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Frete rodoviário fica mais caro no Brasil, chega a R$ 8,77 por quilômetro e sofre pressão do diesel e da demanda do agronegócio
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 21/10/2026 às 16:32
Atualizado em 21/10/2026 às 16:35
Agronegócio
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Levantamento da Edenred aponta alta de 0,57% no frete rodoviário em setembro. Diesel mais caro, maior movimentação de cargas agrícolas e atualização dos pisos mínimos aumentam a pressão sobre os custos do transporte de cargas
O frete rodoviário voltou a ficar mais caro no Brasil em setembro de 2026. O aumento do diesel e a maior procura por caminhões para transportar a produção do agronegócio pressionaram os preços, segundo levantamento divulgado pela Edenred Mobilidade.
Frete rodoviário registra nova alta e chega a R$ 8,77 por quilômetro
O preço médio do transporte de cargas chegou a R$ 8,77 por quilômetro rodado em setembro. Em agosto, estava em R$ 8,72. A diferença representa um aumento de 0,57% em apenas um mês.
Os números fazem parte do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), produzido com informações da plataforma Repom e divulgado em 20 de outubro, conforme reportagem da Reuters publicada pelo Notícias Agrícolas.
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O levantamento mostra uma sequência de reajustes. Em julho, a média estava em R$ 8,63 por quilômetro. Subiu 1,04% em agosto e voltou a aumentar no mês seguinte.
Desta vez, o combustível apareceu entre os principais responsáveis pela pressão sobre as despesas das transportadoras.
Diesel dispara em setembro e pesa no bolso dos caminhoneiros
O diesel S-10 ficou 2,70% mais caro em setembro, atingindo R$ 7,24 por litro na média nacional.
Já o diesel comum registrou aumento de 1,33%, chegando a R$ 6,84 por litro, conforme o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
O cenário mudou em relação a agosto, quando os dois combustíveis haviam apresentado queda nos postos brasileiros.
Segundo a Edenred, o encarecimento acompanhou a valorização internacional do petróleo, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Como o abastecimento representa uma parcela importante das despesas do transporte de cargas, o aumento nas bombas interfere diretamente no custo das viagens.
Agronegócio aumenta procura por caminhões e pressiona valores
Outro fator identificado pela empresa foi a movimentação do agronegócio brasileiro.
A demanda por transporte aumentou com a necessidade de escoar produtos agrícolas, especialmente aqueles destinados ao mercado externo.
Com mais cargas para movimentar, a disponibilidade de caminhões passou a ter maior peso nas negociações entre transportadores e empresas contratantes.
O movimento aconteceu justamente quando o setor enfrentava custos maiores de abastecimento.
Para a Edenred, essa combinação ajuda a explicar a elevação do preço médio do frete no país.
ANTT reajusta piso mínimo e outubro pode ter novas pressões
Além do diesel e da demanda agrícola, o transporte rodoviário passou por uma mudança regulatória no encerramento de setembro.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, em 29 de setembro, uma atualização extraordinária dos coeficientes utilizados para calcular os pisos mínimos do frete.
A alteração entrou em vigor em 30 de setembro, após a variação do diesel S-10 ultrapassar o limite de 5% previsto na legislação.
A agência passou a utilizar R$ 7,33 por litro como referência para o cálculo, valor apurado em período específico pela ANP.
A fiscalização também envolve o cumprimento dos pisos mínimos e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, o mercado vem incorporando esses ajustes aos custos das operações.
Para outubro, a empresa considera possível uma nova pressão sobre os fretes, principalmente pelos efeitos da atualização regulatória e pela demanda de caminhões para transportar a produção agrícola.
Dados e informações: Portal do Agronegócio.
Fonte
https://www.portaldoagron
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

