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Embrapa estuda uso de enzimas e aproveitamento de glicerol após visita técnica a usina de biodiesel em Formosa

Embrapa estuda uso de enzimas e aproveitamento de glicerol após visita técnica a usina de biodiesel em Formosa

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Embrapa estuda uso de enzimas e aproveitamento de glicerol após visita técnica a usina de biodiesel em Formosa

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 06/10/2026 às 10:48

Atualizado em 06/10/2026 às 10:50

Biocombustíveis Renováveis

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Embrapa Agroenergia avaliou oportunidades para desenvolver novas soluções em biodiesel após conhecer a operação da Binatural, em Formosa, Goiás.

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Embrapa Agroenergia avaliou oportunidades para desenvolver novas soluções em biodiesel após conhecer a operação da Binatural, em Formosa, Goiás.

A Embrapa abriu novas possibilidades de cooperação tecnológica com a indústria de biodiesel após uma visita técnica à fábrica da Binatural, em Formosa, Goiás. Entre as frentes identificadas estão pesquisas para aproveitar melhor o glicerol bruto e o uso de enzimas no tratamento de matérias-primas mais difíceis de processar, como óleo de fritura e óleos ácidos. A aproximação ocorreu em 17 de setembro e deverá continuar em um novo encontro, ainda sem data definida.

A agenda reuniu 17 profissionais da Embrapa Agroenergia e permitiu que o grupo acompanhasse de perto como a unidade transforma diferentes matérias-primas em biocombustível. Mais do que conhecer equipamentos, a equipe procurou identificar problemas industriais que possam receber soluções desenvolvidas em conjunto.

Enzimas aparecem entre as possibilidades estudadas pela Embrapa

Uma das oportunidades apontadas após a visita está no pré-tratamento de insumos considerados de qualidade inferior.

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Mônica Damaso, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, citou a aplicação de enzimas como uma alternativa que poderá ser estudada para melhorar o processamento de materiais como óleos ácidos e resíduos de fritura.

Outra linha envolve o glicerol bruto, gerado durante a produção de biodiesel. A proposta é avaliar maneiras de aumentar o aproveitamento desse subproduto e encontrar aplicações que agreguem valor ao processo industrial.

Segundo Mônica, o contato direto com a operação tornou possível discutir gargalos tecnológicos que fazem parte da rotina da indústria. Para a pesquisadora, essa aproximação permite direcionar conhecimento científico para problemas concretos encontrados durante a fabricação do combustível.

Equipe acompanhou o biodiesel desde os resíduos até o controle de qualidade

A visita fez parte do Roadshow promovido pela Embrapa Agroenergia, iniciativa voltada ao contato técnico com empresas parceiras.

Na unidade de Goiás, pesquisadores e analistas percorreram diferentes pontos do processo industrial. O grupo acompanhou etapas relacionadas ao tratamento e recebimento de resíduos, além dos procedimentos adotados antes de o biodiesel chegar ao controle final de qualidade.

A programação permitiu observar como essas diferentes fases se conectam dentro de uma operação contínua.

Entre os temas que passaram a fazer parte das conversas para uma eventual parceria estão:

Binatural produz biodiesel há quase duas décadas

A fábrica visitada está instalada em Formosa e pertence à Binatural, companhia que atua há quase 20 anos na fabricação de combustível renovável.

Embrapa Agroenergia avaliou oportunidades para desenvolver novas soluções em biodiesel após conhecer a operação da Binatural, em Formosa, Goiás.

A empresa mantém também uma estrutura industrial em Simões Filho, na Bahia, enquanto sua administração está sediada em Barueri, São Paulo.

Luís Carlos Costa, diretor Industrial da companhia, explicou que a operação procura utilizar as matérias-primas de maneira ampla, reduzindo desperdícios e buscando destinos para os diferentes produtos resultantes da fabricação.

A lógica, segundo ele, é extrair mais valor de cada etapa industrial e transformar os recursos utilizados em produtos que possam manter características de sustentabilidade e confiabilidade.

Cooperação poderá aproximar pesquisa científica dos problemas da fábrica

Para Juliana Evangelista, chefe de Transferência de Tecnologia, existe complementaridade entre o conhecimento acumulado pela indústria e as capacidades técnicas da Embrapa Agroenergia.

Enquanto a Binatural acompanha diretamente questões relacionadas à matéria-prima, à descarbonização e aos processos industriais, a unidade de pesquisa possui estrutura científica para desenvolver tecnologias que possam responder a esses desafios.

Essa combinação é justamente o foco da aproximação iniciada durante o Roadshow.

A visita não resultou, neste momento, no anúncio de um projeto específico. Ela funcionou como uma etapa de identificação de áreas nas quais as duas instituições poderão construir trabalhos conjuntos.

Próxima reunião será realizada na Embrapa Agroenergia

As conversas deverão continuar em uma nova agenda entre as equipes.

Desta vez, o encontro será realizado na unidade da Embrapa Agroenergia, embora o dia ainda não tenha sido estabelecido.

A expectativa é aprofundar as possibilidades levantadas durante a passagem pela fábrica e avaliar quais delas poderão evoluir para projetos de pesquisa e desenvolvimento.

Para a Embrapa, a aproximação também pode ampliar o portfólio de trabalhos ligados ao biodiesel ao conectar pesquisas laboratoriais a demandas encontradas diretamente dentro de uma planta industrial.

Fonte

Embrapa


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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