em 2014, em meio às dificuldades para se adaptar às exigências do programa Inovar-Auto e ao ambiente regulatório e industrial do país.

Depois da saída, as concessionárias que representavam a marca tentaram manter o atendimento e o fornecimento de peças. Essa estrutura perdeu capacidade com os anos, principalmente depois que as garantias acabaram.

Ou seja, quem ficou com o caminhão ficou também sem fábrica para recorrer.

Um Howo A7 340 de 2012 na estrada: a linha A7 é uma das que os donos dizem ter dificuldade de manter. Foto: order_242/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

“O que vai mostrar para o cliente não são palavras”, diz o executivo.

O responsável pela reestruturação da operação brasileira é Elmer Hartmann. Em entrevista ao Videocast Transporte Moderno, ele disse que a companhia já recebe contatos de donos de modelos antigos.

“Estamos planejando entrar em contato, possivelmente conhecer todos eles e conseguir endereçar as principais demandas na questão de peças que sentem falta”, afirmou.

Hartmann admite que a marca precisa reconquistar o transportador. “Temos uma história que vai demandar que a gente recupere a confiança, mas não temos nenhuma dúvida da nossa capacidade de fazer isso”, disse.

Ele e Emílio Véquez, executivo que cuida da rede de concessionárias e do pós-venda, vieram da Scania, segundo a revista.

As peças devem sair de um centro de distribuição em São Paulo.

A ideia é usar o centro de distribuição que está sendo montado em São Paulo para atender a frota antiga. A empresa ainda faz o levantamento do que esses caminhões precisam.

Não há data para o programa começar nem condições comerciais definidas para a venda das peças, de acordo com a Transporte Moderno. Para o dono do caminhão antigo, por enquanto, o que existe é a intenção declarada da fabricante.

Desta vez, a Sinotruk volta como subsidiária e mira a Fenatran.

A nova Sinotruk Brasil foi constituída como subsidiária integral do grupo chinês, por meio da Sinotruk International, e a unidade de negócios brasileira foi aberta em novembro de 2025.

A estratégia começa pelos caminhões pesados. Na Fenatran, de 9 a 13 de novembro, em São Paulo, a marca prevê mostrar um cavalo mecânico C7H 6×4 a gás natural liquefeito (GNL), de 560 cv, e uma versão elétrica do C7H com bateria de 600 kWh.

A fabricante também planeja vender modelos a diesel das linhas Sinotruk e Sitrak e estuda uma operação industrial no Brasil, com montagem local e integração de fornecedores brasileiros.

Desde 2014, a marca ampliou a presença em outros mercados da América Latina, como Peru, México, Paraguai e Equador, segundo a revista.

Howo A7 amarelo em exposição; a Sinotruk prepara caminhões a GNL e elétricos para a Fenatran. Foto: order_242/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Em setembro, o Click Petróleo e Gás mostrou outra montadora chinesa que ampliou a garantia para seis anos ou 150 mil km para ganhar a confiança de quem compra no Brasil.

Você tem ou conhece alguém que ainda roda com um Sinotruk dessa primeira fase? Conte nos comentários como faz para achar peças.

Tags

Fonte

Sinotruk prepara plano de assistência para até 700 caminhões antigos no Brasil


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

Sair da versão mobile