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Expansão dos biocombustíveis no Brasil movimenta R$ 289 bilhões em projetos, mas segurança cibernética nas usinas preocupa setor por risco de ataques e paralisações
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 16/10/2026 às 22:45
Atualizado em 16/10/2026 às 23:00
Biocombustíveis Renováveis
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Com o avanço do etanol de milho e do biodiesel, usinas brasileiras ampliam a automação industrial. Especialistas alertam que invasões digitais podem interromper a produção de combustíveis, açúcar e energia elétrica, afetando produtores rurais
O crescimento dos biocombustíveis no Brasil trouxe um novo desafio para a indústria: a segurança cibernética nas usinas. Com fábricas cada vez mais automatizadas e conectadas, ataques digitais podem interromper a fabricação de etanol, biodiesel, açúcar e até a geração de eletricidade.
Ataques cibernéticos podem paralisar usinas e prejudicar a produção
Segundo reportagem da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), publicada em 9 de outubro de 2026, a integração dos sistemas industriais aumenta a exposição das unidades produtoras de biocombustíveis a invasões digitais.
Um exemplo aconteceu na Austrália, em junho de 2026. A empresa Mackay Sugar teve as operações das usinas Farleigh e Racecourse interrompidas após um ataque cibernético.
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O problema afetou o processamento industrial, a colheita e o transporte de cana-de-açúcar. Ou seja, os impactos não ficaram restritos às instalações, atingindo também outras etapas da cadeia produtiva.
Leonardo Cardoso, diretor de Relações Institucionais da TI Safe, alerta que a conexão entre diferentes sistemas pode aumentar as consequências desse tipo de ocorrência.
Brasil registra R$ 289 bilhões em projetos de biocombustíveis e transição energética
Enquanto os riscos digitais crescem, o setor continua recebendo investimentos.
Durante o Global Agribusiness Forum, realizado em São Paulo nos dias 1º e 2 de outubro, foram apresentados dados indicando R$ 289 bilhões em investimentos cadastrados em projetos ligados aos biocombustíveis e à transição energética.
A produção também avança. Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil fabricou aproximadamente 6,83 milhões de metros cúbicos de biodiesel.
No mesmo período de 2025, foram 6,34 milhões de metros cúbicos. Os números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) representam crescimento de aproximadamente 7,8%.
Etanol de milho ganha espaço e pode alcançar 45% do mercado
Outro destaque é o etanol produzido a partir do milho.
Segundo a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o cereal já responde por aproximadamente 30% da produção nacional, enquanto a cana-de-açúcar representa os outros 70%.
Amaury Pekelman, presidente-executivo da entidade, projeta que a participação do milho poderá alcançar entre 40% e 45% na próxima década.
A produção atual, estimada em 10 bilhões de litros, poderá crescer outros 10 bilhões nesse período.
Além disso, Mário Campos Filho, presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, apontou oportunidades para combustíveis renováveis na aviação, navegação marítima e operação de máquinas agrícolas.
Segurança cibernética nas usinas exige proteção dos sistemas industriais
As unidades produtoras utilizam sensores, redes de comunicação e equipamentos automatizados para controlar suas operações.
O risco aparece quando sistemas administrativos ficam conectados aos ambientes responsáveis pelo funcionamento das máquinas, sem isolamento e controle de acesso adequados.
Uma invasão pode começar na rede corporativa e alcançar equipamentos industriais.
No setor elétrico, a ANEEL e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estabelecem diretrizes de segurança cibernética para os agentes e ambientes abrangidos por suas regras.
A proteção também envolve fornecedores de tecnologia e parceiros comerciais, além das redes e dos equipamentos próprios das empresas.
Dados e informações: Snaagr.
Fonte
https://sna.agr.br/avanco
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

