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Donos de moto e carro esportivo que abastecem com Podium vão ter de esperar: a Petrobras importa a gasolina premium, que chega na segunda quinzena de novembro depois de as vendas subirem 32%

Donos de moto e carro esportivo que abastecem com Podium vão ter de esperar: a Petrobras importa a gasolina premium, que chega na segunda quinzena de novembro depois de as vendas subirem 32%

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Donos de moto e carro esportivo que abastecem com Podium vão ter de esperar: a Petrobras importa a gasolina premium, que chega na segunda quinzena de novembro depois de as vendas subirem 32%

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 28/10/2026 às 00:50

Atualizado em 28/10/2026 às 02:20

Petróleo e Gás

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A gasolina Podium, a premium da Petrobras, está em falta em postos de São Paulo, Rio de Janeiro e Campo Grande, e a estatal diz que só a importação do combustível, com chegada prevista para a segunda quinzena de novembro, vai reforçar a oferta.

A falta vem sendo relatada por motoristas e donos de posto desde o início de outubro. Nesta segunda-feira (26), a Vibra Energia, que distribui a Podium, confirmou ao UOL Carros que enfrenta restrições no fornecimento.

A Petrobras, por sua vez, informou que a produção está normal e que as vendas da Podium cresceram 32% em relação ao mesmo período de 2025. Para dar conta, a estatal está trazendo o combustível de fora.

A Petrobras fala em demanda atípica e importação para novembro

Em nota, a Petrobras explicou que a unidade que produz a Podium passou por uma parada programada de manutenção em junho e julho. Depois disso, a Vibra relatou um aumento atípico da procura pelo produto.

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“Como medida adicional para atender ao mercado, a Petrobras está complementando a produção nacional com a importação de Gasolina Podium, cuja chegada está prevista para a segunda quinzena de novembro”, informou a companhia.

O aperto também não começou nesta semana. Em 8 de outubro, o Sindcomb, do Rio, já havia alertado para restrições severas nas entregas da Podium, segundo o site RNews.

Ou seja, a carga importada ainda não chegou. Até lá, o motorista depende do volume nacional, que hoje não cobre o que os postos pedem.

A Vibra confirma estoque baixo e não dá prazo para normalizar

A Vibra disse que vem enfrentando restrições temporárias na disponibilidade da Podium, por fatores operacionais na cadeia de suprimento que afetaram os estoques num momento de demanda recorde por combustíveis premium.

A distribuidora acrescentou que suas equipes mantêm contato diário com o fornecedor para regularizar o atendimento à rede. Não informou, porém, um prazo para normalizar as entregas aos postos.

Até agora, não há previsão oficial de quando a Podium volta a chegar no volume de antes, segundo a coluna Faria Lima News, da revista VEJA, publicada na mesma segunda-feira.

Painel de posto Petrobras com a Podium entre as opções; imagem de arquivo, os preços não são os atuais (Foto: reprodução/RNews)

No Rio, um posto que vendia 80 mil litros recebe 5 mil por semana

No Rio de Janeiro, o sindicato dos postos da capital, o Sindcomb, confirma que os cortes nas entregas já são severos, sobretudo na Barra da Tijuca e na Zona Sul, onde a procura pela Podium é maior.

O presidente da entidade, Manuel Fonseca da Costa, citou ao UOL um posto que comercializa cerca de 80 mil litros de Podium e passou a receber só 5 mil litros por semana.

“A procura pela Podium cresceu muito, mas a quantidade que a Petrobras fornece à Vibra diminuiu”, disse o dirigente. Com uma cota menor, a distribuidora reduz também o que entrega a cada posto.

Em Campo Grande, a entrega semanal caiu de 10 mil para 3 mil litros

A falta chegou a Mato Grosso do Sul. Frentistas ouvidos pelo JD1 Notícias, de Campo Grande, relataram nesta terça-feira (27) mais procura e menos produto chegando.

Em um posto da Região Norte da capital, o volume semanal caiu de aproximadamente 10 mil para cerca de 3 mil litros. Essa quantidade dura, no máximo, dois dias.

O sindicato dos postos de Mato Grosso do Sul, o Sinpetro-MS, também reconhece o problema. Segundo Edson Lazaroto, a expectativa é que a situação comece a se normalizar no início de novembro.

A comum ficou com 32% de etanol, e a premium continuou com 25%

A explicação mais citada pelos revendedores é a mudança na mistura. Desde 1º de agosto de 2026, a gasolina comum e a comum aditivada passaram de 30% para 32% de etanol anidro.

A mudança não atingiu as gasolinas premium, que continuam com 25% de etanol. A diferença levou parte dos motoristas a trocar de bomba, como já previam os alertas sobre a gasolina com 32% de etanol.

Segundo o Sindcomb, a migração é mais forte entre donos de carros importados e de motos de alta cilindrada. A VEJA também cita a falta da Shell V-Power Racing, outra premium do mercado.

Quem tem carro que aceita a comum pode trocar sem medo

A Podium tem octanagem mínima de 102 RON, contra 94 RON da gasolina comum, segundo o RNews. Octanagem é a resistência do combustível à detonação antes da hora dentro do motor.

Se o manual do carro permite a gasolina comum brasileira, não há obrigação de abastecer com Podium. Usar premium nesses casos não garante ganho perceptível de potência nem de economia.

A situação muda nos motores que exigem alta octanagem, comuns em esportivos e importados. Nesses, abastecer abaixo do especificado pode reduzir o desempenho e, conforme o uso, aumentar o risco de dano.

Trocar de marca premium exige olhar a octanagem do manual

Outras distribuidoras vendem gasolina premium, mas as especificações não são idênticas às da Podium. A alternativa precisa atender à octanagem mínima e às demais exigências do fabricante.

Nos importados dos Estados Unidos, a octanagem do manual costuma vir na escala AKI. Ela não é equivalente à RON usada no Brasil, e os números das duas não devem ser comparados diretamente.

A gente insiste nesse ponto porque quem manda é o manual.

Aditivo de prateleira no tanque, para compensar a falta da premium, também não é recomendado sem autorização do fabricante.

O preço pode subir, mas ainda não há reajuste anunciado

A combinação de demanda crescente e oferta curta pode pressionar o preço da premium nas bombas, segundo a VEJA. Até agora, porém, nenhum reajuste específico da Podium foi confirmado.

Com cotas menores chegando, cada posto vende a Podium enquanto o estoque da semana durar, como mostra o caso de Campo Grande, onde a carga acaba em dois dias.

O que se sabe é que a importação anunciada pela Petrobras só chega na segunda metade de novembro. Até lá, os postos seguem recebendo cotas menores.

Você usa Podium ou outra gasolina premium e já encontrou a bomba vazia na sua cidade? Conte nos comentários onde está faltando.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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