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Indústria instala fábrica de R$ 1,5 bilhão no Paraná capaz de produzir mais de 230 geladeiras por hora, uma a cada 14 segundos

Indústria instala fábrica de R$ 1,5 bilhão no Paraná capaz de produzir mais de 230 geladeiras por hora, uma a cada 14 segundos

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Indústria instala fábrica de R$ 1,5 bilhão no Paraná capaz de produzir mais de 230 geladeiras por hora, uma a cada 14 segundos

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 28/10/2026 às 22:54

Atualizado em 28/10/2026 às 23:11

Indústria

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LG abre no Paraná fábrica de geladeiras de R$ 1,5 bilhão, com capacidade para mais de 230 geladeiras por hora, uma a cada 14 segundos, em Fazenda Rio Grande.

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A LG Electronics inaugurou em 13 de agosto de 2026, em Fazenda Rio Grande, no Paraná, uma fábrica de geladeiras de R$ 1,5 bilhão. A unidade pode produzir mais de 230 geladeiras por hora, começa com 500 empregos diretos e indiretos e tem potencial para 600 mil refrigeradores por ano.

A LG Electronics inaugurou na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, uma fábrica de geladeiras de R$ 1,5 bilhão em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. A unidade tem capacidade de produção superior a 230 geladeiras por hora, o equivalente a uma a cada 14 segundos, e é a segunda da empresa sul-coreana no Brasil.

As informações foram divulgadas pela Agência Estadual de Notícias (AEN), do Governo do Paraná, em 13 de agosto de 2026. A inauguração teve a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, e a nova planta terá como foco a produção de geladeiras para o mercado brasileiro.

Obras da fábrica começaram em agosto de 2024

LG abre no Paraná fábrica de geladeiras de R$ 1,5 bilhão, com capacidade para mais de 230 geladeiras por hora, uma a cada 14 segundos, em Fazenda Rio Grande.

A construção da fábrica da LG em Fazenda Rio Grande teve início em agosto de 2024. Dois anos depois, a planta foi inaugurada com investimento de R$ 1,5 bilhão.

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Terreno tem 770 mil metros quadrados, 70 mil deles construídos

A unidade ocupa uma área total de 770 mil metros quadrados. Desse total, 70 mil metros quadrados são de área construída.

Segundo a AEN, a fábrica foi projetada seguindo padrões globais de automação, segurança e flexibilidade produtiva.

Capacidade passa de 230 geladeiras por hora

A capacidade de produção da fábrica é superior a 230 geladeiras por hora. Na conta da própria divulgação, isso equivale a uma geladeira a cada 14 segundos.

O potencial anual é de 600 mil refrigeradores.

Unidade começa com um turno e 500 empregos

A fábrica inicia as atividades operando em apenas um turno. Nesse começo, a operação gera 500 empregos diretos e indiretos.

Geladeiras vendidas no Brasil eram importadas

Até a inauguração, as geladeiras da LG comercializadas no Brasil eram de modelos importados. A produção local começa pela linha Duplex, de duas portas e compartimentos separados.

Produção local reduz em até 80% o tempo de entrega ao varejo

Com as geladeiras feitas no Paraná, o tempo logístico de entrega para o varejo cai em até 80%, segundo a AEN.

Na prática, essa redução dá mais agilidade à marca. A LG passa a poder responder rapidamente a sazonalidades e a variações regionais de demanda.

LG planeja exportar para Argentina e Paraguai até o fim de 2026

A nova fábrica faz parte de um movimento da LG para suprir a demanda do mercado brasileiro e, no futuro, da América do Sul. A multinacional já tem planos de iniciar a exportação para a Argentina e o Paraguai até o final de 2026.

Equipe de 40 pessoas adapta as geladeiras às casas brasileiras

Para atender às especificidades do mercado brasileiro, a LG montou um time local de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com aproximadamente 40 profissionais. A tarefa do grupo é adequar a engenharia da companhia à realidade das moradias do país.

O time mapeou hábitos e desafios práticos. A lista vai das limitações de espaço para o produto passar por portas e elevadores ao armazenamento de alimentos frescos para a semana e à organização dos compartimentos internos.

Ratinho Junior fala em três anos de negociação

“É uma alegria inaugurar uma das maiores indústrias da LG no planeta e que escolheu o Paraná, fruto de um trabalho de três anos de negociação e de construção para que a gente pudesse atrair esse aporte”, afirmou o governador Ratinho Junior.

Segundo ele, o Paraná foi o estado que mais recebeu investimentos em eletroeletrônicos no Brasil nos últimos 15 anos. O governador citou a fábrica da Electrolux, que chamou de a maior da América Latina, e a nova unidade da LG, que terá inicialmente 500 empregos diretos e indiretos.

Governador diz que PIB do Paraná dobrou em oito anos

Ratinho Junior também relacionou o aporte de R$ 1,5 bilhão ao desempenho da economia estadual. De acordo com o governador, o PIB do Paraná dobrou em oito anos, saindo da casa dos R$ 400 bilhões para mais de R$ 800 bilhões em 2026.

“Éramos a quinta economia do Brasil, passamos a ser a quarta e, agora, nossa meta é chegar à terceira economia do Brasil”, disse.

Missão à Coreia do Sul em 2023 abriu a negociação

A instalação da fábrica no Paraná foi articulada pelo governador depois de uma missão internacional à Coreia do Sul, em 2023. Segundo a AEN, vários estados brasileiros queriam receber a unidade, mas o ambiente econômico e de negócios do Paraná pesou na decisão da empresa.

Na sequência, Estado e LG Electronics assinaram um memorando de entendimento, com esforços conjuntos para facilitar o início da operação.

Empresa entrou no programa Paraná Competitivo

Como parte do apoio do Governo do Estado, a LG foi enquadrada no programa Paraná Competitivo. O programa é coordenado pela Secretaria da Fazenda (Sefa) e pela Invest Paraná, agência de atração de investimentos do Estado.

O objetivo do Paraná Competitivo é fomentar a economia estadual, atraindo investimentos locais, nacionais e internacionais que gerem emprego, renda e riqueza.

Estado repassou R$ 11,6 milhões para pavimentar os acessos

O Governo do Paraná repassou R$ 11,6 milhões à Prefeitura de Fazenda Rio Grande para a pavimentação dos acessos à planta industrial.

A prefeitura também ficou responsável pela desapropriação do terreno e pela extensão da rede de energia elétrica até a fábrica.

Gerente cita mão de obra e logística na escolha do Paraná

Segundo a gerente de Home Solutions da LG, Edianne Menezes, a escolha levou em conta a qualidade logística e a mão de obra. “O Paraná, desde o princípio, foi muito aberto ao projeto e os números do Estado são impressionantes”, afirmou.

Para ela, a mão de obra paranaense é muito qualificada, resultado de uma educação acima da média do Brasil. A empresa também estudou a cadeia logística e a abertura do Governo do Estado para ajudar no projeto, disse a gerente.

Presidente da LG liga investimento aos 30 anos no Brasil

Para o presidente da LG Electronics Brasil e América Latina, Daniel Song, o investimento de R$ 1,5 bilhão chega no ano em que a empresa completa 30 anos no país. Segundo ele, o aporte “demonstra nossa confiança no País e um compromisso estratégico de longo prazo com este mercado, que é prioritário para nós”.

Song destacou a estrutura da nova linha. “Projetamos uma linha produtiva altamente moderna e flexível. Essa estrutura de classe mundial nos permite não apenas atender a um alto volume, mas também ampliar o portfólio conforme a demanda ditar”, disse.

Fábrica de Manaus funciona desde 1996

A unidade de Fazenda Rio Grande é a segunda base industrial da LG no Brasil. Ela complementa a operação de Manaus (AM), iniciada em 1996.

A fábrica amazonense é responsável por linhas de televisores, áudio, vídeo, monitores, micro-ondas e equipamentos de climatização.

Fábrica de geladeiras abre novo ciclo da LG no Paraná

Segundo a AEN, a expansão da capacidade industrial e o reforço do portfólio de linha branca marcam o início de um novo ciclo de negócios da LG no Brasil. O polo de Fazenda Rio Grande também deverá movimentar a cadeia produtiva da região.

A fábrica começa em um turno, com capacidade para mais de 230 geladeiras por hora e potencial de 600 mil refrigeradores por ano. As primeiras exportações, para Argentina e Paraguai, estão nos planos da empresa até o fim de 2026.

Na sua opinião, a produção de geladeiras no Paraná deve deixar os produtos mais acessíveis para o consumidor brasileiro? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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