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ENGIE e CMA CGM anunciam fábrica de biometano na França para transformar resíduos em combustível para navios e reduzir emissões de CO₂

ENGIE e CMA CGM anunciam fábrica de biometano na França para transformar resíduos em combustível para navios e reduzir emissões de CO₂

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ENGIE e CMA CGM anunciam fábrica de biometano na França para transformar resíduos em combustível para navios e reduzir emissões de CO₂

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 16/10/2026 às 10:27

Atualizado em 16/10/2026 às 10:50

Biocombustíveis Renováveis

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Imagem: Ilustração

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Prevista para entrar em operação entre 2029 e 2030, a unidade em Le Havre transformará resíduos agrícolas, domésticos e pecuários em biometano, além de produzir fertilizante natural e recuperar CO₂ para comercialização, segundo as empresas

A ENGIE e a gigante do transporte marítimo CMA CGM anunciaram um acordo para desenvolver uma unidade de produção de biometano em Le Havre, na França. A instalação deverá transformar resíduos agrícolas, domésticos e pecuários em combustível renovável para navios.

Nova fábrica de biometano poderá produzir 7 mil toneladas por ano

O projeto foi anunciado em 13 de outubro de 2026. Segundo o comunicado oficial da ENGIE, a instalação terá capacidade prevista de fornecer 7 mil toneladas de biometano anualmente à frota da CMA CGM, equivalentes a 100 GWh de energia.

A expectativa das empresas é evitar aproximadamente 23 mil toneladas de emissões de CO₂ por ano. O fornecimento está previsto para começar entre 2029 e 2030.

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A unidade ficará na zona industrial e portuária de Le Havre, um importante centro logístico europeu. O combustível será distribuído pela rede europeia de gás, utilizando um sistema certificado de balanço de massa.

Resíduos agrícolas e domésticos serão transformados em combustível

A matéria-prima utilizada incluirá resíduos da pecuária, restos orgânicos domésticos e materiais provenientes da agricultura.

Além do biometano, o processo deverá gerar 100 mil toneladas de digestato, um material orgânico rico em nutrientes que poderá ser utilizado como fertilizante natural por agricultores locais.

Outro resultado previsto é a recuperação de 13 mil toneladas de CO₂ biogênico, que serão destinadas à comercialização.

Segundo as empresas, o biometano pode reduzir em pelo menos 67% as emissões de gases de efeito estufa durante seu ciclo de vida, na comparação com combustíveis marítimos convencionais.

Combustível poderá abastecer navios que já utilizam gás natural

Uma das vantagens apresentadas pela CMA CGM é a compatibilidade do biometano com embarcações atualmente movidas a gás natural liquefeito (GNL).

Isso permite utilizar o combustível renovável sem modificar motores ou a infraestrutura existente de abastecimento.

Até 2030, a companhia prevê incorporar mais de 200 embarcações bicombustíveis à sua frota, com tecnologias capazes de utilizar alternativas como biometano, biometanol e combustíveis sintéticos.

A iniciativa integra a estratégia da transportadora de alcançar a neutralidade de carbono em suas atividades até 2050.

Construção depende de decisão final de investimento

A ENGIE ficará responsável pelo desenvolvimento técnico e pelos processos de licenciamento. A construção e a operação dependerão de uma decisão final de investimento.

A CMA CGM participará como acionista minoritária, por meio do PULSE, seu fundo destinado a tecnologias e infraestrutura para descarbonização.

A parceria entre as empresas começou em 2021.

Com esse novo projeto, a ENGIE pretende avançar em sua meta de atingir 10 TWh de capacidade anual de produção de biometano na Europa até 2035, contra os atuais 1,2 TWh.

O valor do investimento e a data de início das obras não foram informados no anúncio.

Dados da matéria: Newsroom.

Fonte

https://en.newsroom.engie


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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