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Inteligência artificial deixa de apenas responder perguntas e passa a preparar operações financeiras: Coinbase conecta agentes de IA às contas de investidores e permite automatizar tarefas com criptomoedas
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 22/10/2026 às 14:14
Atualizado em 22/10/2026 às 14:16
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Investidores já podem usar assistentes virtuais para acompanhar ativos e organizar transações em uma plataforma de criptomoedas, enquanto a nova tecnologia levanta questões sobre segurança e controle financeiro
A inteligência artificial começou a assumir funções que, até pouco tempo, exigiam a participação direta dos usuários em diferentes plataformas digitais. Em 11 de junho de 2026, a Coinbase lançou o Coinbase for Agents, uma solução que permite integrar agentes de IA à sua infraestrutura financeira. A ferramenta abre espaço para que investidores consultem informações, acompanhem ativos e preparem operações utilizando comandos em linguagem natural.
A novidade acompanha uma transformação no desenvolvimento da inteligência artificial. Depois da popularização dos chatbots, utilizados principalmente para responder perguntas e produzir conteúdos, surgem sistemas capazes de interagir com ferramentas externas e executar tarefas autorizadas. Segundo dados da consultoria Gartner apresentados no material de referência, 17% das empresas utilizam agentes de IA, enquanto mais de 60% pretendem adotar a tecnologia até 2028.
Coinbase leva agentes de inteligência artificial ao mercado financeiro e muda a interação com plataformas de investimentos
O Coinbase for Agents foi desenvolvido para permitir que assistentes de inteligência artificial interajam com serviços financeiros por meio de uma integração autorizada pelo usuário. A proposta é reduzir etapas operacionais que normalmente exigem consultas, comandos individuais e acesso a diferentes funcionalidades da plataforma.
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A tecnologia utiliza o Model Context Protocol (MCP), protocolo aberto que padroniza a comunicação entre agentes de IA e sistemas digitais. Essa estrutura permite conectar assistentes como ChatGPT e Claude às funcionalidades disponibilizadas pela Coinbase, respeitando as permissões estabelecidas durante a configuração.
Segundo a apresentação da empresa, o processo de conexão pode levar aproximadamente dois minutos e não exige conhecimentos de programação. Após a autenticação, o investidor descreve a tarefa desejada, enquanto o agente identifica os procedimentos necessários para atender à solicitação.
Como funciona a tecnologia que permite consultar ativos e preparar transações por comandos de texto
A principal diferença entre um chatbot tradicional e um agente de IA está na capacidade de utilizar ferramentas externas. Enquanto os assistentes convencionais se concentram na elaboração de respostas, os sistemas agênticos conseguem organizar procedimentos e interagir com plataformas para realizar atividades previamente autorizadas.
No mercado financeiro, essa capacidade pode simplificar tarefas que fazem parte da rotina dos investidores. Acompanhar preços, consultar indicadores, monitorar informações e preparar operações são atividades que dependem de dados atualizados e procedimentos específicos.
Com o Coinbase for Agents, parte dessas etapas pode ser concentrada em uma única interação. O usuário informa o que deseja realizar, e o assistente utiliza os recursos disponíveis para organizar a solicitação. A tecnologia também permite preparar tarefas recorrentes, como o acompanhamento de determinados ativos e o rebalanceamento periódico de carteiras.
O funcionamento representa uma mudança na experiência de utilização dos serviços digitais. Em vez de depender exclusivamente de menus e comandos manuais, o investidor passa a utilizar a linguagem natural para solicitar atividades à plataforma.
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Viviane Alves
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Segurança das operações financeiras continua sendo um desafio para a inteligência artificial
A possibilidade de utilizar agentes de IA em plataformas financeiras também amplia as discussões sobre segurança e responsabilidade. Embora esses sistemas consigam consultar informações e preparar transações, sua atuação depende das permissões concedidas e das funcionalidades disponibilizadas pela integração.
No Coinbase for Agents, o nível de autonomia varia conforme as autorizações e configurações utilizadas. Por isso, não é correto afirmar que todas as operações dependem obrigatoriamente de uma confirmação manual individual. O controle das permissões continua sendo uma parte importante da utilização da ferramenta.
A automação também não elimina os riscos associados aos investimentos em criptomoedas. Oscilações de preços, decisões inadequadas e condições de mercado continuam exigindo atenção dos investidores, independentemente da tecnologia utilizada para organizar operações.
A Coinbase apresenta a solução como uma ferramenta de automação operacional, e não como garantia de resultados financeiros. A responsabilidade pelas decisões de investimento permanece com o usuário, mesmo quando parte dos procedimentos é realizada por um assistente virtual.
Avanço da IA agêntica mostra como a automação pode chegar a outros serviços financeiros
O lançamento do Coinbase for Agents ocorre em um cenário de expansão das aplicações de inteligência artificial capazes de interagir com sistemas digitais. A tecnologia já desperta interesse em atividades como atendimento ao cliente, logística, compras e desenvolvimento de software, setores que também dependem de procedimentos organizados e consultas frequentes a informações.
A experiência da Coinbase mostra uma possibilidade de aplicação dessa tecnologia em serviços financeiros utilizados em larga escala. Recursos semelhantes poderão ser incorporados por bancos, corretoras e seguradoras, embora essa expansão dependa das decisões e das estruturas adotadas por cada instituição.
O avanço também evidencia uma diferença importante em relação às primeiras aplicações populares de inteligência artificial. Antes, o usuário recorria ao assistente principalmente para obter informações. Agora, sistemas integrados podem utilizar ferramentas digitais para organizar e executar atividades dentro das permissões disponíveis.
A inteligência artificial passa, assim, de uma ferramenta concentrada em respostas para uma tecnologia capaz de participar diretamente de processos operacionais. No setor financeiro, entretanto, a ampliação dessas funcionalidades continuará exigindo atenção à segurança, à transparência e ao controle das decisões.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

