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iFood anuncia compra da Caju, avança sobre mercado de R$ 150 bilhões em benefícios corporativos e prepara expansão que envolve cartões usados por 3 milhões de trabalhadores
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 20/10/2026 às 22:10
Atualizado em 20/10/2026 às 22:47
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Negociação reúne duas plataformas que atendem mais de 135 mil empresas, mantém os serviços atuais sem alterações e aguarda decisões do Cade e do Banco Central
O iFood Benefícios anunciou, em 20 de outubro de 2026, a compra da Caju, empresa especializada em cartões multibenefícios, gestão de despesas corporativas e recursos humanos. A negociação envolve duas plataformas que, juntas, informam atender aproximadamente 3 milhões de usuários e mais de 135 mil empresas clientes. O acordo ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.
A aquisição acontece em um mercado que movimenta cerca de R$ 150 bilhões anualmente no Brasil e atende mais de 22 milhões de trabalhadores vinculados ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A operação também acompanha a estratégia do iFood de diversificar suas atividades e ampliar a presença em serviços financeiros e soluções corporativas.
Compra da Caju pelo iFood reúne empresas que cresceram oferecendo cartões multibenefícios
Criadas em 2020, iFood Benefícios e Caju conquistaram espaço em um setor tradicionalmente dominado por grandes operadoras de vale-alimentação e vale-refeição. As duas empresas investiram em plataformas digitais e cartões capazes de reunir diferentes modalidades de benefícios, oferecendo alternativas para trabalhadores e departamentos de recursos humanos.
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Atualmente, o iFood Benefícios atende aproximadamente 65 mil empresas e 1,7 milhão de usuários, segundo informações da companhia. Seu cartão reúne alimentação, refeição, mobilidade, educação, cultura e saúde. A Caju, por sua vez, informa possuir mais de 70 mil empresas clientes e 1,3 milhão de usuários, além de oferecer ferramentas para gestão de despesas e pessoas.
A combinação dos negócios poderá ampliar o portfólio de produtos oferecidos pelas companhias, conforme a expectativa apresentada no anúncio da aquisição. Entretanto, a integração ainda depende das autorizações regulatórias, e as empresas não divulgaram o valor financeiro da negociação.
Clientes do iFood Benefícios e da Caju continuarão utilizando seus cartões sem mudanças imediatas
A principal informação para trabalhadores e empregadores é que a compra não provoca alterações imediatas nos serviços das duas plataformas. Segundo as empresas, usuários, clientes corporativos e estabelecimentos parceiros continuarão utilizando as soluções disponíveis enquanto o processo regulatório estiver em andamento.
O funcionamento independente será mantido até que o Cade e o Banco Central concluam suas análises. Dessa forma, a negociação anunciada não representa uma integração automática dos cartões ou das plataformas de gestão utilizadas atualmente pelas empresas contratantes.
A Caju também manifestou expectativa de ampliar investimentos em tecnologia e desenvolvimento de produtos. Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da companhia, afirmou que a união poderá acelerar iniciativas voltadas à experiência dos usuários e à inovação.
Plano de R$ 24 bilhões anunciado pelo iFood acompanha expansão para além do delivery
A aquisição ocorre pouco mais de um mês depois de o iFood anunciar, em setembro de 2026, um plano de investimentos de R$ 24 bilhões até março de 2027. A estratégia contempla tecnologia, serviços financeiros e soluções corporativas, ampliando as atividades da companhia para além das entregas de alimentos.
A entrada em novos segmentos também está relacionada ao crescimento das plataformas digitais de benefícios corporativos. Nesse mercado, empresas buscam reunir diferentes serviços em sistemas que atendam tanto aos trabalhadores quanto aos setores responsáveis pela administração dos benefícios.
Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, afirmou que a estratégia da companhia procura reduzir os custos das transações realizadas pelos estabelecimentos. Segundo o executivo, despesas menores podem melhorar as margens dos restaurantes e permitir novos investimentos nos negócios.
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Viviane Alves
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Mercado de vale-alimentação e vale-refeição passa por mudanças nas regras do PAT
O anúncio da aquisição acontece durante um período de transformações regulatórias no mercado brasileiro de benefícios corporativos. O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) estabelece regras para benefícios como vale-alimentação e vale-refeição, utilizados por milhões de trabalhadores no país.
As empresas afirmam apoiar medidas destinadas à ampliação da concorrência e à redução dos custos cobrados dos estabelecimentos que recebem esses cartões. A disputa envolve operadoras tradicionais e plataformas digitais que passaram a oferecer novas modalidades de benefícios nos últimos anos.
O setor movimenta aproximadamente R$ 150 bilhões por ano, conforme os números apresentados no anúncio. A dimensão desse mercado ajuda a explicar o interesse das companhias em ampliar sua participação e desenvolver produtos voltados à gestão corporativa.
Cartões do iFood e da Caju possuem redes de aceitação com milhões de estabelecimentos
O alcance dos cartões representa outro aspecto importante da negociação. Segundo o iFood, sua solução de benefícios possui aceitação em mais de 11 milhões de estabelecimentos físicos, além de conexão com a rede de mais de 500 mil restaurantes e mercados presentes na plataforma.
A Caju informa que seus cartões são aceitos em mais de 12 milhões de estabelecimentos brasileiros. Esses números representam as redes de aceitação informadas pelas empresas e não significam, necessariamente, que todos os pontos comerciais sejam diferentes.
A eventual combinação das operações poderá ampliar a oferta de serviços aos clientes corporativos. Entretanto, as companhias ainda não anunciaram mudanças específicas nas condições de utilização dos cartões após a conclusão da compra.
Aprovação do Cade e do Banco Central determinará os próximos passos da aquisição
O acordo anunciado em 20 de outubro de 2026 já foi comunicado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, responsável por avaliar possíveis impactos da operação sobre a concorrência. A negociação também precisará passar pela análise do Banco Central antes de sua conclusão.
As empresas não divulgaram o valor da transação nem estabeleceram uma data definitiva para finalizar o processo regulatório. Até que as autorizações sejam concedidas, iFood Benefícios e Caju continuarão funcionando como negócios independentes.
A compra representa mais uma etapa da estratégia de expansão do iFood no mercado brasileiro de serviços corporativos. Para os aproximadamente 3 milhões de usuários informados pelas duas plataformas, porém, a principal consequência imediata é a manutenção dos serviços atuais, enquanto os órgãos reguladores analisam a negociação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

