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Fim da escala 6×1 pode elevar custos dos frigoríficos e pressionar preço da carne, diz Abiec, que prevê novas contratações para manter produção e cobrir folgas

Fim da escala 6×1 pode elevar custos dos frigoríficos e pressionar preço da carne, diz Abiec, que prevê novas contratações para manter produção e cobrir folgas

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Fim da escala 6×1 pode elevar custos dos frigoríficos e pressionar preço da carne, diz Abiec, que prevê novas contratações para manter produção e cobrir folgas

Escrito por Carla Teles

Publicado em 20/10/2026 às 15:42

Atualizado em 20/10/2026 às 15:45

Agronegócio

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Abiec diz que fim da escala 6×1 pode exigir novas contratações nos frigoríficos e pressionar preço da carne, mas não calcula o impacto.

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Fim da escala 6×1 pode elevar custos dos frigoríficos, exigir novas contratações e pressionar preço da carne, segundo avaliação da Abiec sobre produção nacional brasileira.

O fim da escala 6×1 pode elevar os custos da indústria brasileira de carnes e levar frigoríficos a contratar mais trabalhadores para manter o ritmo de produção, segundo avaliação de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a Abiec. A declaração foi feita em Paris, durante a Sial, e divulgada pela CNN Brasil em 20 de outubro de 2026.

Na avaliação do executivo, a redução dos dias trabalhados aumentaria a necessidade de profissionais para substituir funcionários durante os períodos de descanso, pressionando despesas operacionais. Perosa também afirmou que parte desse custo poderia chegar aos preços pagos pelo consumidor, mas não apresentou cálculos sobre o tamanho do impacto nem estimou quanto a carne poderia encarecer.

Fim da escala 6×1 exigiria reorganização dos frigoríficos

Imagem: Reprodução.

A principal preocupação apresentada pela Abiec está na necessidade de manter linhas industriais funcionando mesmo com períodos maiores de descanso para os trabalhadores. Frigoríficos dependem de equipes distribuídas ao longo de diferentes etapas de produção, e uma alteração na jornada exigiria reorganização das escalas.

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Segundo Perosa, se um trabalhador passar a permanecer mais tempo fora de sua função durante a semana, outro profissional precisará assumir aquele posto para que a produção de alimentos continue. Na visão da entidade, essa substituição exigiria ampliação do quadro de funcionários em determinadas operações.

O executivo classificou o fim da escala 6×1 como uma fonte direta de aumento de custos para a indústria. A fonte, porém, não informa quantos trabalhadores adicionais seriam necessários nem apresenta uma projeção nacional de novas contratações.

Sem esses números, não é possível calcular de forma objetiva quanto a folha de pagamento dos frigoríficos seria afetada.

Novas contratações podem ser necessárias para cobrir folgas

A lógica apresentada pela Abiec está diretamente ligada à continuidade da produção. Diferentemente de atividades que podem simplesmente permanecer paradas durante determinados períodos, frigoríficos trabalham com fluxos industriais e logísticos que precisam ser coordenados.

Uma redução da quantidade de dias trabalhados por empregado poderia exigir novas equipes para cobrir os horários vagos. Isso aumentaria despesas com salários e outros custos associados à contratação de mão de obra, segundo a avaliação apresentada pelo representante das indústrias exportadoras.

No entanto, a reportagem não apresenta uma estimativa de quantos empregos poderiam ser criados com o fim da escala 6×1, nem informa se o impacto seria igual entre frigoríficos de diferentes tamanhos.

A necessidade de pessoal dependeria da forma como cada empresa organizasse suas jornadas e da estrutura de suas unidades produtivas.

Abiec prevê possibilidade de repasse para preço da carne

O ponto de maior interesse para o consumidor está no possível efeito sobre os preços.

Perosa afirmou que o aumento das despesas provocado pela reorganização das equipes teria de ser repassado pela indústria. A declaração indica que parte da pressão poderia chegar ao valor final dos produtos comercializados.

Não existe, entretanto, uma estimativa apresentada pela Abiec sobre quanto o preço da carne poderia subir. A entidade também não detalhou em quanto os custos dos frigoríficos aumentariam se a nova jornada fosse adotada.

Isso significa que seria incorreto transformar a declaração em uma previsão percentual de inflação da carne.

O que existe é uma avaliação setorial de que o fim da escala 6×1 aumentaria despesas e poderia gerar repasses ao longo da cadeia.

Impacto não foi calculado pela entidade

Embora tenha feito um alerta sobre aumento de custos, o presidente da Abiec não apresentou simulações financeiras sobre o efeito da mudança.

Não foram divulgados números sobre despesas adicionais com funcionários, impacto percentual sobre a produção ou potencial variação do preço pago pelo consumidor.

Essa ausência de valores é relevante porque diferentes frigoríficos podem ter estruturas operacionais, níveis de automação e modelos de jornada distintos.

A dimensão real do impacto dependeria do formato definitivo de uma eventual mudança nas regras de trabalho e da adaptação feita por cada empresa.

Assim, a avaliação apresentada deve ser entendida como posicionamento do setor exportador de carnes sobre possíveis efeitos econômicos, e não como cálculo fechado sobre a consequência do fim da escala.

Produção de alimentos está no centro da argumentação

Perosa afirmou que a indústria precisará continuar produzindo alimentos mesmo com períodos maiores de descanso.

Esse é o principal argumento utilizado para justificar a previsão de novas contratações: postos que deixassem de ser ocupados temporariamente precisariam ser cobertos por outros profissionais.

Nos frigoríficos, diferentes etapas da produção dependem de trabalhadores e equipamentos funcionando de maneira coordenada. Qualquer reorganização das jornadas precisaria considerar como preservar essa continuidade.

A discussão, portanto, envolve simultaneamente condições de trabalho, disponibilidade de mão de obra e custos industriais.

A fonte não detalha alternativas como mudanças de turnos, ganhos de produtividade ou maior automação que poderiam ser adotadas pelas empresas para absorver parte do impacto.

Reforma tributária também preocupa indústria da carne

O fim da escala 6×1 não é o único tema apontado pela Abiec como fonte potencial de pressão sobre os frigoríficos.

Roberto Perosa também destacou a reforma tributária e afirmou que seus efeitos podem ser ainda maiores para a indústria de carnes.

Entre os pontos mencionados estão PIS, Cofins e o tratamento dos créditos presumidos relacionados a esses tributos.

Segundo o executivo, o setor ainda precisa avaliar como as alterações no sistema tributário afetarão custos e operações das empresas.

A Abiec pretende ampliar as discussões sobre o tema na parte final do ano, após o período eleitoral, conforme informou a reportagem.

Debate envolve custo industrial e decisão da sociedade

Mesmo ao manifestar preocupação com as despesas, o presidente da entidade reconheceu que uma mudança na jornada de trabalho representa uma decisão mais ampla da sociedade e dos representantes políticos.

Sua avaliação se concentrou nos efeitos econômicos que a indústria teria de administrar caso as regras sejam modificadas.

Isso diferencia duas dimensões do debate: uma relacionada à jornada e ao tempo de descanso dos trabalhadores, e outra ligada aos custos necessários para preservar o nível de produção das empresas.

No caso dos frigoríficos, a Abiec argumenta que ampliar o período de descanso sem reduzir a produção exigiria colocar mais pessoas nas operações.

A reportagem não apresenta contrapontos de sindicatos, trabalhadores ou outros representantes do setor sobre eventuais ganhos de produtividade ou efeitos sociais da mudança.

Fim da escala 6×1 ainda deixa impacto sobre carne sem número definido

A avaliação da Abiec coloca os frigoríficos entre os setores que podem enfrentar reorganização relevante caso haja mudança na atual estrutura das jornadas.

Mais contratações para cobrir períodos de descanso significariam novas despesas, e a entidade considera provável que parte desse custo seja transferida ao mercado.

Por outro lado, não há cálculo divulgado que permita afirmar quanto os custos aumentariam ou qual seria o efeito concreto sobre o preço da carne.

O fim da escala 6×1, portanto, aparece na avaliação da entidade como uma possível fonte de pressão econômica sobre a indústria, mas o tamanho desse impacto continua indefinido. Nos comentários, registre como você avalia esse equilíbrio entre redução da jornada, necessidade de novas contratações e eventual aumento dos custos de produção dos alimentos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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