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Geólogo aposentado de 78 anos cria seis lagos em terreno onde a horta morreu por falta de água e transforma a rotina da propriedade

Geólogo aposentado de 78 anos cria seis lagos em terreno onde a horta morreu por falta de água e transforma a rotina da propriedade

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Geólogo aposentado de 78 anos cria seis lagos em terreno onde a horta morreu por falta de água e transforma a rotina da propriedade

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 15/10/2026 às 18:11

Atualizado em 15/10/2026 às 18:12

Ciência e Tecnologia

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Geólogo aposentado cria lagos para guardar água e transforma propriedade onde a horta morreu na seca. Conheça o sistema em Virginópolis.

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José Carlos, geólogo aposentado de 78 anos, construiu seis lagos para guardar água da chuva em Virginópolis, Minas Gerais. A propriedade, onde uma horta morreu durante a seca, passou a integrar criação de peixes, irrigação e reaproveitamento. O sistema também trata efluentes da lavanderia para usos que não incluem consumo.

José Carlos, geólogo aposentado de 78 anos, construiu seis lagos artificiais e organizou o reaproveitamento de água em um terreno onde havia perdido a horta para a seca. A propriedade fica em Virginópolis, no leste de Minas Gerais, a quase 300 quilômetros de Belo Horizonte.

A transformação foi apresentada em reportagem publicada pelo canal RECORD CABO VERDE, em 6 de outubro de 2026. O relato mostra como o armazenamento da chuva, a criação de peixes e o tratamento do líquido que sai da lavanderia passaram a fazer parte da rotina do morador.

Terreno tinha cana e braquiária quando foi comprado em 2012

Geólogo aposentado cria lagos para guardar água e transforma propriedade onde a horta morreu na seca. Conheça o sistema em Virginópolis.

A propriedade foi adquirida em 2012 e, segundo José Carlos, tinha plantio de cana e um pouco de braquiária, usada como alimento para o gado. A tentativa de cultivar uma horta naquele espaço terminou com a perda das plantas por falta de água.

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O morador relata que chegou a passar cerca de dois meses sem o recurso. A reportagem descreve uma região com seca prolongada, que exige formas de atravessar os períodos de pouca chuva.

Seis lagos artificiais passaram a armazenar a chuva

Geólogo aposentado cria lagos para guardar água e transforma propriedade onde a horta morreu na seca. Conheça o sistema em Virginópolis.

Os seis lagos construídos pelo geólogo aposentado recebem e armazenam a precipitação. Essa reserva faz parte do sistema que passou a atender diferentes atividades no terreno.

O aproveitamento não termina na captação. O projeto combina armazenamento, uso e reaproveitamento, procurando manter o recurso disponível para mais de uma função dentro da propriedade.

Inspiração veio de uma experiência na Argentina em 2000

José Carlos conheceu uma solução semelhante na Argentina em 2000, quando ainda trabalhava em uma mineradora. A visita aconteceu 12 anos antes da compra do terreno em Minas Gerais.

Segundo o geólogo aposentado, a experiência argentina atendia necessidades da própria casa em regiões muito secas. A ideia ficou guardada e depois serviu de inspiração para o trabalho desenvolvido em Virginópolis.

Lavanderia tem um circuito de tratamento para o líquido descartado

O líquido que sai da lavanderia é recolhido em vez de ser lançado diretamente no ambiente. Durante a visita, ele aparece inicialmente com sujeira visível e mau cheiro, antes de seguir pelas etapas de tratamento.

O percurso mostrado inclui armazenamento e um filtro com areia e brita. A reportagem acompanha a mudança de aparência após cerca de três a quatro dias de filtragem.

Água filtrada da lavanderia não é própria para beber

José Carlos deixa claro que a água proveniente desse tratamento não é destinada ao consumo. Os usos mencionados na conversa são lavagem de chão e irrigação de frutíferas.

A melhora visual não é apresentada como prova de potabilidade. O material exibido não traz resultados de análises laboratoriais nem demonstra que esse circuito seja adequado a qualquer finalidade.

Peixes participam do aproveitamento de nutrientes

A criação de peixes integra outra parte do funcionamento do sítio. A reportagem descreve um ciclo em que os animais contribuem para enriquecer o líquido, resíduos viram adubo e o recurso retorna à terra.

O relato associa esse aproveitamento à produção de alimentos. O circuito da lavanderia tem usos específicos citados separadamente, sem indicação de que seu efluente seja encaminhado aos peixes.

Caixa recebe o recurso dos lagos para irrigar os cultivos

Uma caixa recebe água retirada dos lagos e a armazena para irrigar a horta e as frutíferas situadas abaixo. O caminho permite aproveitar o mesmo recurso na criação e no cultivo.

José Carlos afirma que acrescenta um pouco de potássio ao líquido utilizado nessa etapa. A reportagem não informa dosagem, frequência ou uma formulação que possa ser reproduzida como orientação de adubação.

Frutas passaram a ocupar o espaço antes limitado pela seca

O morador mostra frutas produzidas no local, incluindo amoras, e relata ter colheitas ao longo do ano. A área que antes sustentava principalmente cana e braquiária passou a oferecer uma variedade maior de alimentos.

A horta e as frutíferas fazem parte dessa mudança de uso do terreno. A reportagem não apresenta volume de produção, tamanho da área cultivada ou renda obtida com eventuais vendas.

Trabalho no sítio inclui caminhadas de seis a sete quilômetros

José Carlos diz que prefere a vida no campo e encontra atividades para fazer todos os dias, inclusive nos fins de semana. Ele calcula caminhar entre seis e sete quilômetros diariamente enquanto trabalha no local.

O geólogo aposentado também associa sua satisfação à criatividade e à possibilidade de continuar desenvolvendo projetos. Sua avaliação sobre a aposentadoria aparece como experiência pessoal, ligada à rotina que escolheu manter.

Vizinha começou seu sistema após tentar dois poços sem sucesso

A transformação da propriedade inspirou dona Maria, que também enfrenta dificuldade de abastecimento. Ela conta que tentou perfurar dois poços, mas não conseguiu obter o recurso que procurava.

A vizinha estava construindo o próprio sistema e manifestou o desejo de criar peixes. Na ocasião da reportagem, o projeto dela ainda era uma iniciativa em desenvolvimento.

Sistema reúne diferentes usos, mas capacidade e custo não são informados

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O conjunto apresentado mantém os lagos, a irrigação e o tratamento da lavanderia como partes da rotina de José Carlos. O material não informa a capacidade total dos reservatórios nem o custo de implantação.

O relato também não quantifica quanto o reaproveitamento fornece ao longo do ano. A experiência mostrada é a de um sítio que passou a armazenar a chuva e a reutilizar recursos para sustentar suas atividades.

Na sua opinião, qual iniciativa faria mais diferença em uma pequena área rural: guardar a chuva, reaproveitar recursos ou integrar criação e cultivo? Deixe sua opinião nos comentários.

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reaproveitamento de água


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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