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Indústria brasileira testa motor de foguete movido a álcool e oxigênio líquido, com força de 8 mil newtons

Indústria brasileira testa motor de foguete movido a álcool e oxigênio líquido, com força de 8 mil newtons

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Indústria brasileira testa motor de foguete movido a álcool e oxigênio líquido, com força de 8 mil newtons

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 28/10/2026 às 22:33

Atualizado em 28/10/2026 às 22:34

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Indústria brasileira testa motor de foguete movido a álcool e oxigênio líquido, de 8 mil newtons, feito pela DeltaV e ensaiado na nova bancada da UnB, no DF.

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Um motor de foguete de 8 mil newtons movido a álcool (etanol) e oxigênio líquido, desenvolvido pela DeltaV Engenharia Espacial, foi testado em 1º de maio de 2026, na Universidade de Brasília. O teste abre a fase experimental de um projeto que busca fortalecer a indústria brasileira no setor espacial.

A indústria brasileira testou pela primeira vez um motor de foguete de 8 quilonewtons (kN), o equivalente a 8 mil newtons, movido a álcool (etanol) e oxigênio líquido. O ensaio foi feito pela empresa DeltaV Engenharia Espacial na nova bancada de propulsão da Universidade de Brasília (UnB), no campus Gama, no Distrito Federal, e marcou o início da fase experimental do projeto.

As informações foram divulgadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em publicação de 27 de maio de 2026, atualizada em 26 de outubro de 2026. O teste teve acompanhamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia federal vinculada ao ministério.

Ensaio de 1º de maio validou a bancada e os sistemas

Indústria brasileira testa motor de foguete movido a álcool e oxigênio líquido, de 8 mil newtons, feito pela DeltaV e ensaiado na nova bancada da UnB, no DF.

O ensaio aconteceu em 1º de maio. Segundo o MCTI, a equipe concentrou o trabalho no comissionamento da bancada, ou seja, na colocação do equipamento em operação, e na validação dos sistemas operacionais.

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Os dados obtidos nesse primeiro teste vão servir de base para as próximas etapas de desenvolvimento do motor de foguete.

Operação com oxigênio líquido e ignição foram avaliadas

Durante o teste, foram avaliadas as operações com oxigênio líquido e a sequência de ignição do motor. A equipe também conferiu subsistemas como a vedação e a proteção térmica.

DeltaV Engenharia Espacial desenvolveu o propulsor

A DeltaV Engenharia Espacial é a empresa responsável por desenvolver o motor de foguete testado na UnB. O propulsor faz parte da iniciativa Foguete de Treinamento a Propelente Líquido, que reúne governo, universidade e setor privado.

O objetivo é desenvolver tecnologias estratégicas para o Programa Espacial Brasileiro e fortalecer a indústria brasileira do setor espacial, segundo o MCTI.

AEB diz que é a primeira vez de uma empresa privada brasileira

Para o diretor de Inteligência Estratégica e Novos Negócios da AEB, Paolo Gessini, o projeto tem caráter inédito no país. “É a primeira vez que uma empresa privada brasileira desenvolve um motor-foguete líquido dessa categoria”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa “demonstra o potencial das pequenas empresas nacionais” e reforça a importância dos investimentos por subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com acompanhamento da AEB, para o avanço tecnológico e industrial do país.

Motor de 8 mil newtons pode equipar foguetes de sondagem

Gessini classificou o ensaio como um teste de grande relevância para o setor espacial nacional. Ele vê aplicações possíveis para o motor de 8 mil newtons em diferentes tipos de veículo.

“O motor de 8 kN, movido a etanol e oxigênio líquido, já apresenta potencial de aplicação em foguetes de sondagem, veículos de treinamento e até estágios superiores de pequenos lançadores”, disse o diretor da AEB.

Motor de foguete vai servir a um foguete de treinamento

A intenção é usar o motor em um foguete de treinamento criado para ser uma plataforma de capacitação tecnológica e operacional. A ideia é desenvolver competências em propulsão líquida e formar equipes especializadas.

Segundo o MCTI, essa é uma etapa estratégica para futuros foguetes e lançamentos brasileiros.

Propulsão líquida envolve riscos e complexidade muito altos

O ministério descreve a propulsão líquida como uma tecnologia que envolve riscos e complexidade muito altos. Ela é considerada uma das áreas mais complexas e estratégicas do setor espacial.

Finep financia o projeto com recursos do FNDCT

A iniciativa tem apoio financeiro do MCTI, por meio da Finep. Os recursos saem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Bancada da UnB suporta motores de até 25 kN

O teste do motor também marcou a entrada em operação da nova bancada, instalada na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE) da UnB. A estrutura foi implementada em parceria com o Chemical Propulsion Laboratory (CPL), coordenado pelo professor Olexiy Shynkarenko.

A bancada tem capacidade para ensaios de motores de até 25 kN, ou 25 mil newtons, mais que o triplo da força do motor testado. Segundo o MCTI, ela amplia a estrutura disponível no Brasil para pesquisas em propulsão líquida.

Sensores medem pressão, temperatura e consumo de combustível

A bancada funciona como uma plataforma de testes em solo. O motor de foguete fica fixado a uma estrutura com sensores e sistemas de monitoramento.

Esses equipamentos permitem avaliar, em ambiente controlado, a ignição, a pressão, a temperatura, o consumo de combustível e o desempenho da queima.

Testes em solo buscam reduzir riscos antes do voo

O objetivo dos ensaios na bancada é validar tecnologias, identificar falhas e reduzir riscos antes do uso dos motores em foguetes experimentais ou em futuros lançamentos, de acordo com o MCTI.

Álcool e oxigênio líquido dão mais controle à combustão

No teste da UnB, o motor da DeltaV usou álcool, na forma de etanol, e oxigênio líquido como propelentes. Segundo o ministério, essa combinação permite maior controle da combustão e da potência do sistema.

Projetos como esse treinam equipes e criam capacidade industrial

O MCTI lista para que esse tipo de projeto costuma ser usado: validar tecnologias novas, treinar equipes de engenharia e operação e testar motores, sistemas e integração.

Para a indústria brasileira, também entram na lista criar capacidade industrial nacional e reduzir riscos antes de projetos maiores e mais caros.

Bancada deve formar engenheiros, pesquisadores e operadores

Além do desenvolvimento do motor de foguete movido a álcool e oxigênio líquido, a bancada da UnB deve ser usada na formação prática de engenheiros, pesquisadores e operadores especializados em propulsão líquida.

A expectativa do MCTI é que a estrutura fortaleça a formação de profissionais e amplie a capacidade brasileira em áreas estratégicas da engenharia aeroespacial. Para a indústria brasileira, os próximos passos do motor de 8 mil newtons vão partir dos dados coletados no ensaio de 1º de maio.

Na sua opinião, o Brasil deve investir mais em motores de foguete desenvolvidos por empresas nacionais? Deixe sua opinião nos comentários.

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motor de foguete


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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