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Internet chega ao campo no Brasil em escala gigantesca: parceria da Vivo com a CerradinhoBio prevê 14 torres para cobrir 1,4 milhão de hectares, e a tecnologia escolhida vai muito além do celular

Internet chega ao campo no Brasil em escala gigantesca: parceria da Vivo com a CerradinhoBio prevê 14 torres para cobrir 1,4 milhão de hectares, e a tecnologia escolhida vai muito além do celular

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Internet chega ao campo no Brasil em escala gigantesca: parceria da Vivo com a CerradinhoBio prevê 14 torres para cobrir 1,4 milhão de hectares, e a tecnologia escolhida vai muito além do celular

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/10/2026 às 19:57

Atualizado em 10/10/2026 às 20:19

Biocombustíveis Renováveis

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A expansão de conectividade anunciada para as operações da Cerradinho Bioenergia prevê rede 4G e tecnologias de Internet das Coisas em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, com aplicações voltadas à comunicação, sensores, telemetria de máquinas e monitoramento das atividades no campo.

A Vivo anunciou parceria com a Cerradinho Bioenergia para ampliar a conectividade móvel nas áreas produtivas da companhia. Segundo reportagem do Teletime baseada no comunicado da operadora, o projeto prevê 14 torres com 4G, NB-IoT e LTE-M e potencial de cobertura superior a 1,4 milhão de hectares.

A infraestrutura deverá atender as operações agrícolas e industriais da empresa, que incluem produção de etanol, açúcar, energia elétrica e nutrição animal. O projeto também foi apresentado como suporte para automação, monitoramento em tempo real, telemetria e gestão integrada das atividades.

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As torres serão instaladas em áreas relacionadas às unidades da CerradinhoBio em quatro cidades de Goiás e Mato Grosso do Sul. Os 1,4 milhão de hectares representam o potencial de cobertura informado para a nova rede, e não uma área que já esteja integralmente atendida pelo sinal.

O Mobile Time registrou que a companhia tinha apenas uma torre dentro de uma unidade fabril, destinada a demandas internas, antes da expansão. A reportagem também confirma a previsão de 14 torres com as três tecnologias de conectividade nas áreas onde estão localizadas as unidades.

4G, NB-IoT e LTE-M terão usos diferentes no campo

O 4G será utilizado na comunicação de pessoas e sistemas durante a rotina das operações. NB-IoT e LTE-M, por outro lado, atendem aplicações de Internet das Coisas e permitem conectar equipamentos que precisam transmitir dados sem depender do uso convencional de um telefone celular.

O NB-IoT será empregado em sensores fixos instalados em equipamentos, sistemas de irrigação e dispositivos de monitoramento ambiental. O uso de sensores e sistemas automatizados de irrigação também aparece em outras aplicações de tecnologia voltadas à produção agrícola.

O LTE-M será direcionado às aplicações móveis. Entre os usos informados para a infraestrutura estão a telemetria de frotas, colhedoras e tratores, o que permite conectar equipamentos que se deslocam pelas áreas produtivas durante as atividades no campo.

As três tecnologias, portanto, atendem funções distintas dentro da infraestrutura anunciada. O 4G complementa a comunicação cotidiana, enquanto NB-IoT e LTE-M permitem manter sensores, máquinas e veículos conectados conforme as características de cada aplicação.

A CerradinhoBio espera utilizar a nova cobertura para acompanhar veículos, maquinários e frentes de colheita, além de ampliar a comunicação entre colaboradores. A empresa também relaciona o projeto à otimização das operações e a ganhos de produtividade.

Esses ganhos ainda são expectativas associadas à implantação e ao uso da rede. As informações divulgadas não apresentam estimativa financeira de economia nem um percentual de aumento da produção que possa ser atribuído diretamente às novas torres.

Rede poderá alcançar propriedades e serviços no entorno

A infraestrutura não foi anunciada como uma rede restrita às instalações da CerradinhoBio. As informações divulgadas sobre o projeto apontam que comunidades rurais, produtores, empresas, escolas públicas e unidades de saúde localizados nas regiões atendidas também poderão se beneficiar da ampliação da cobertura.

Para propriedades próximas às unidades, a disponibilidade do sinal pode permitir o uso de celulares e equipamentos conectados em locais onde a cobertura móvel era limitada. A disponibilidade efetiva, no entanto, dependerá do alcance obtido após a implantação de cada torre.

Nas operações agrícolas, equipamentos conectados podem transmitir informações utilizadas no acompanhamento de máquinas e atividades realizadas em grandes extensões de terra. O uso de telemetria e outras tecnologias digitais no agronegócio já integra diferentes processos de gestão no campo.

No projeto da CerradinhoBio, a conectividade deverá alcançar tanto atividades agrícolas quanto etapas industriais ligadas à produção de etanol, açúcar, energia elétrica e nutrição animal. A mesma infraestrutura poderá transportar dados de aplicações diferentes conforme os equipamentos e sistemas utilizados.

A expansão também permitirá que sensores fixos e equipamentos móveis compartilhem a infraestrutura de telecomunicações instalada para as unidades. A finalidade de cada conexão varia entre comunicação de equipes, monitoramento, telemetria de maquinário e transmissão de dados operacionais.

As informações publicadas até agora não detalham um cronograma individual para a instalação das 14 torres nem apresentam estimativas de velocidade de conexão em cada localidade. Também não informam quando todas as áreas previstas estarão efetivamente cobertas.

Por isso, o alcance superior a 1,4 milhão de hectares permanece como potencial de cobertura informado para o projeto. A cobertura efetiva poderá ser verificada à medida que as torres forem implantadas e as aplicações de 4G, NB-IoT e LTE-M entrarem em operação nas áreas atendidas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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