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EUA preparam US$ 65,8 bilhões para construir novos navios, planejam 122 embarcações e atraem US$ 150 bilhões da Coreia do Sul para tentar reviver sua indústria naval

EUA preparam US$ 65,8 bilhões para construir novos navios, planejam 122 embarcações e atraem US$ 150 bilhões da Coreia do Sul para tentar reviver sua indústria naval

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EUA preparam US$ 65,8 bilhões para construir novos navios, planejam 122 embarcações e atraem US$ 150 bilhões da Coreia do Sul para tentar reviver sua indústria naval

Escrito por Carla Teles

Publicado em 04/10/2026 às 22:18

Atualizado em 04/10/2026 às 22:20

Indústria Naval

Canal

Indústria naval dos EUA ganha novos navios, recursos da Marinha, capital da Coreia do Sul e expansão de estaleiros para recuperar produção.

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Indústria naval americana ganha plano para novos navios, recursos da Marinha, investimentos da Coreia do Sul e expansão de estaleiros para recuperar capacidade produtiva nacional.

A indústria naval dos Estados Unidos entrou em uma nova fase de investimentos, com a Marinha solicitando US$ 65,8 bilhões ao Congresso para construir novos navios de guerra entre o fim de 2026 e o início de 2027. O planejamento prevê 122 navios nos próximos anos e ocorre enquanto o país busca ampliar sua capacidade de produção militar e comercial.

As informações foram publicadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, por meio do ShareAmerica, em 30 de setembro de 2026. Além dos recursos públicos, a estratégia envolve capital estrangeiro, com a Coreia do Sul anunciando US$ 150 bilhões para a construção naval americana e o Grupo Hanwha destinando US$ 5 bilhões à modernização de seu estaleiro na Filadélfia.

Marinha pede US$ 65,8 bilhões para novos navios

Imagem: Reprodução.

A tentativa de fortalecer a indústria naval americana ganhou impulso após uma ordem executiva emitida em abril de 2025. A medida orientou agências federais a trabalhar com o Congresso para garantir financiamento contínuo à construção naval e criar incentivos para investimentos no setor marítimo e em comunidades portuárias.

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Dentro desse movimento, a Marinha pediu ao Congresso US$ 65,8 bilhões para o fim de 2026 e início de 2027. O valor destinado à construção de novos navios de guerra representa aumento de 45% em relação ao ano anterior, segundo a publicação.

O financiamento está ligado ao plano de construção naval divulgado pela Marinha em maio de 2026. O documento prevê a construção de 122 navios nos próximos anos, ampliando a demanda por estaleiros, fornecedores e trabalhadores especializados.

A expansão pretendida não está limitada a uma única categoria de embarcação. O plano americano inclui diferentes frentes da construção naval militar e ocorre paralelamente à busca por maior capacidade comercial.

Coreia do Sul anuncia US$ 150 bilhões para o setor

A participação da Coreia do Sul tornou-se uma das principais frentes internacionais da estratégia dos Estados Unidos para ampliar novamente sua capacidade de construção naval.

O país asiático anunciou US$ 150 bilhões em investimentos na construção naval americana, dentro de uma parceria voltada à produção de navios, geração de empregos e fortalecimento da capacidade industrial.

Durante uma visita aos Estados Unidos em agosto de 2025, o Grupo Hanwha anunciou outros US$ 5 bilhões para modernizar o estaleiro Hanwha Philly, localizado na Filadélfia.

A expectativa é que as reformas resultem na construção de duas novas docas e na criação de milhares de empregos nos Estados Unidos.

A cooperação com a Coreia do Sul combina recursos estrangeiros, infraestrutura industrial e produção de novas embarcações, ampliando a capacidade disponível nos estaleiros americanos.

Governo americano também injeta recursos no estaleiro da Filadélfia

Os investimentos privados no Hanwha Philly serão acompanhados por recursos do próprio governo dos Estados Unidos.

Segundo o ShareAmerica, US$ 2 bilhões serão destinados à construção de dois novos navios militares no estaleiro da Filadélfia.

Além disso, outros US$ 35 milhões foram reservados para melhorias em pequenos estaleiros espalhados pelo país.

A estratégia busca fortalecer diferentes níveis da indústria naval, desde grandes instalações capazes de atender contratos militares até unidades menores que participam da cadeia produtiva.

A ampliação da infraestrutura também está diretamente relacionada ao aumento esperado das encomendas. Mais navios exigem novas docas, capacidade de montagem, fornecedores e profissionais especializados.

Estados Unidos e Finlândia planejam 11 quebra-gelos

Outra frente da estratégia naval envolve a Finlândia e a construção de embarcações destinadas ao Ártico.

Os dois países participam do programa de Cooperação Quebra-Gelos, conhecido como ICE Pact, criado para fortalecer capacidades na região por meio da fabricação de navios especializados.

Dentro dessa iniciativa, a Casa Branca anunciou que os Estados Unidos adquirirão 11 quebra-gelos.

O planejamento prevê que quatro unidades sejam construídas na Finlândia e sete nos próprios Estados Unidos.

A parceria mostra que a recuperação da indústria naval americana também passa pela transferência e pelo compartilhamento de conhecimento com países que já possuem experiência em determinadas categorias de embarcações.

O Ártico ganhou maior relevância estratégica devido às questões relacionadas à energia e à segurança, segundo o Departamento de Estado.

Construção naval comercial também faz parte da estratégia

Thomas McKenney, diretor do programa de Engenharia Naval da Universidade de Michigan, avaliou que os Estados Unidos precisam ampliar tanto a construção naval militar quanto a comercial.

Entre as embarcações citadas estão navios movidos a gás natural liquefeito, submarinos de propulsão nuclear e quebra-gelos destinados às operações no Ártico.

Essa abordagem amplia o alcance da estratégia para além das encomendas da Marinha.

A recuperação da indústria naval depende de uma base produtiva capaz de atender diferentes segmentos, aumentando a escala dos estaleiros e fortalecendo fornecedores envolvidos na produção.

McKenney também destacou a posição dos Estados Unidos em inovação tecnológica e robótica como um fator que pode ajudar a acelerar esse processo.

A cooperação com países parceiros aparece como outro elemento da estratégia, principalmente para incorporar conhecimentos especializados e reduzir o tempo necessário para ampliar a capacidade produtiva.

Falta de trabalhadores qualificados entra no radar

A expansão dos estaleiros e da produção exigirá uma quantidade maior de trabalhadores capacitados.

Em janeiro, o Departamento do Trabalho anunciou US$ 14 milhões para programas de formação em construção naval na Faculdade Comunitária do Condado de Delaware e na Academia Marítima de Massachusetts.

As instituições deverão trabalhar em parceria com estaleiros americanos e países aliados para desenvolver currículos, ampliar oportunidades de aprendizagem profissional e apoiar o uso de novas tecnologias.

A formação de mão de obra é considerada necessária porque a expansão da indústria naval envolve atividades técnicas em diferentes áreas da produção.

Os programas deverão contribuir para formar profissionais capazes de atuar em estaleiros que buscam aumentar a quantidade e a complexidade dos navios construídos.

Estados Unidos já produziram milhares de navios em grande escala

O atual esforço de reconstrução ocorre décadas depois de um período em que os Estados Unidos possuíam capacidade muito maior de construção naval.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o país produziu milhares de embarcações. Entre elas estavam 2.700 navios cargueiros Liberty, posteriormente usados também no comércio e mantidos em operação durante décadas.

O cenário atual é diferente, mas o governo americano voltou a tratar a construção naval como uma atividade ligada à segurança nacional, à atividade industrial e à capacidade econômica.

O Departamento de Estado também promove intercâmbios bilaterais reunindo governos, estaleiros e representantes do setor.

Essas iniciativas procuram ampliar a troca de conhecimento, fortalecer trabalhadores e aumentar a capacidade de construção de navios nos Estados Unidos.

Recuperação dependerá de dinheiro, estaleiros e mão de obra

A execução do plano dependerá da combinação entre recursos públicos, investimentos estrangeiros, expansão dos estaleiros e formação de profissionais.

A Marinha busca US$ 65,8 bilhões para novos navios, enquanto o planejamento prevê 122 embarcações nos próximos anos. Paralelamente, a Coreia do Sul anunciou US$ 150 bilhões para a construção naval americana.

A estratégia ainda inclui investimentos no Hanwha Philly, melhorias em pequenos estaleiros e a construção de quebra-gelos em parceria com a Finlândia.

O desafio dos Estados Unidos não é apenas encomendar novos navios, mas ampliar novamente toda a estrutura necessária para produzi-los em escala.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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