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Gás do Povo de outubro sai sábado (10) e botijão grátis vale R$ 114,88 na média da ANP; casa de quatro pessoas leva até R$ 689 no ano
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 08/10/2026 às 10:10
Economia
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O Gás do Povo libera os vales do ciclo de outubro no dia 10 para famílias do CadÚnico. Veja quem recebe, quantas recargas cabem no ano, como consultar até quando o vale vale, onde trocar o botijão e quanto a recarga grátis representa em reais em cada estado.
O Gás do Povo libera neste sábado (10) os vales de outubro para a recarga gratuita do botijão de 13 kg. O vale cobre 100% da recarga em revenda credenciada. A família inscrita no CadÚnico não paga pelo gás, segundo a página do programa no gov.br. Só pode haver cobrança pela entrega em casa ou pelo casco, quando a família não leva o vazio.
Nem toda família ganha vale novo em outubro. O intervalo entre um vale e outro depende do tamanho da família e do mês em que ela entrou no programa. Foi o que explicou o repórter Kauê Alberguini em reportagem da NSC Total publicada nesta quarta. A liberação acontece sempre no dia 10, conforme o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
As regras da tabela estão na página do Gás do Povo no gov.br e no comunicado do MDS sobre o ciclo de setembro. Famílias do Bolsa Família com duas pessoas ou mais passam na frente na fila de entrada.
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Quem recebe o Gás do Povo em outubro e quem pode entrar no programa?
Para entrar no Gás do Povo, a família precisa estar no CadÚnico com os dados atualizados nos últimos 24 meses. A renda tem de ser de até meio salário mínimo por pessoa. O CPF do responsável familiar precisa estar regular na Receita, e o cadastro não pode estar em averiguação.
Com o salário mínimo de R$ 1.621, meio salário dá R$ 810,50 por pessoa. Numa casa de quatro pessoas, a renda pode chegar a R$ 3.242 por mês e ainda caber na regra, conta mostrada pela NSC Total.
A entrada é automática, feita todo mês pelo governo a partir dos dados do CadÚnico, sem novo cadastro. A seleção prioriza quem tem renda menor e família maior, dentro do limite do orçamento. Segundo a NSC Total, o programa alcança hoje cerca de 15 milhões de famílias, perto de 50 milhões de pessoas.
Quem está fora do CadÚnico ou com o cadastro vencido não entra na seleção. Por isso, manter os dados do CadÚnico em dia é o primeiro passo para receber o botijão de graça.
Como consultar o prazo do vale do Gás do Povo para não perder o botijão?
Os vales não se acumulam. Pela regra publicada no gov.br, o vale que não foi usado é cancelado quando o seguinte fica disponível. Quem ainda tem um vale antigo e vai ganhar outro neste ciclo pode usá-lo só até sexta-feira (9), como informou a NSC Total.
Pela mesma regra, o vale liberado neste sábado continua válido até a véspera do próximo vale da família. Na conta, isso dá cerca de dois meses para casas com quatro pessoas ou mais. Para as famílias de duas ou três pessoas, o prazo fica perto de três meses.
A data exata aparece nos canais oficiais, e é ali que a família deve conferir antes de ir à revenda. A consulta pode ser feita pelo aplicativo Meu Social, com login gov.br, ou pela página gasdopovo.mds.gov.br. O Portal Cidadão da Caixa também mostra a situação do vale.
Onde trocar o vale e como funciona a revenda credenciada?
Os mesmos canais mostram a lista de revendas credenciadas. O vale pode ser trocado em qualquer revenda do programa no país. Na hora da troca, a família leva o botijão vazio.
A validação pode ser feita de três formas: com o cartão do Bolsa Família com chip, com o cartão de débito da Caixa ou com o CPF do responsável. Nesse último caso, chega um código por SMS no celular cadastrado no aplicativo CAIXA Tem.
O código do SMS só deve ser usado no balcão da revenda. O MDS pede para não repassar esse número por WhatsApp, por telefone ou a outras pessoas. A entrega em casa é opcional e, se houver taxa, quem paga é a família.
Quanto vale em reais o botijão grátis do Gás do Povo em cada estado?
Na pesquisa semanal mais recente da ANP, feita de 27 de setembro a 3 de outubro, o botijão custou em média R$ 114,88 no país. O levantamento é uma amostra de revendas, e o preço na sua cidade pode ser maior ou menor.
A conta usa o preço médio de revenda do GLP de 13 kg na pesquisa da ANP de 27/09 a 03/10/2026. Como o preço muda toda semana, o valor anual é uma estimativa feita com o preço de hoje.
O governo não paga à revenda o preço de balcão. A tabela do Ministério de Minas e Energia fixa um preço de referência por estado. É esse valor que a revenda credenciada recebe por botijão entregue de graça.
A coluna mais recente da tabela veio da portaria interministerial de 17 de abril. Ela foi assinada por Gustavo Cerqueira Ataide, ministro de Minas e Energia substituto, e por Rogério Ceron de Oliveira, ministro da Fazenda substituto.
Médias estaduais de revenda da ANP na semana de 27/09 a 03/10/2026 e preços de referência da Portaria Interministerial MME/MF nº 2/2026, publicada pelo MME. A diferença é conta do CPG.
Nas 27 unidades da federação, o preço de referência ficou abaixo da média de balcão da ANP. A distância vai de R$ 1,15 no Acre a R$ 19,28 no Maranhão, a maior do país nessa comparação.
Para a família do CadÚnico, essa diferença não muda nada, porque a recarga sai de graça. O dado mostra quanto o governo paga por botijão e quanto a mesma recarga custaria no caixa da revenda.
Quem quer entender o que pesa no preço pode ver como se divide o valor do botijão entre produtor, imposto e revenda. Os preços também variam dentro de uma mesma cidade, como mostrou a diferença entre revendas na Grande BH em setembro.
A atualização ordinária do preço de referência acontece a cada 12 meses, segundo o MME, com base na pesquisa semanal da ANP. Fora disso, o governo pode fazer um reajuste extraordinário, como o de abril, que subiu o valor em 22 estados.
Sua família já recebeu o vale de outubro do Gás do Povo ou achou revenda credenciada perto de casa? Conte nos comentários como foi a troca do botijão e se a revenda cobrou alguma taxa de entrega.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

