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Fim da escala 6×1 pode deixar 83 mil brasileiros por ano sem acesso à casa própria, exigir 288 mil trabalhadores e elevar custos das obras em até 15%, prevê CBIC

Fim da escala 6×1 pode deixar 83 mil brasileiros por ano sem acesso à casa própria, exigir 288 mil trabalhadores e elevar custos das obras em até 15%, prevê CBIC

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Fim da escala 6×1 pode deixar 83 mil brasileiros por ano sem acesso à casa própria, exigir 288 mil trabalhadores e elevar custos das obras em até 15%, prevê CBIC

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 17/10/2026 às 09:39

Atualizado em 17/10/2026 às 10:10

Construção

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Imagem: Ilustração

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A CBIC estima que a redução da jornada poderá exigir 288 mil contratações, elevar gastos das construtoras e diminuir a oferta de habitações populares, além de pressionar investimentos em saneamento básico brasileiro nos próximos anos

Com o fim da escala 6×1 aprovado e promulgado, a construção civil brasileira alerta para possíveis impactos nas obras. A mudança na jornada poderá elevar custos, exigir novas contratações e dificultar a entrega de moradias populares e projetos de saneamento.

Construção civil prevê gastos bilionários com o fim da escala 6×1

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que serão necessários aproximadamente 288 mil trabalhadores adicionais para manter o atual ritmo das obras com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

Segundo levantamento divulgado pela CBIC, a dificuldade está em encontrar profissionais disponíveis. O setor já enfrenta escassez de mão de obra, situação que poderá complicar as contratações.

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Outro problema é o dinheiro. A entidade calcula que os custos com mão de obra poderão aumentar até 15%, enquanto as contratações adicionais representariam aproximadamente R$ 13,5 bilhões por ano, considerando encargos trabalhistas e previdenciários básicos.

A CBIC também projeta uma redução de quase 600 milhões de horas trabalhadas anualmente. Sem profissionais suficientes para compensar essa diferença, as empresas poderão enfrentar atrasos nas entregas e diminuição do ritmo das obras.

Imagem: Agência Brasil

Habitação popular poderá perder 30 mil unidades financiadas por ano

Os impactos previstos não se limitam às construtoras. A população de baixa renda também poderá enfrentar dificuldades para conseguir financiamento habitacional, segundo as estimativas apresentadas pela entidade.

A CBIC calcula que o encarecimento das obras poderá provocar uma redução de aproximadamente 30 mil moradias financiadas anualmente, afetando cerca de 83 mil pessoas que poderiam deixar de conquistar a casa própria.

Em cinco anos, a projeção alcança 150 mil unidades habitacionais financiadas a menos e aproximadamente 415 mil pessoas afetadas.

O alerta inclui empreendimentos vinculados ao Minha Casa, Minha Vida, programa que poderá enfrentar dificuldades caso os custos aumentem e a execução das obras fique mais lenta.

Escala 6×1: Saneamento básico poderá exigir R$ 19,3 bilhões adicionais

O saneamento também aparece entre os setores afetados nas projeções da construção civil.

Considerando aumento de 10% no custo da mão de obra, componente que representa 34,2% das despesas de uma obra de referência, o investimento anual necessário passaria de R$ 56,3 bilhões para R$ 58,23 bilhões.

O déficit anual de investimentos, atualmente estimado em R$ 11,8 bilhões, subiria para R$ 13,73 bilhões.

Em dez anos, seriam necessários R$ 582,3 bilhões, contra R$ 563 bilhões anteriormente previstos. A diferença chega a R$ 19,3 bilhões, segundo os cálculos da CBIC.

Nova jornada terá transição de 14 meses

A mudança foi oficializada em 16 de outubro de 2026, quando o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 141, após aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado, em 14 de outubro.

Conforme a Agência Senado, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais após 60 dias da publicação, com dois dias de descanso remunerado. Doze meses depois, o limite será de 40 horas, sem redução salarial.

A CBIC afirma que acompanhará a regulamentação e buscará medidas de adaptação para as construtoras.

Os números apresentados são projeções da entidade empresarial, não perdas já registradas. Os impactos efetivos dependerão das contratações, dos custos e da reorganização das atividades durante a transição.

Dados e informações: ND Mais.

Fonte

https://ndmais.com.br/eco


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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