Levantamento do UOL divulgado nesta quinta-feira, 08, sobre parlamentares eleitos em 2026 que respondem a processos ou são alvo de investigações criminais inclui um representante do Acre: Júnior Betão (PL), eleito deputado federal no último domingo (04). Segundo a reportagem, ele foi condenado em primeira instância por peculato em um processo relacionado à Operação Sanguessuga.
A reportagem aponta que Betão foi condenado em primeira instância por peculato em um processo relacionado à Operação Sanguessuga, que investigou irregularidades envolvendo recursos públicos destinados à compra de ambulâncias.
De acordo com o levantamento, o caso envolve emendas parlamentares destinadas a convênios do Ministério da Saúde entre 2003 e 2006. A condenação foi proferida por um juiz federal, mas ainda não é definitiva: a apelação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Operação Sanguessuga ficou conhecida como a “máfia das ambulâncias” e investigou um esquema de fraudes envolvendo emendas parlamentares, licitações e a aquisição de veículos para municípios. O nome de Júnior Betão já havia aparecido em investigações relacionadas ao caso. Registros da Câmara dos Deputados também mostram que, em 2006, houve representação contra o então parlamentar por fatos relacionados à investigação da CPMI das Ambulâncias.
O UOL destaca que a situação jurídica de Betão não o impediu de disputar a eleição de 2026 porque a condenação mencionada é de primeira instância e, segundo a reportagem, ainda não havia sido confirmada por um órgão colegiado. Pela Lei da Ficha Limpa, determinadas condenações criminais podem gerar inelegibilidade quando proferidas por órgão colegiado, mesmo que ainda exista possibilidade de recurso.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

