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Hospital público do Rio Grande do Sul reduz conta de luz pela metade, economiza R$ 7,2 milhões com energia renovável e utiliza inteligência artificial para prever consumo

Hospital público do Rio Grande do Sul reduz conta de luz pela metade, economiza R$ 7,2 milhões com energia renovável e utiliza inteligência artificial para prever consumo

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Hospital público do Rio Grande do Sul reduz conta de luz pela metade, economiza R$ 7,2 milhões com energia renovável e utiliza inteligência artificial para prever consumo

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 10/10/2026 às 00:20

Energia Renovável

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Unidade do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, integra a estratégia que reduziu pela metade o custo da eletricidade e gerou economia de R$ 7,2 milhões.

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Mudança na contratação de eletricidade começou em 2024, exigiu adaptações nas instalações hospitalares e permitiu recuperar quase R$ 250 mil em investimentos logo no primeiro mês de operação

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, conseguiu economizar R$ 7,2 milhões nas despesas com energia elétrica em menos de dois anos. O resultado veio após a instituição migrar para o mercado livre de energia, em 2024, e modificar a forma de contratação do abastecimento de seus hospitais, que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A mudança reduziu pela metade o custo unitário da eletricidade e ampliou a participação de fontes renováveis no consumo da instituição. Segundo o GHC, a economia chegou a R$ 3,8 milhões em 2025, enquanto outros R$ 3,4 milhões foram registrados no acumulado divulgado em 2026.

Mercado livre de energia permitiu ao Grupo Hospitalar Conceição reduzir despesas com eletricidade

Antes da migração, o complexo hospitalar utilizava o modelo convencional de fornecimento elétrico. Em 2024, a instituição decidiu contratar energia incentivada no mercado livre, modalidade que permite negociar diretamente com fornecedores e escolher condições comerciais mais vantajosas.

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Segundo João Vinícius Schultz, engenheiro elétrico do GHC, o novo sistema estimula a concorrência entre empresas e oferece benefícios associados à contratação. A distribuidora local, por sua vez, continua responsável pela infraestrutura física da rede elétrica.

O resultado também apareceu na composição da energia utilizada pelos hospitais. Cerca de 67,2% da eletricidade consumida passou a vir de fontes limpas e renováveis, incluindo bioenergia produzida com bagaço de cana-de-açúcar e geração solar fotovoltaica.

Complexo hospitalar do GHC, no Rio Grande do Sul, integra a estratégia de contratação de energia renovável que reduziu pela metade o custo unitário da eletricidade.

Adequações nas subestações custaram quase R$ 250 mil e tiveram retorno financeiro imediato

A mudança contratual exigiu intervenções nas subestações elétricas do Grupo Hospitalar Conceição. Para preparar as instalações, a instituição investiu aproximadamente R$ 250 mil em adaptações necessárias ao novo modelo de abastecimento.

O investimento, entretanto, não demorou a apresentar retorno. De acordo com o GHC, a economia obtida com a diferença tarifária permitiu recuperar todo o valor já no primeiro mês de operação.

A redução dos custos passou a integrar o planejamento financeiro do complexo hospitalar, que precisa manter o fornecimento de eletricidade para suas atividades assistenciais.

Inteligência artificial criada pelo GHC passou a calcular consumo e evitar gastos adicionais

A contratação no mercado livre trouxe outro desafio para a equipe técnica. Como a compra de energia ocorre antecipadamente, os hospitais precisam estimar corretamente a quantidade de eletricidade necessária durante o período contratado.

Uma projeção inadequada pode provocar despesas adicionais, especialmente quando o consumo ultrapassa os volumes negociados. Para reduzir esse risco, profissionais do GHC desenvolveram uma inteligência artificial baseada em redes neurais, capaz de analisar registros históricos e estimar demandas futuras.

Em 2024, a ferramenta calculou o consumo previsto do Hospital Cristo Redentor para 2025 e 2026. Os resultados passaram pela validação de uma empresa especializada em gestão de energia contratada pela instituição.

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Viviane Alves

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Tecnologia desenvolvida no Hospital Cristo Redentor passou a orientar outras unidades do SUS

O planejamento realizado no Hospital Cristo Redentor serviu de referência para calcular a demanda elétrica de outras instalações administradas pelo grupo. Entre elas estão o Hospital Nossa Senhora da Conceição, o Hospital Criança Conceição e o Hospital Fêmina.

A estratégia também alcançou a UPA Moacyr Scliar, a Central de Logística e Suprimentos e o Centro Administrativo. Essas unidades passaram a utilizar o modelo de contratação que contempla energia proveniente de fontes renováveis.

Com as projeções de consumo, o GHC busca manter os volumes contratados próximos das necessidades reais de cada instalação, reduzindo o risco de custos inesperados.

Expansão do mercado livre de energia poderá alcançar hospital no Rio de Janeiro

O Grupo Hospitalar Conceição pretende ampliar a estratégia de contratação para outras unidades. O Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia e o Pronto-Socorro de Pelotas, ambos em construção, estão entre as instalações previstas para receber o novo modelo.

A instituição também desenvolve iniciativas de utilização de placas solares em unidades de saúde. Outra expansão planejada envolve o Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, que poderá ingressar no mercado livre de energia.

Os resultados divulgados pelo GHC mostram que a combinação entre contratação de eletricidade e previsão de consumo pode reduzir despesas operacionais. No complexo gaúcho, essa estratégia já representou R$ 7,2 milhões em economia, enquanto novas unidades ainda aguardam a implementação do modelo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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