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Eneva arremata seis áreas gigantes de gás no Maranhão que somam 13.983 km², amplia presença na Bacia do Parnaíba e assume R$ 64,18 milhões em compromissos para seis anos de exploração
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 12/10/2026 às 22:30
Atualizado em 12/10/2026 às 22:35
Petróleo e Gás
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A Eneva arrematou seis blocos de gás natural na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, com 13.983 km². O leilão prevê R$ 1,5 milhão em bônus e cerca de R$ 64,18 milhões em investimentos exploratórios mínimos.
A Eneva arrematou seis blocos de exploração na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, que juntos cobrem 13.983 quilômetros quadrados. A empresa venceu as ofertas no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizado em 7 de outubro de 2026, ampliando sua presença em uma região onde já produz gás natural e gera eletricidade.
Os bônus de assinatura ofertados somam R$ 1,5 milhão, enquanto os compromissos mínimos de investimento na fase exploratória equivalem a aproximadamente R$ 64,18 milhões, segundo informação divulgada pela Reuters. As atividades previstas no Programa Exploratório Mínimo deverão ser executadas ao longo de seis anos, após as etapas necessárias à formalização dos contratos.
Seis áreas somam quase 14 mil km² e elevam presença da Eneva na região a cerca de 30 mil km²
A Eneva ficou com 100% de participação nos blocos PN-T-49, PN-T-84, PN-T-85, PN-T-86, PN-T-101 e PN-T-102. O conjunto reúne aproximadamente 13.983 km² em novas áreas de exploração terrestre, distribuídas no setor SPN-N da Bacia do Parnaíba.
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Antes do leilão, a empresa já detinha cerca de 15.972 km² sob concessão na bacia, considerando blocos exploratórios, áreas em desenvolvimento e campos declarados comerciais. Com a adição das novas áreas arrematadas, a soma dessas extensões se aproxima de 29.955 km², sujeita à conclusão do processo de concessão.
O avanço territorial aumenta a área disponível para pesquisas geológicas e novas campanhas de exploração. A aquisição de um bloco representa o direito contratual de desenvolver atividades exploratórias dentro das condições legais, e não a descoberta imediata de uma reserva de gás ou a entrada automática de um campo em produção.
Compromisso de 5.630 unidades de trabalho terá prazo exploratório de seis anos
Como parte das ofertas, a companhia assumiu um Programa Exploratório Mínimo (PEM) de 5.630 unidades de trabalho. A medida é usada pela ANP para quantificar obrigações de exploração, como estudos e outras atividades técnicas definidas nos contratos. O período divulgado para executar os compromissos é de seis anos.
Além do bônus de R$ 1,5 milhão pela assinatura, os compromissos exploratórios divulgados correspondem a investimentos mínimos estimados em R$ 64,18 milhões. Os dois números pertencem a etapas distintas: um se refere ao pagamento ofertado no leilão; o outro, às atividades que a empresa se compromete a realizar para avaliar o potencial das áreas.
A investigação do subsolo poderá envolver aquisição e interpretação de dados geológicos e geofísicos, acompanhada das autorizações e exigências aplicáveis. A localização dos blocos em uma bacia produtora reduz a distância em relação à experiência operacional acumulada pela empresa, mas os resultados econômicos de cada nova área dependerão dos estudos.
Modelo que liga produção de gás a usinas ajuda a explicar a aposta no Maranhão
A Eneva já mantém no Parnaíba instalações ligadas à extração, ao processamento e à geração de energia elétrica. Sua estratégia regional utiliza o modelo conhecido como Reservoir-to-Wire (R2W), pelo qual o gás produzido em campos terrestres pode abastecer instalações de geração de energia integradas à operação.
A companhia também comercializa gás natural diretamente. A infraestrutura existente e a experiência no processamento permitem avaliar os novos blocos dentro de uma operação regional que já reúne perfuração, transporte, tratamento e aproveitamento energético do combustível.
O gás da Bacia do Parnaíba tem utilização industrial e energética, e a expansão de áreas exploratórias pode gerar demanda por serviços de sísmica, geologia, manutenção, transporte e operações de campo durante a fase de avaliação. A intensidade dessas atividades dependerá dos programas aprovados e da evolução das campanhas.
Leilão movimentou 49 blocos no Brasil, mas novas concessões dependem de etapas até fevereiro de 2027
O sexto ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP envolveu 49 blocos exploratórios e três áreas com acumulações marginais em diferentes regiões do país. O bônus total dos blocos exploratórios superou R$ 3 bilhões, em um leilão que reuniu projetos terrestres e marítimos de diversas empresas.
No Parnaíba, a Petrom também venceu a disputa pelo bloco PN-T-182, com área superior a 2.500 km², segundo o balanço setorial. A rodada mostrou interesse por áreas terrestres mesmo quando o maior volume financeiro nacional se concentrou em outras bacias, especialmente em projetos marítimos.
O cronograma da agência prevê que as vencedoras apresentem documentos de qualificação, cumpram as etapas de homologação e paguem os bônus para que os contratos sejam assinados até 26 de fevereiro de 2027. A partir daí, as obrigações previstas nos instrumentos de concessão passam a orientar a campanha exploratória.
O próximo capítulo para a Eneva será transformar os seis blocos arrematados em atividades concretas de pesquisa, mantendo a distinção entre áreas disponíveis para explorar e reservas efetivamente comprovadas. Para o Maranhão, o avanço amplia a perspectiva de serviços especializados ligados ao gás natural em terra.
Você acredita que ampliar a exploração de gás no Maranhão pode atrair mais investimentos e empregos para a região? Conte nos comentários e compartilhe a reportagem com quem acompanha energia e desenvolvimento no Nordeste.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

