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Estudantes de Pernambuco usam casca de castanha de caju para desenvolver blocos de pavimentação
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 03/10/2026 às 14:45
Atualizado em 03/10/2026 às 14:46
Agronegócio
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Equipe da EREM Gil Rodrigues, de Vertentes, está entre as 30 semifinalistas do Solve for Tomorrow Brasil com pavers desenvolvidos a partir da casca de castanha de caju, hoje em fase de ensaios de resistência.
Estudantes da EREM Gil Rodrigues, em Vertentes (PE), desenvolvem blocos de pavimentação com casca de castanha de caju. A Samsung afirma, em comunicado de 30 de setembro, que a equipe é semifinalista do Solve for Tomorrow Brasil.
Conforme a Samsung, os blocos são protótipo: a equipe faz ensaios de resistência e planeja aplicá-los numa calçada da escola.
Que projeto de Vertentes usa casca de castanha de caju?
É o “Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju”, de três estudantes do 2º ano do ensino médio.
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Eles estudam na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Gil Rodrigues. Segundo a Samsung, a ideia é transformar a casca de castanha de caju, resíduo do processamento, em matéria-prima.
A equipe é uma das 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, informa a Samsung. O programa é de cidadania corporativa da empresa, com coordenação geral do Cenpec.
Como a casca de castanha de caju entra no bloco de pavimentação?
Como matéria-prima, de acordo com a Samsung. O bloco é desenvolvido a partir da casca, que sobra do processamento da castanha.
A equipe avalia diferentes composições do material até chegar a uma formulação com resistência e aplicação adequadas, conforme o comunicado. Também estudou formato, peso, estrutura e acabamento do bloco.
Outra frente investiga produzir os pavers sem forno tradicional, comum na fabricação de alguns materiais de construção. O método do grupo usa exposição à luz solar para simplificar a produção, conforme o comunicado.
O professor João Paulo da Silva explica que o trabalho envolve Química Ambiental, Física, Química e Matemática. Os alunos usam essas áreas até para calcular peso e proporções.
Por que a casca virou matéria-prima em Vertentes?
Porque a região produz muita castanha, e o descarte da casca de castanha de caju pode afetar o solo. É o que afirma o professor João Paulo da Silva.
Os estudantes visitaram comunidades e conversaram com quem trabalha com a castanha. Dali veio a percepção de que “havia um problema ambiental, mas também uma oportunidade”, nas palavras do professor.
O grupo notou nessas conversas outros desafios ligados à exposição aos resíduos, afirma a Samsung. Daí surgiu uma proposta de projeto de lei, para fortalecer pequenos produtores e incentivar o apoio de instituições públicas.
Quanto de uma castanha é casca?
A casca de castanha de caju responde por cerca de 70% do peso da castanha, segundo a Embrapa Agroindústria Tropical. Pela conta da redação, uma tonelada de castanha teria cerca de 700 quilos de casca.
A Embrapa informa que da casca se extrai o líquido da casca da castanha de caju (LCC), cerca de 25% do peso da casca.
A Embrapa teve um projeto, de 2016 a 2018, que previa prensar a casca, sem solventes, para obter os ácidos anacárdicos do LCC. O resíduo sólido da prensagem iria para painéis lignocelulósicos, conforme a descrição do projeto.
É um caminho diferente do dos pavers de Vertentes.
Os pavers de casca de castanha de caju já foram testados?
O projeto está em fase de teste. A equipe faz ensaios de resistência e avalia os resultados de cada traço desenvolvido, conforme a Samsung.
Segundo a Samsung, amostras foram enviadas a instituições parceiras, entre elas a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As análises tratam da eficiência e das características do material.
O plano do grupo, de acordo com o comunicado, é aplicar os primeiros protótipos numa calçada da escola. Os estudantes também desenvolveram uma proposta visual para uma praça com o material.
O que vem agora no Solve for Tomorrow?
Conforme o calendário da Samsung, os 10 finalistas do Solve for Tomorrow saem em 16 de outubro. Só então se saberá se Vertentes segue na disputa.
De acordo com o programa, as equipes finalistas têm mentoria de 19 de outubro a 27 de novembro. A votação do Júri Popular abre em 23 de novembro, e os vencedores saem em 8 de dezembro.
A edição de 2026 do Solve for Tomorrow Brasil teve alta de 7,7% nos projetos inscritos em relação a 2025, segundo a Samsung.
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Solve for Tomorrow.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

