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EUA perdem mais de 300 geleiras desde os anos 1950, e as sobreviventes das Rochosas se escondem na sombra e ganham neve de avalanche

EUA perdem mais de 300 geleiras desde os anos 1950, e as sobreviventes das Rochosas se escondem na sombra e ganham neve de avalanche

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EUA perdem mais de 300 geleiras desde os anos 1950, e as sobreviventes das Rochosas se escondem na sombra e ganham neve de avalanche

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 25/10/2026 às 13:18

Atualizado em 25/10/2026 às 13:19

Ciência e Tecnologia

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Grinnell Glacier, no Parque Nacional Glacier, fotografado do alto do Monte Gould em 25 de setembro de 2015. Foto: Lisa McKeon, USGS

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Um estudo do USGS mostra que cerca de um quarto das geleiras do oeste dos Estados Unidos sumiu desde meados do século XX, e que o gelo restante encolheu cerca de um terço em área e volume.

Desde meados do século XX, cerca de um quarto das geleiras do oeste dos Estados Unidos desapareceu. O levantamento foi publicado pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS) na revista PNAS. É a primeira avaliação completa da área e do volume dessas geleiras nas montanhas do oeste contíguo. Segundo o USGS, os dois caíram cerca de um terço.

Quantas geleiras sumiram de vez?

O professor Andrew Fountain, da Portland State University e um dos autores, escreveu um ensaio sobre o trabalho no The Conversation. O texto foi reproduzido pelo NewsGram. Ele diz que a perda foi maior do que esperava: mais de 300 geleiras sumiram.

Em meados do século, eram mais de 1.450 geleiras em seis estados do oeste. Elas cobriam cerca de 562 quilômetros quadrados.

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Quanto gelo sobrou nas montanhas?

Segundo o ensaio, a área total caiu 35% e segue diminuindo, talvez até mais depressa. Fazendo a conta, se a queda vale sobre os 562 km² de meados do século, restam cerca de 365 km². Ou seja, quase 200 km² de gelo sumiram.

Bacia do Sperry Glacier em 2009. A foto repete uma imagem de cerca de 1930 feita por Morton Elrod. Foto: Lisa McKeon, USGS (NPS)

A geleira média tem cerca de um quarto de quilômetro quadrado. A área só do Monte Rainier, em Washington, é maior que a soma de todas as geleiras dos outros estados, segundo Fountain.

Nichos sombreados e neve de avalanche

As sobreviventes das Rochosas ficam em nichos sombreados e ganham neve extra de avalanches. Nas Rochosas, elas estão no Colorado, em Montana e em Wyoming. Também há algumas na Sierra Nevada, na Califórnia. Sem essa sombra e essa neve, é provável que muitas nem existissem mais.

O braço do Sperry Glacier abaixo do Monte Edwards, em 2001, com neve e gelo sob a face de rocha. Foto: Lisa McKeon, USGS (NPS)

Nem todas as geleiras das Rochosas seguem o mesmo ritmo. As geleiras das Beartooth-Absaroka, no sul de Montana, são as que mais afinam: cerca de 0,5 metro de gelo por ano.

Em Washington, o Monte Rainier e o Monte Baker têm geleiras maiores e mais neve. Elas perdem cerca de 15 centímetros de espessura por ano.

Num estudo de alguns anos atrás, Fountain e colegas simularam as geleiras da Península Olímpica, também em Washington. A maioria delas sumiria até 2070 no clima atual.

O que se perde quando o gelo some

O gelo que derrete no fim do verão é água fria para os peixes de águas frias. Isso importa quando quase não chove. Além disso, as geleiras de Washington ajudam a produzir energia hidrelétrica.

Nos vulcões da Cordilheira das Cascatas, as pilhas de pedra deixadas pelo gelo são grandes. Sem o gelo para dar apoio, elas podem ceder quando a água sobe. Em 2006, isso fechou rodovias no Monte Hood e no Monte Rainier, segundo o ensaio.

O quadro é de perda contínua nas Rochosas, segundo o USGS e o ensaio. O gelo que sobrou depende cada vez mais de sombra e de neve, enquanto as temperaturas sobem. Pelo ensaio, a área segue caindo, talvez mais rápido.

Tags

geleiras, USGS, Rochosas, EUA, derretimento, clima, PNAS


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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