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Empresa de defesa planeja investir US$ 350 milhões em estaleiro dos EUA para ampliar construção naval e contratar mais trabalhadores
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 27/10/2026 às 09:19
Atualizado em 27/10/2026 às 09:20
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Wildcat Defense assinou acordo para comprar a Fraser Industries, em Wisconsin, e pretende expandir uma operação que atende clientes comerciais e militares na região dos Grandes Lagos
A Wildcat Defense planeja aplicar US$ 350 milhões na ampliação e modernização do estaleiro Fraser, em Superior, no estado americano de Wisconsin. Segundo reportagem da Wisconsin Public Radio publicada em 22 de outubro de 2026, a empresa assinou um acordo de aquisição e pretende aumentar a capacidade industrial e o quadro de trabalhadores.
O anúncio ocorreu no dia anterior, nas instalações do estaleiro. A negociação envolve a Fraser Industries, controladora da Fraser Shipyards, Lake Assault Boats, Northern Engineering e Fraser Terminal.
As empresas estimam concluir a transação em aproximadamente três meses. Portanto, o negócio ainda depende do fechamento, enquanto o investimento corresponde ao plano anunciado pela compradora para desenvolver a operação.
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Recursos vão apoiar expansão das instalações e da equipe
A Wildcat Defense integra a Wildcat Equity Partners, empresa de investimentos sediada em Miami. No comunicado sobre a aquisição, o grupo afirma que pretende ampliar a estrutura produtiva e dar continuidade a projetos que o estaleiro já vinha preparando.
Patrick Kelly, atual dirigente da Fraser, e sua equipe permanecerão em funções importantes na companhia. Assim, o plano combina novos recursos com a continuidade da gestão responsável pelas atividades existentes.
A operação mantém aproximadamente 200 empregados ao longo do ano, segundo a WPR. A compradora quer aumentar esse número, mas não divulgou uma meta definitiva de contratações ou um calendário para abertura de vagas.
Para o município, a expectativa é que a expansão também movimente fornecedores e serviços. Entretanto, o alcance desse efeito dependerá da execução dos investimentos e da conquista de novas encomendas.
Estaleiro atende embarcações comerciais e militares
A Fraser atua na manutenção e no reparo da frota comercial dos Grandes Lagos. Além disso, suas empresas constroem embarcações policiais, de combate a incêndios e de patrulha.
Conforme a reportagem, o grupo possui contratos para produzir cerca de 30 barcos em 2026. A direção também pretende buscar mais trabalhos para a Marinha, a Guarda Costeira e outros clientes militares americanos.
Essa combinação permite atuar em duas frentes. Enquanto a construção entrega novas embarcações, os serviços de manutenção acompanham navios que já precisam de reparos, revisões e intervenções para continuar operando.
Cooperação com HD Hyundai prevê robótica e automação
Antes do acordo com a Wildcat, a Fraser já havia anunciado uma parceria voltada à modernização. Em julho de 2026, a companhia assinou um memorando de entendimento com a HD Korea Shipbuilding & Offshore Engineering, ligada à divisão naval da HD Hyundai.
O documento prevê cooperação em diagnóstico das instalações, organização do espaço industrial, equipamentos robotizados e automação. Também contempla soluções digitais baseadas em dados e inteligência artificial.
Além disso, as empresas pretendem trabalhar na expansão da cadeia de suprimentos e na formação de profissionais. A proposta é transformar o estaleiro em uma referência demonstrativa de modernização da indústria naval americana.
Trata-se de uma cooperação anunciada para desenvolvimento. O memorando, por si só, não significa que todos os equipamentos e sistemas previstos já estejam instalados.
Parcerias buscam disputar novos contratos de quebra-gelos
O comunicado da aquisição informa que a Fraser manterá sua parceria com Fincantieri e Donjon na disputa pelo programa de sete quebra-gelos leves da Guarda Costeira.
A participação nessa concorrência representa uma oportunidade comercial, sem equivaler a uma encomenda já assegurada. Para ampliar a produção, o estaleiro precisará combinar contratos, pessoal e capacidade técnica.
Nesse cenário, a tecnologia entra como parte da estratégia para melhorar processos e aproveitar as instalações. O próximo marco será a conclusão da aquisição, seguida do detalhamento das etapas de expansão e da aplicação dos recursos prometidos.
Fonte
Wisconsin Public Radio
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

