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Etanol sobe 3,26% no Sudeste e chega a R$ 4,12 por litro, mas São Paulo mantém o combustível renovável abaixo de R$ 4 enquanto gasolina avança para R$ 6,58

Etanol sobe 3,26% no Sudeste e chega a R$ 4,12 por litro, mas São Paulo mantém o combustível renovável abaixo de R$ 4 enquanto gasolina avança para R$ 6,58

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Etanol sobe 3,26% no Sudeste e chega a R$ 4,12 por litro, mas São Paulo mantém o combustível renovável abaixo de R$ 4 enquanto gasolina avança para R$ 6,58

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 04/10/2026 às 00:00

Atualizado em 04/10/2026 às 00:02

Biocombustíveis Renováveis

Canal

Etanol ficou 3,26% mais caro no Sudeste em setembro, mas São Paulo manteve a menor média do país, com R$ 3,94 por litro.

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Levantamento do IPTL mostra que o biocombustível ficou mais caro em setembro, mas ainda preservou a menor média regional do país; em São Paulo, o litro fechou a R$ 3,94 mesmo após avanço de 3,68%

O etanol voltou a subir no Sudeste em setembro, mas permaneceu como uma das alternativas mais competitivas para quem abastece veículos flex. O preço médio do biocombustível avançou 3,26% na comparação com agosto e chegou a R$ 4,12 por litro na região.

Os dados fazem parte do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) e foram divulgados em 2 de outubro pelo Notícias Agrícolas. O levantamento considera abastecimentos realizados em cerca de 21 mil postos credenciados, envolvendo aproximadamente 1 milhão de veículos administrados pela empresa.

A alta chama atenção porque interrompe um período de preços mais favoráveis ao consumidor, mas não retirou do Sudeste sua posição de região com o menor preço médio do etanol no país.

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Em São Paulo, a diferença ficou ainda mais evidente: mesmo depois de uma alta mensal de 3,68%, o litro terminou setembro em R$ 3,94, abaixo da marca de R$ 4.

Etanol sobe, mas gasolina também fica mais cara

O movimento não ficou restrito ao biocombustível.

A gasolina avançou 0,30% no Sudeste e chegou ao preço médio de R$ 6,58 por litro. O diesel comum subiu 0,75%, para R$ 6,70, enquanto o diesel S-10 aumentou 1,86%, alcançando R$ 7,12. O GNV também avançou, com alta de 1,67% e média de R$ 4,87.

Isso significa que, embora o etanol tenha apresentado a maior variação percentual entre os principais combustíveis analisados na região, ele continua partindo de uma base de preço muito inferior à da gasolina.

Para quem dirige um carro flex, esse é justamente o ponto que importa.

Não basta olhar apenas quanto cada combustível subiu. É preciso comparar preço por litro e consumo relativo do veículo.

Tradicionalmente, muitos motoristas usam a chamada regra dos 70% como referência: se o preço do etanol representar até cerca de 70% do valor da gasolina, o biocombustível tende a ser financeiramente vantajoso em muitos veículos flex.

Mas esse percentual é uma aproximação, não uma lei.

Motores mais modernos podem apresentar diferenças de eficiência que tornam o etanol competitivo mesmo acima desse limite, enquanto outros veículos podem exigir uma relação mais baixa para compensar o maior consumo volumétrico.

São Paulo mantém menor preço de etanol do país

Entre os estados do Sudeste, São Paulo registrou o menor preço médio do etanol, a R$ 3,94 por litro.

O número é particularmente relevante porque o estado também concentra boa parte da produção brasileira de cana-de-açúcar e etanol.

A proximidade entre áreas produtoras, usinas e mercado consumidor reduz custos logísticos e ajuda a explicar por que São Paulo frequentemente aparece entre os estados mais competitivos para o biocombustível.

Mesmo assim, setembro trouxe uma alta de 3,68% no preço paulista.

Isso mostra que nem mesmo o maior mercado produtor está isolado das pressões que afetam preço de matéria-prima, logística, oferta e demanda.

Espírito Santo chega a R$ 4,97 por litro

No outro extremo da região aparece o Espírito Santo.

O estado registrou preço médio de R$ 4,97 por litro para o etanol, o maior entre os quatro estados do Sudeste, apesar de uma queda mensal de 0,80%.

A diferença em relação a São Paulo chegou a R$ 1,03 por litro.

Em um tanque de 50 litros, isso representa mais de R$ 50 de diferença entre os preços médios dos dois estados.

Esse contraste mostra como falar em “preço do etanol no Brasil” pode esconder realidades muito diferentes.

Custos de transporte, distância das usinas, estrutura tributária, competição entre postos e características do mercado local influenciam fortemente o valor final.

Minas Gerais se destaca no diesel, mas etanol segue competitivo

Minas Gerais apareceu no levantamento com os menores preços do Sudeste para os dois tipos de diesel.

O diesel comum ficou em R$ 6,62 por litro, enquanto o S-10 chegou a R$ 7,10.

No caso dos veículos leves, porém, o etanol também permaneceu entre as alternativas consideradas economicamente vantajosas.

Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, a análise da companhia indica que o biocombustível apresenta vantagem econômica em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto no Espírito Santo a gasolina aparece como opção de menor custo.

Essa leitura reforça uma característica do mercado de biocombustíveis brasileiro: a competitividade do etanol muda de estado para estado.

Alta de setembro veio depois de cinco meses de queda

O movimento de setembro também ganha importância quando comparado aos meses anteriores.

Na primeira quinzena, o Sudeste já havia registrado alta de 2,51%, levando o preço médio do etanol a R$ 4,09. Naquele momento, a Edenred apontava que se tratava da primeira alta regional após cinco meses consecutivos de queda.

No fechamento do mês, a alta ficou ainda maior, em 3,26%, e o preço chegou a R$ 4,12.

Isso indica que a pressão de preços ganhou força na segunda metade de setembro.

Ainda assim, o valor médio continuou abaixo da gasolina por uma margem ampla.

Etanol permanece estratégico além do preço

A discussão não envolve apenas economia para o motorista.

O etanol continua sendo uma das principais ferramentas brasileiras de redução de emissões no transporte leve.

Produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar e, em volume crescente, do milho, o combustível renovável faz parte da matriz automotiva brasileira há décadas e está diretamente ligado à expansão dos veículos flex.

Esse contexto ajuda a explicar por que alterações de alguns centavos no preço têm impacto nacional.

Quando o etanol fica competitivo, milhões de motoristas podem trocar gasolina pelo biocombustível praticamente de um abastecimento para outro.

Quando perde competitividade, o movimento pode acontecer no sentido contrário.

Próximo movimento dependerá de oferta, demanda e comportamento da safra

O dado de setembro mostra um cenário de pressão, mas ainda não define uma tendência definitiva para os próximos meses.

O preço nas bombas continuará dependendo do comportamento da produção, da disponibilidade de etanol nas usinas, dos custos logísticos e também da trajetória da gasolina.

A própria comparação com agosto mostra como o mercado pode mudar rapidamente.

Mesmo com a alta de 3,26%, o Sudeste terminou setembro com média de R$ 4,12 e São Paulo permaneceu abaixo de R$ 4.

Por enquanto, a principal conclusão para o consumidor é simples: o etanol ficou mais caro, mas ainda preservou uma posição competitiva em boa parte da maior região consumidora do país.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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