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Fábrica no Paraná recebe R$ 200 milhões e inaugura linha industrial que vai substituir cabeçotes de motores importados da Europa por peças fabricadas no Brasil

Fábrica no Paraná recebe R$ 200 milhões e inaugura linha industrial que vai substituir cabeçotes de motores importados da Europa por peças fabricadas no Brasil

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Fábrica no Paraná recebe R$ 200 milhões e inaugura linha industrial que vai substituir cabeçotes de motores importados da Europa por peças fabricadas no Brasil

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 21/10/2026 às 16:16

Atualizado em 21/10/2026 às 16:30

Indústria

Grupo

Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

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Horse Powertrain inaugura linha de R$ 200 milhões no Paraná para fabricar 210 mil cabeçotes de alumínio por ano e substituir importações.

Uma nova linha de fundição de alumínio foi inaugurada em 20 de outubro de 2026 dentro da fábrica da Horse Powertrain, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para começar a substituir componentes automotivos que antes precisavam ser trazidos da Europa. Segundo a Agência Estadual de Notícias do Paraná, a multinacional investiu R$ 200 milhões na instalação, preparada para fabricar aproximadamente 210 mil cabeçotes de motores por ano.

O novo processo utiliza alumínio reciclado, sistemas de inteligência artificial e uma técnica de fundição que aproveita a força da gravidade para formar as peças. A fábrica também passou a reunir três métodos diferentes de produção de componentes de alumínio, uma combinação que nenhuma outra unidade do grupo possui atualmente.

Nova linha de fundição coloca São José dos Pinhais na produção nacional de cabeçotes

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, participou da inauguração da estrutura, acompanhado por representantes da Horse Powertrain e autoridades municipais.

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A instalação foi preparada para fabricar cabeçotes de alumínio, peças fundamentais para o funcionamento dos motores de veículos.

Até então, parte desses componentes utilizados pela empresa precisava ser importada da Europa. Com a nova linha, a fabricação poderá ocorrer dentro do mesmo complexo industrial que já produz motores no Paraná.

A mudança permite concentrar mais etapas da produção em território brasileiro, desde a fundição das peças até a montagem dos conjuntos mecânicos.

O investimento foi anunciado originalmente em setembro de 2024. A inauguração de outubro de 2026 marca a entrega da estrutura industrial planejada.

Fábrica terá capacidade para produzir 210 mil cabeçotes de alumínio por ano

Com os equipamentos instalados, a Horse acrescentará uma capacidade anual de aproximadamente 210 mil cabeçotes à operação brasileira.

Essas peças serão destinadas aos motores turbo flex da família HORSE H10 e HORSE H13, desenvolvidos para funcionar com gasolina e etanol.

Foto: Ari Dias/AEN

O H10 possui três cilindros e cilindrada de 1,0 litro. Já o H13 utiliza quatro cilindros e cilindrada de 1,3 litro.

Os cabeçotes ficam na parte superior dos motores e abrigam componentes envolvidos na entrada de ar, na saída dos gases e no funcionamento das válvulas.

A nova capacidade representa o potencial da linha instalada, não uma confirmação de que 210 mil peças já tenham sido fabricadas.

Técnica de fundição por gravidade permite produzir componentes com maior precisão

A nova instalação utiliza um processo conhecido como fundição por gravidade. Nessa técnica, o alumínio é aquecido até ficar líquido e colocado em moldes preparados para receber o metal. A força da gravidade ajuda a preencher os espaços que darão forma ao componente.

Depois do resfriamento, a peça passa pelas etapas necessárias para alcançar as dimensões exigidas pelo motor.

O sistema utilizado pela Horse inclui mecanismos de inclinação dos moldes e controle das condições de fabricação.

A companhia afirma que o processo oferece boas características mecânicas e metalúrgicas, importantes para componentes submetidos a temperaturas elevadas durante o funcionamento do motor.

A linha brasileira é a primeira operação do grupo a empregar essa técnica especificamente na fabricação de cabeçotes.

Unidade brasileira será a única do grupo a reunir três tecnologias de fundição de alumínio

Com a inauguração, a fábrica paranaense passou a concentrar três processos industriais diferentes: fundição por alta pressão, baixa pressão e gravidade.

Na fundição por alta pressão, o metal líquido é empurrado rapidamente para dentro de um molde. No processo de baixa pressão, a entrada do alumínio ocorre de maneira mais controlada.

Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

Já na técnica recém-instalada, a gravidade desempenha o papel principal no preenchimento do molde. Cada método oferece vantagens para determinados tipos de peças, formatos e exigências de resistência.

A Horse afirma que nenhuma de suas outras fábricas reúne atualmente as três tecnologias no mesmo polo produtivo.

Produção utiliza 98% de alumínio reciclado e reduz emissões em etapa industrial

A unidade de São José dos Pinhais utiliza 98% de alumínio reciclado em sua operação, segundo os dados divulgados pelo governo paranaense.

O aproveitamento desse material reduz a necessidade de utilizar alumínio produzido diretamente a partir do minério.

A fábrica também utiliza energia proveniente de fontes renováveis e possui certificação de aterro zero, relacionada ao tratamento e à destinação dos resíduos industriais.

Na nova linha, a integração dos processos de fusão e transporte do alumínio permite reduzir em aproximadamente 35% a geração de dióxido de carbono em comparação com fornos de injeção tradicionais.

Inteligência artificial começa a verificar a qualidade dos componentes fabricados

A nova estrutura também incorpora inteligência artificial para auxiliar na validação dos componentes produzidos.

Os sistemas digitais fazem parte do controle de qualidade e ajudam a acompanhar se as peças atendem às exigências estabelecidas para os motores.

Antes da instalação, tecnologias de simulação foram utilizadas para estudar o funcionamento dos equipamentos e organizar as etapas de fabricação.

Esses estudos permitiram otimizar a disposição das máquinas e reduzir o espaço necessário para a operação.

O objetivo é manter a qualidade metalúrgica dos cabeçotes e diminuir problemas durante a fabricação de grandes quantidades de componentes.

Investimentos realizados desde 2023 chegam a R$ 300 milhões em duas etapas industriais

A nova linha de R$ 200 milhões faz parte de um ciclo de expansão iniciado pela Horse no Paraná em 2023.

Naquele ano, a empresa anunciou um investimento de R$ 100 milhões para ampliar a produção de motores turbo flex de alta eficiência.

Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria

Em setembro de 2024, foi apresentado o projeto de nacionalização dos cabeçotes, com investimento adicional de R$ 200 milhões.

As duas iniciativas somam R$ 300 milhões, considerando esse ciclo específico de investimentos. A inauguração realizada em outubro de 2026 concluiu a etapa de instalação da nova fundição, prevista desde o anúncio do projeto.

Fábrica possui capacidade para 600 mil motores, mas produz atualmente cerca de 250 mil

O complexo industrial de São José dos Pinhais possui capacidade instalada para produzir até 600 mil motores por ano.

Atualmente, a fabricação está próxima de 250 mil unidades anuais, conforme os números divulgados pela companhia.

Aproximadamente 25% dos motores fabricados seguem para exportação, principalmente para a Argentina.

Com a nacionalização dos cabeçotes, a empresa poderá fornecer motores produzidos com uma parcela maior de componentes brasileiros para esses mercados.

A nova fundição não amplia automaticamente a fabricação de motores até o limite de 600 mil unidades. O aumento dependerá da demanda das montadoras atendidas.

Multinacional controlada por Renault, Geely e Aramco pretende atender novas montadoras

A Horse Powertrain possui operações industriais em diferentes países e fornece soluções de motorização para fabricantes de veículos.

Seu controle acionário está dividido entre o Grupo Renault, com 45%, a chinesa Geely, também com 45%, e a Aramco, com participação de 10%.

O grupo possui 18 fábricas e cinco centros de pesquisa e desenvolvimento, segundo as informações divulgadas em outubro de 2026.

Entre as marcas atendidas estão Renault, Geely, Volvo, Nissan e Mitsubishi, além de outras fabricantes.

A estratégia da empresa envolve fornecer motores, transmissões e sistemas híbridos para montadoras que preferem adquirir esses conjuntos de fornecedores especializados.

A fábrica brasileira poderá participar dessa expansão utilizando sua estrutura de engenharia e fabricação já instalada.

Produção nacional de cabeçotes abre caminho para ampliar o fornecimento à América Latina

A inauguração permite que a Horse passe a fabricar no Paraná componentes antes adquiridos no exterior. A localização da produção poderá reduzir etapas de transporte internacional e simplificar o abastecimento da linha brasileira de motores.

Também abre espaço para que a unidade participe de futuros contratos de fornecimento a outras montadoras.

O diretor de Operações da Horse Powertrain no Brasil, Cleverson Rabito, destacou a qualidade da estrutura e os novos recursos empregados na fabricação.

A próxima etapa será consolidar a operação da fundição e aproveitar a capacidade de produção instalada.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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