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Energia solar deve ultrapassar grandes hidrelétricas no Brasil até 2035, enquanto renováveis avançam para quase 62% da capacidade e investimentos chegam a US$ 93 bilhões

Energia solar deve ultrapassar grandes hidrelétricas no Brasil até 2035, enquanto renováveis avançam para quase 62% da capacidade e investimentos chegam a US$ 93 bilhões

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Energia solar deve ultrapassar grandes hidrelétricas no Brasil até 2035, enquanto renováveis avançam para quase 62% da capacidade e investimentos chegam a US$ 93 bilhões

Escrito por Carla Teles

Publicado em 02/10/2026 às 11:33

Atualizado em 02/10/2026 às 13:50

Energia Renovável

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Energia solar lidera capacidade instalada, energia eólica avança, setor elétrico recebe investimentos e renováveis crescem até 2035.

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Energia solar lidera expansão prevista no Brasil, enquanto renováveis podem chegar a quase 62% da capacidade e setor elétrico atrair US$ 93 bilhões até 2030.

A energia solar deve se tornar a maior fonte de geração do Brasil em capacidade instalada até 2035, ultrapassando as grandes hidrelétricas, segundo projeção da GlobalData. A mudança ocorre em meio à expansão das renováveis, que devem elevar sua participação na capacidade nacional de 48% para quase 62% no período analisado.

As informações foram publicadas pelo site Energias Renováveis em 1º de outubro de 2026, com base no relatório da GlobalData sobre tendências e perspectivas do mercado brasileiro de energia até 2035. O estudo estima crescimento médio anual de 4,7% da capacidade instalada do país entre 2025 e 2035.

Energia solar deve assumir liderança da capacidade instalada até 2035

Imagem: Reprodução.

A principal mudança projetada para a matriz brasileira é o avanço da energia solar sobre uma estrutura historicamente dominada pelas hidrelétricas. Segundo a GlobalData, a fonte fotovoltaica está a caminho de superar as grandes usinas hidrelétricas em capacidade instalada até 2035.

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Esse movimento será impulsionado por projetos já financiados, empreendimentos em construção e uma fila de licenciamento que mantém novos projetos em desenvolvimento. A avaliação é de que a energia solar continuará sendo o principal motor de expansão da capacidade instalada no curto prazo.

O avanço não significa que a geração hidrelétrica deixará de ter importância no sistema. O relatório aponta para uma diversificação maior da matriz, com crescimento simultâneo de solar, eólica e outras fontes, além da presença do gás natural como apoio em períodos de menor disponibilidade hídrica.

A mudança central está na composição da capacidade instalada, que tende a depender menos de grandes empreendimentos hidrelétricos e mais de diferentes fontes renováveis distribuídas pelo território.

Renováveis podem representar quase 62% da capacidade brasileira

A participação das fontes renováveis na capacidade instalada brasileira deverá subir de 48% para quase 62% entre 2025 e 2035, segundo a projeção apresentada pela GlobalData.

Ao mesmo tempo, a geração de eletricidade renovável deverá se aproximar de 50% da matriz energética total. A expansão ocorre em meio a mudanças regulatórias no setor elétrico e ao desenvolvimento de novos projetos ligados à solar, eólica onshore, eólica offshore e hidrogênio de baixo carbono.

A GlobalData avalia que o Brasil reúne recursos naturais e interesse de investidores suficientes para ampliar substancialmente sua matriz renovável. No caso da energia solar, a combinação de projetos em andamento e custos competitivos mantém a tecnologia na posição de principal vetor de crescimento no curto prazo.

A eólica terrestre também deve continuar avançando, especialmente no Nordeste, onde as condições de vento favorecem elevados fatores de capacidade. Já a eólica offshore aparece como uma oportunidade de prazo mais longo.

Setor elétrico pode receber US$ 93 bilhões entre 2026 e 2030

A transformação da matriz deverá ser acompanhada por uma forte entrada de capital. A GlobalData estima que o setor elétrico brasileiro possa atrair aproximadamente US$ 93 bilhões em novos investimentos entre 2026 e 2030.

A energia solar deverá concentrar cerca de 58% desse total. Na sequência aparecem a energia eólica onshore e o gás natural, mostrando que os investimentos previstos combinam crescimento renovável com fontes destinadas a garantir flexibilidade e segurança operacional.

Considerando apenas a fatia projetada para a solar, a tecnologia receberá a maior parte dos recursos destinados à expansão da capacidade durante o período analisado.

A previsão também ajuda a explicar por que a fonte fotovoltaica aparece como principal candidata a ultrapassar as grandes hidrelétricas. A maior participação nos investimentos cria condições para que mais projetos entrem em operação ao longo da próxima década.

Crescimento da geração exige expansão da rede de transmissão

O avanço da energia solar e da geração eólica também cria desafios para o sistema elétrico. Segundo a GlobalData, o crescimento de fontes variáveis no Nordeste e a expansão da geração solar distribuída aumentam a necessidade de reforçar a rede.

A expansão dos corredores de transmissão aparece como uma das prioridades para que a geração produzida em regiões com grande potencial renovável chegue aos centros de consumo.

Também será necessário reforçar a confiabilidade do sistema à medida que aumenta a participação de fontes cuja produção depende das condições naturais. Solar e eólica não geram continuamente, o que exige maior capacidade de gerenciamento da oferta e da demanda.

Nesse cenário, o relatório cita o armazenamento de energia em escala de rede como parte da estrutura necessária para sustentar a transição. A expansão da energia solar depende não apenas da instalação de novos painéis, mas também de transmissão, armazenamento e gestão do sistema.

Eólica offshore depende de regras para leilões e licenciamento

A energia eólica offshore é apontada pela GlobalData como uma oportunidade importante para o Brasil no longo prazo, mas sua expansão dependerá de definições regulatórias.

Entre os pontos considerados necessários estão regras claras para leilões, arrendamento do leito marinho, licenciamento ambiental e acesso à rede elétrica. Sem essas definições, o ritmo de desenvolvimento dos projetos pode ser limitado.

A eólica onshore, por outro lado, já possui uma base de expansão consolidada no Nordeste. A combinação entre bons recursos naturais e projetos existentes permite que a fonte continue crescendo paralelamente à energia solar.

A regulamentação da geração offshore faz parte de uma mudança mais ampla no setor elétrico brasileiro, que também inclui medidas relacionadas ao mercado livre de energia, armazenamento e hidrogênio de baixo carbono.

Gás natural aparece como apoio para períodos de seca

Apesar do avanço das renováveis, o relatório também destaca o papel do gás natural. Projetos de geração em construção podem fornecer capacidade flexível para o sistema, especialmente durante períodos de seca.

Essa função é relevante em um país que ainda possui forte dependência da geração hidrelétrica e está aumentando rapidamente a participação de fontes variáveis.

O gás funciona, nesse cenário, como instrumento de equilíbrio quando a geração renovável disponível não acompanha a demanda. A GlobalData não projeta uma substituição imediata dessas fontes por solar ou eólica, mas uma matriz mais diversificada.

O crescimento da energia solar ocorre, portanto, dentro de um sistema que continuará combinando diferentes tecnologias para manter a segurança do fornecimento.

Brasil mira expansão renovável junto com metas de emissões

A transformação prevista para a matriz também está relacionada às metas climáticas brasileiras. Segundo a GlobalData, o país busca reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035.

O cumprimento dessas metas dependerá da expansão coordenada da rede, do avanço dos licenciamentos e da estabilidade regulatória para armazenamento e energia eólica offshore.

Outro elemento citado é o Marco de Hidrogênio de Baixo Carbono, que pode permitir ao Brasil utilizar energia renovável de baixo custo para apoiar a descarbonização industrial e a produção de combustíveis destinados ao mercado interno e às exportações.

Até 2035, a projeção coloca a energia solar no centro dessa mudança, com potencial para assumir a liderança nacional em capacidade instalada. A expansão prevista, porém, dependerá de investimentos, transmissão, armazenamento e execução dos projetos planejados.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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