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Empresa canadense avança para assumir 70% de projeto de terras raras de 33 mil hectares entre Bahia e Piauí

Empresa canadense avança para assumir 70% de projeto de terras raras de 33 mil hectares entre Bahia e Piauí

Empresa canadense avança para assumir 70% de projeto de terras raras de 33 mil hectares entre Bahia e Piauí

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 03/10/2026 às 21:20

Mineração

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Origen Resources pretende adquirir 70% do projeto Campo de Cima, onde confirmou anomalias de terras raras e prepara um programa de exploração no Nordeste. Foto: Divulgação.

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Origen Resources pretende adquirir 70% do projeto Campo de Cima, onde confirmou anomalias de terras raras e prepara um programa de exploração no Nordeste.

A Origen Resources pretende avançar com a aquisição de 70% do projeto Campo de Cima, uma área mineral de 33.075 hectares situada entre Bahia e Piauí. Antes de concluir o negócio, a companhia realizou verificações em campo e confirmou a presença de anomalias de elementos de terras raras em uma faixa de aproximadamente 4 quilômetros por 6 quilômetros, que deverá receber trabalhos exploratórios mais detalhados após as autorizações regulatórias.

O movimento coloca o Nordeste no centro de uma nova etapa de prospecção da empresa no Brasil. A Origen afirma que as características observadas em Campo de Cima são compatíveis com ocorrências de terras raras associadas a argilas de adsorção iônica, conhecidas pela sigla IACD. O maior resultado informado até agora chegou a 282 ppm de TREO+Y, indicador que reúne óxidos totais de terras raras e ítrio.

Campanha inicial apontou sete amostras com valores elevados

O primeiro levantamento no projeto não foi executado pela Origen, mas pela Incorporadora e Mineração Santa Rosa Ltda., atual detentora dos direitos da área.

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Nessa fase, foram retiradas 33 amostras de solo, distribuídas com espaçamento aproximado de 1,5 quilômetro. Sete delas apresentaram concentrações consideradas elevadas para elementos de terras raras.

A Origen entrou posteriormente na propriedade durante sua diligência e afirma ter verificado em campo os resultados apresentados pela Santa Rosa. A companhia também examinou perfis de solo laterítico em diferentes trechos e usou essas observações para preparar os primeiros passos de uma futura campanha exploratória.

As amostras passaram por análises da SGS Geosol, laboratório comercial que possui certificações ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015.

Entre os principais dados já conhecidos de Campo de Cima estão:

Origen Resources quer testar melhor o alvo após aprovações

A área identificada até agora ainda está em fase inicial de avaliação. A empresa pretende aprofundar o conhecimento geológico antes de qualquer definição sobre o potencial econômico do projeto.

Depois das liberações regulatórias necessárias, a Origen Resources planeja mobilizar equipes para executar uma campanha com maior detalhamento de amostragem e outras atividades de exploração no alvo considerado prioritário.

Gary Schellenberg, CEO e diretor da companhia, afirmou que o trabalho realizado durante a diligência superou as expectativas da empresa. Segundo ele, a intenção é iniciar o primeiro programa pouco tempo depois da obtenção das aprovações necessárias.

O executivo também relacionou Campo de Cima à expansão da companhia no Nordeste. De acordo com a Origen, o conjunto de áreas sob seu controle na região ultrapassa 68.615 hectares.

Geologia é comparada a outros projetos brasileiros de terras raras

A interpretação inicial da companhia associa a mineralização encontrada a perfis lateríticos desenvolvidos sobre o Grupo Rio Preto.

Segundo a Origen, essa configuração possui semelhanças com projetos brasileiros onde terras raras aparecem vinculadas a argilas de adsorção iônica. A companhia cita como referências Caldeira, em Minas Gerais, e Serra Verde, em Goiás.

Esse tipo de ocorrência interessa ao setor porque, dependendo das condições do depósito, pode permitir processos de recuperação que demandem menos energia e usem métodos químicos menos agressivos do que outras rotas de extração.

A empresa também menciona um estudo publicado em 2025 por Russo, González-Álvarez, Cocker e McCoy-West. Segundo esse trabalho, depósitos dessa categoria respondem por aproximadamente 80% da oferta mundial de terras raras pesadas.

Negócio prevê pagamentos, ações e investimento em exploração

A entrada da Origen no projeto dependerá da assinatura do acordo definitivo.

Pelos termos divulgados, a companhia deverá pagar inicialmente US$ 100 mil à Santa Rosa e emitir 2 milhões de ações. Uma nova parcela de US$ 100 mil está prevista para o segundo aniversário do contrato definitivo, acompanhada da emissão de mais 4 milhões de ações.

Além dessas obrigações, a empresa assumirá um compromisso de US$ 1,5 milhão em exploração durante os dois anos seguintes à conclusão da diligência.

Ao fim desse período, está prevista a criação de uma joint venture. A Origen ficaria com 70% de participação, enquanto a Santa Rosa manteria os 30% restantes.

Santa Rosa continuará ligada ao projeto por royalties

Mesmo depois da formação da sociedade, a atual proprietária dos direitos minerais continuará com participação econômica sobre a futura produção.

Os termos preveem royalty de 2% para a Santa Rosa. A Origen poderá comprar metade dessa participação, antes do início da produção comercial, mediante pagamento de US$ 1,5 milhão.

Esse mecanismo é separado tanto do investimento exploratório quanto dos pagamentos e emissões de ações previstos para a aquisição da participação majoritária.

Campo de Cima amplia carteira internacional da companhia

O projeto brasileiro se soma a ativos mantidos pela Origen Resources fora do país.

Na Argentina, a empresa possui integralmente o projeto de lítio Los Sapitos. Já no sul da Colúmbia Britânica, no Canadá, mantém dois projetos voltados a metais preciosos e metais-base, para os quais afirma procurar parceiros.

No Brasil, a prioridade imediata passa por Campo de Cima. A companhia ainda precisa concluir as etapas regulatórias e executar uma campanha mais detalhada antes de avançar na avaliação do alvo identificado entre Bahia e Piauí.

Tags

Campo de CimaOrigen Resources

Fonte

Minera Brasil


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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