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Empresa que ajudou a colocar 12 minas em operação prepara até US$ 7 bilhões para explorar ouro, cobre e minerais críticos e poderá ampliar investimentos no Brasil

Empresa que ajudou a colocar 12 minas em operação prepara até US$ 7 bilhões para explorar ouro, cobre e minerais críticos e poderá ampliar investimentos no Brasil

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Empresa que ajudou a colocar 12 minas em operação prepara até US$ 7 bilhões para explorar ouro, cobre e minerais críticos e poderá ampliar investimentos no Brasil

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 30/10/2026 às 12:34

Mineração

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Appian prepara até US$ 7 bilhões para mineração mundial, negocia novos fundos e avalia ampliar investimentos no Brasil e na América Latina.

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Appian prepara até US$ 7 bilhões para mineração mundial, negocia novos fundos e avalia ampliar investimentos no Brasil e na América Latina.

Uma nova rodada de investimentos bilionários poderá financiar minas de ouro, cobre, zinco e minerais estratégicos em diferentes continentes, com parte dos recursos direcionada à América Latina. A empresa responsável pelo plano já ajudou a colocar 12 minas em produção e mantém operações no Brasil. Segundo a Reuters, em reportagem publicada em 30 de outubro de 2026, a Appian Capital Advisory pretende mobilizar entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões nos próximos 12 a 24 meses.

A companhia também negocia novas parcerias com instituições financeiras internacionais e avalia ampliar sua atuação no processamento de minerais. O anúncio ocorre em meio à busca mundial por metais utilizados em redes elétricas, baterias, equipamentos industriais e tecnologias avançadas.

Empresa com experiência em 12 minas prepara investimentos bilionários

A Appian Capital Advisory é uma gestora de investimentos especializada em mineração e metais, com sede em Londres. A empresa utiliza recursos de investidores para participar de projetos minerais, apoiar sua construção e desenvolver operações industriais.

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Desde 2016, a companhia informa ter ajudado a colocar 12 minas em produção. Sua carteira reúne empreendimentos em diferentes estágios, incluindo projetos que ainda precisam de obras e instalações que já produzem comercialmente.

O novo planejamento prevê aplicar entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões em escala mundial. O valor representa uma intenção de investimento, não dinheiro já destinado a contratos específicos ou obras autorizadas.

Plano de até US$ 7 bilhões poderá ser executado em dois anos

O presidente-executivo da Appian, Michael Scherb, apresentou a previsão de investimentos para os próximos 12 a 24 meses. A estratégia inclui projetos minerais em regiões com potencial de crescimento e condições favoráveis à implantação de minas.

Os recursos poderão financiar diferentes etapas de desenvolvimento. Algumas empresas precisam construir instalações de extração, enquanto outras necessitam ampliar a capacidade de processamento ou melhorar equipamentos existentes.

América Latina ganha espaço na disputa por novos projetos minerais

A Appian avalia direcionar mais capital à América Latina diante das dificuldades regulatórias encontradas em determinados países africanos. A companhia considera fatores como estabilidade das regras, licenciamento e condições de investimento.

América Latina ganha espaço na disputa por novos projetos minerais

Atualmente, a gestora possui quatro investimentos ativos na América Latina, principalmente no Brasil. A região reúne reservas de minerais utilizados em indústrias tradicionais e em tecnologias relacionadas à eletrificação.

O deslocamento de recursos, porém, ainda depende das oportunidades disponíveis. Nenhum valor bilionário exclusivo para a América Latina foi confirmado no anúncio de outubro.

Brasil já abriga projetos de níquel, cobre, cobalto e grafite da companhia

O Brasil ocupa uma posição importante na carteira da Appian. Entre os empreendimentos associados à empresa está a Atlantic Nickel, responsável pela Mina Santa Rita, localizada em Itagibá, no sul da Bahia.

A unidade produz concentrado mineral que contém níquel, cobre e cobalto. Esses metais possuem aplicações em equipamentos industriais, sistemas elétricos e diferentes tecnologias utilizadas no transporte e na produção de energia.

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A carteira brasileira também inclui projetos relacionados ao grafite e ao lítio. A presença da empresa nessas atividades poderá facilitar a identificação de novas oportunidades, mas não garante investimentos adicionais.

Mina Santa Rita poderá ampliar produção subterrânea de níquel na Bahia

A Atlantic Nickel desenvolve planos para ampliar a exploração da Mina Santa Rita por meio de operações subterrâneas. Essa modalidade permite alcançar depósitos localizados abaixo das áreas exploradas a céu aberto.

O empreendimento já recebeu apoio da parceria entre a Appian e a International Finance Corporation, instituição ligada ao Banco Mundial. O projeto prevê uma vida útil superior a 30 anos.

A expectativa divulgada pela empresa é alcançar aproximadamente 30 mil toneladas anuais de níquel equivalente após a expansão. O volume corresponde a uma projeção futura, dependente da implantação das novas estruturas. Appian Capital Advisory

Fundo de US$ 1 bilhão já reúne Appian e instituição do Banco Mundial

Em outubro de 2025, a Appian anunciou uma parceria com a International Finance Corporation para criar um fundo de até US$ 1 bilhão destinado a projetos minerais em mercados emergentes.

A instituição financeira comprometeu uma contribuição inicial de US$ 100 milhões. O restante deverá ser mobilizado por meio de outros investidores, conforme a estrutura estabelecida para o fundo.

Os recursos poderão financiar construção, expansão e desenvolvimento de minas. A Mina Santa Rita foi anunciada como o primeiro investimento da parceria, voltada principalmente à América Latina e à África.

Novas negociações envolvem banco europeu de desenvolvimento

A Appian também iniciou conversas com o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, conhecido pela sigla EBRD, para estudar novos fundos destinados a minerais críticos.

O diretor-executivo de minerais críticos da companhia, Paulo Castellari, confirmou as negociações durante a conferência internacional de mineração IMARC, realizada em Sydney, na Austrália.

O banco europeu confirmou que as conversas estão acontecendo, mas não divulgou valores ou condições. Até 30 de outubro de 2026, ainda não havia um acordo definitivo anunciado entre as instituições.

Cobre está entre os principais minerais procurados pela gestora

O cobre aparece entre os metais de maior interesse da Appian. Sua utilização é importante em cabos, transformadores, motores elétricos e sistemas que transportam grandes quantidades de energia.

A expansão de redes elétricas, centros de dados e novas instalações industriais exige grandes volumes desse material. Por isso, a empresa acompanha oportunidades de investimento em depósitos de cobre.

Ouro, zinco e terras raras também fazem parte da estratégia. A escolha de cada empreendimento dependerá dos custos de extração, da qualidade dos depósitos e das possibilidades de comercialização.

Terras raras poderão receber investimentos em fábricas de processamento

A Appian não pretende limitar sua atuação à extração de minerais. A empresa também avalia investir em instalações industriais capazes de transformar matérias-primas em produtos utilizados por fabricantes.

Essa etapa é especialmente importante para as terras raras, grupo de elementos utilizados em ímãs de alto desempenho, motores elétricos e equipamentos eletrônicos.

Em alguns segmentos, a capacidade de processamento está concentrada em poucos países. A construção de novas instalações exige tecnologia, financiamento e acesso contínuo aos minerais necessários para alimentar as fábricas.

África ainda poderá receber aproximadamente US$ 2 bilhões

Mesmo com o maior interesse pela América Latina, a Appian mantém planos para investir cerca de US$ 2 bilhões em projetos africanos durante os próximos dois anos.

A companhia possui três investimentos ativos no continente. Também analisa oportunidades em países como Marrocos, Namíbia, Botsuana, Gana, Costa do Marfim, Mauritânia e Senegal.

Mudanças em impostos, exigências de participação estatal e regras de licenciamento estão entre as preocupações mencionadas pela direção. Os investimentos dependerão das condições encontradas em cada país.

Construção de novas minas dependerá de licenças e financiamento

Antes de produzir minerais, uma empresa precisa avaliar a qualidade do depósito, a quantidade de material disponível e os custos necessários para construir a operação.

Os projetos também podem exigir estradas, fornecimento de energia, sistemas de água e instalações industriais. Essas estruturas representam parte importante do investimento necessário para abrir uma mina.

Além dos estudos econômicos, as empresas precisam cumprir as exigências ambientais e obter as autorizações aplicáveis. Por isso, os recursos anunciados pela Appian não significam que novas minas começarão a ser construídas imediatamente.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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