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Gigante do pré-sal avança: projeto Sépia 2 da Petrobras supera US$ 1,25 bilhão e Cladtek fecha contrato com a Subsea7 para fornecer tubos
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 06/10/2026 às 22:01
Atualizado em 06/10/2026 às 22:20
Setor Offshore
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Cladtek fornecerá tubos MLP ao Sépia 2 em contrato com a Subsea7, com produção no Brasil. O contrato principal da Subsea7 com a Petrobras supera US$ 1,25 bilhão e prevê operações offshore em 2029 na Bacia de Santos.
A Cladtek conquistou um contrato da Subsea7 para fornecer tubos ao projeto Sépia 2 da Petrobras, no pré-sal da Bacia de Santos. A entrega será executada pela unidade brasileira da fabricante, que reúne mais de 800 empregados, conforme informação publicada pelo Pipeline & Gas Journal em 25 de setembro de 2026.
O fornecimento envolve tubos com revestimento interno mecânico, conhecidos pela sigla MLP. A tecnologia integra sistemas de dutos resistentes à corrosão utilizados em desenvolvimentos offshore.
Fabricação brasileira atenderá ao projeto no pré-sal
Segundo a Cladtek, executar o trabalho pela fábrica local aproxima a produção das necessidades do projeto e da cadeia de fornecimento brasileira. A empresa destacou a experiência de suas equipes na fabricação destinada a operações em águas profundas.
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O número de mais de 800 profissionais se refere à força de trabalho existente na unidade. O anúncio apresenta o contrato como continuidade da atuação da Cladtek no pré-sal, sem divulgar valor específico do fornecimento ou quantidade de novas contratações.
Contrato principal da Subsea7 supera US$ 1,25 bilhão
Em abril de 2026, a Subsea7 anunciou ter vencido a licitação da Petrobras para o desenvolvimento submarino de Sépia 2. O campo fica aproximadamente 280 quilômetros a sudeste do Rio de Janeiro, sob uma lâmina d’água de 2.170 metros.
A companhia classificou o acordo como superior a US$ 1,25 bilhão. Esse valor corresponde ao contrato principal com a Petrobras, que abrange engenharia, compras, fabricação, instalação e preparação dos sistemas para entrar em serviço.
O escopo divulgado compreende umbilicais, linhas de produção e conexões entre o fundo do mar e a unidade de produção para 17 poços, incluindo dois do projeto Sépia 1. Também prevê uma linha de exportação de gás e 18 risers, os dutos que fazem a ligação vertical com a plataforma.
A gestão e a engenharia foram distribuídas entre escritórios no Rio de Janeiro, Paris e Sutton. As operações offshore estão programadas a partir de 2029, segundo o anúncio da Subsea7.
Equipamentos submarinos também serão fabricados no país
O desenvolvimento de Sépia 2 mobiliza outros fornecimentos nacionais. Em agosto de 2024, a Petrobras anunciou um contrato com a SLB OneSubsea para equipamentos destinados a Sépia 2, Atapu 2 e Roncador.
A encomenda previa fabricação em Taubaté, em São Paulo, e Curitiba, no Paraná, além de serviços em Macaé e Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. Entre os equipamentos estavam as árvores de natal molhadas, conjuntos de válvulas que controlam a produção dos poços no fundo do mar.
Naquele anúncio, a Petrobras apresentou a P-85 como segunda unidade de produção de Sépia, com capacidade projetada de 225 mil barris de petróleo e processamento de 10 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Na sua região, a indústria offshore já movimenta fabricantes e prestadores de serviços? Conte nos comentários onde você percebe maior demanda.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

