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Jaguar Mining inicia 20 perfurações em mina de ouro de Minas Gerais para investigar novas áreas no subsolo

Jaguar Mining inicia 20 perfurações em mina de ouro de Minas Gerais para investigar novas áreas no subsolo

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Jaguar Mining inicia 20 perfurações em mina de ouro de Minas Gerais para investigar novas áreas no subsolo

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 15/10/2026 às 20:27

Atualizado em 15/10/2026 às 20:31

Mineração

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Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial.

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Mineradora planeja 2.380 metros de sondagem na mina Turmalina e busca avaliar a continuidade de depósitos de ouro em regiões ainda pouco investigadas.

A Jaguar Mining iniciou uma nova campanha de exploração subterrânea na mina Turmalina, em Minas Gerais, para investigar possíveis extensões de depósitos de ouro. Segundo comunicado publicado pela Nasdaq em 22 de setembro de 2026, o programa prevê 20 perfurações, totalizando aproximadamente 2.380 metros. A empresa também começou a desenvolver uma galeria subterrânea de 80 metros para facilitar o acesso à área de pesquisa.

O trabalho concentra esforços em duas estruturas geológicas: o corpo mineralizado Faina e uma região conhecida como A/SE2, associada ao corpo A. Embora a mineradora já tenha identificado ouro em partes desse sistema, ainda precisa confirmar a continuidade da mineralização nas áreas menos exploradas.

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Jaguar Mining investiga região subterrânea com potencial de ouro

O principal alvo da campanha é a estrutura A/SE2, uma possível extensão do corpo mineralizado A. Segundo a empresa, perfurações históricas encontraram ouro nas proximidades, mas os dados disponíveis ainda não permitem avaliar toda a região.

A nova investigação abrangerá um painel com aproximadamente 105 metros de extensão lateral e 285 metros ao longo de seu mergulho geológico, entre as cotas de elevação de 640 e 400 metros acima do nível do mar.

Para alcançar essa área, a Jaguar planejou 20 furos de sondagem, distribuídos em pontos com espaçamento próximo de 50 por 50 metros.

Além disso, a companhia iniciou uma galeria subterrânea de 80 metros, que servirá como plataforma para os equipamentos de perfuração.

O objetivo é reunir informações sobre a distribuição do ouro e orientar futuras decisões de exploração. Entretanto, as sondagens ainda não representam a confirmação de novas reservas minerais.

Sete perfurações já investigavam extensão do depósito Faina

Além da estrutura A/SE2, a Jaguar também pesquisa o corpo mineralizado Faina, outra região importante da mina Turmalina.

Até setembro, a empresa havia concluído sete perfurações, somando 2.024 metros, para investigar a continuidade do depósito em profundidade.

Na ocasião, os geólogos ainda analisavam as amostras. Portanto, a companhia não apresentou novos teores de ouro referentes a esses furos.

Campanhas semelhantes também ocorrem em outros projetos brasileiros. Em reportagem publicada no CPG, Roberta Souza mostrou a identificação de uma nova zona de ouro pela G Mining Ventures no Maranhão.

Assim como em Turmalina, essas pesquisas buscam ampliar o conhecimento geológico antes de possíveis investimentos.

Produção de ouro da Jaguar cresce 30% no terceiro trimestre de 2026

Enquanto desenvolve as pesquisas subterrâneas, a Jaguar também apresentou novos resultados operacionais.

Em atualização divulgada em 15 de outubro de 2026, a companhia informou produção consolidada de 12.981 onças de ouro no terceiro trimestre, crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2025.

Desse total, a mina Pilar produziu 8.549 onças, enquanto Turmalina respondeu por 4.432 onças.

Entretanto, o crescimento consolidado não decorre das 20 perfurações anunciadas em setembro. A alta reflete o desempenho das operações, incluindo a retomada da produção em Turmalina.

A companhia também manteve sua projeção de produzir entre 50 mil e 60 mil onças de ouro em 2026.

Resultados das sondagens vão orientar futuras decisões da mineradora

As perfurações permitem que os geólogos retirem amostras das rochas e investiguem a distribuição dos metais no subsolo.

Depois, os laboratórios analisam o material para determinar os teores de ouro. Com esses dados, a mineradora poderá avaliar a continuidade dos depósitos e atualizar seus modelos geológicos.

Em outro projeto sul-americano, o CPG apresentou resultados de perfurações que identificaram prata, ouro, cobre e outros metais no Peru.

Entretanto, identificar mineralização não significa comprovar uma reserva comercial. A viabilidade também depende de custos, características do minério e condições de extração.

Esse desafio aparece em diferentes segmentos da mineração. Entenda, por exemplo, como os custos operacionais e de transporte influenciaram a paralisação da Cabo Verde Mineração.

No caso de Turmalina, a Jaguar busca ampliar o conhecimento sobre depósitos de ouro próximos às operações existentes. Contudo, a empresa ainda precisa concluir as análises para determinar se as áreas investigadas poderão contribuir para futuras etapas de exploração.

Fontes: Jaguar Mining, comunicado publicado pela Nasdaq em 22 de setembro de 2026; atualização operacional da Jaguar Mining de 15 de outubro de 2026.

Fonte

Nasdaq


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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