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Incêndio em fábrica química na Coreia do Sul atinge sete de 33 tanques, retira cerca de 7 mil trabalhadores e mobiliza 255 agentes; perícia investiga possível falha com tolueno
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 15/10/2026 às 14:57
Atualizado em 15/10/2026 às 15:05
Indústria
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Incêndio na Bo Seung Chemical, em Ulsan, atingiu sete dos 33 tanques externos e provocou a retirada de cerca de 7 mil trabalhadores. A operação mobilizou 255 pessoas e 106 equipamentos; a perícia investiga a origem das chamas.
Um incêndio na Bo Seung Chemical, em Ulsan, na Coreia do Sul, atingiu sete dos 33 tanques externos de armazenamento da fábrica em 14 de outubro. As chamas e a fumaça levaram cerca de 7 mil trabalhadores de um canteiro petroquímico vizinho a sair da área. A mobilização de combate chegou a 255 pessoas e 106 equipamentos, segundo o balanço posterior da Yonhap.
O fogo começou às 9h41, horário local, enquanto havia transferência de tolueno inflamável por tubulações. As chamas foram extintas às 13h50, cerca de quatro horas depois, sem mortes ou feridos registrados. Uma investigação conjunta iniciada no dia seguinte examina possíveis vazamentos e a hipótese de eletricidade estática.
Incêndio começou durante transferência de tolueno e avançou por sete reservatórios
Crédito: Kim Yong-tae / Yonhap.
Os investigadores localizaram o início da ocorrência na área de transferência de tolueno, solvente utilizado em processos industriais. Um laudo posterior informou que uma tubulação ligava o reservatório a um recipiente industrial do tipo IBC, com capacidade aproximada de mil litros. As autoridades ainda investigam como ocorreu a ignição.
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Segundo a Yonhap, tambores armazenados no pátio pegaram fogo e as chamas se espalharam com o vento. Os tanques externos atingidos armazenavam materiais inflamáveis, entre eles tolueno, thinner, acetona, etanol e xileno. Outros 26 tanques não foram consumidos pelas chamas, conforme o balanço de sete entre 33.
Combate envolveu 255 pessoas e 106 equipamentos antes de extinguir as chamas
O balanço ampliado da Yonhap registra 255 pessoas e 106 equipamentos na operação, incluindo helicópteros e veículos de combate a produtos químicos. Os números de 201 agentes e 49 equipamentos circularam nos primeiros informes, quando a mobilização ainda crescia. As equipes protegeram os tanques vizinhos para evitar uma propagação maior.
As equipes enfrentaram a concentração de reservatórios com líquidos inflamáveis. Uma instalação de lançamento de espuma de alta vazão também foi mobilizada, mas a montagem de mangueiras a partir do mar, a dois ou três quilômetros de distância, demorou; o fogo acabou controlado antes de o sistema entrar em uso. Depois, os bombeiros mantiveram resfriamento para evitar reignição.
Fumaça levou a obra petroquímica vizinha a retirar 7 mil trabalhadores
O canteiro do projeto petroquímico Shaheen, da S-OIL, suspendeu parte de suas atividades perto da área atingida, enquanto cerca de 7 mil trabalhadores foram retirados do entorno. Outros 12 empregados da Bo Seung Chemical também deixaram o local, conforme a atualização das autoridades.
A retirada em larga escala ocorreu por causa da proximidade entre instalações industriais e do volume de fumaça. A ocorrência mobilizou bombeiros, autoridades policiais e órgãos responsáveis por avaliar possíveis impactos à qualidade do ar.
Perícia de 15 de outubro recolheu tubulação e apura hipótese de eletricidade estática
Crédito: Jang Ji-hyun / Yonhap.
Em 15 de outubro, cerca de 20 representantes da polícia, do instituto forense, dos bombeiros, da fiscalização trabalhista e de órgãos ambientais realizaram vistoria conjunta na fábrica. Peritos recolheram o trecho de tubulação ligado ao reservatório e analisam se a válvula estava fechada corretamente, se houve vazamento e se eletricidade estática pode ter iniciado o fogo.
Também são examinadas imagens de câmeras de segurança e de veículos que circulavam nas proximidades. A prefeitura de Ulsan iniciou a consolidação de medições ambientais, enquanto a Guarda Costeira adotou medidas para impedir que produtos químicos e água do combate atingissem o mar. Até o balanço publicado, não havia indicação de vazamento de produto no oceano.
Fontes
Yonhap News Agency
Yonhap News Agency
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

