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JBS, dos irmãos Batista, investe quase R$ 250 milhões em Itajaí com raio X para contêineres e guindastes de 125 toneladas após retomar terminal que superou 800 mil TEUs nesses dois anos

JBS, dos irmãos Batista, investe quase R$ 250 milhões em Itajaí com raio X para contêineres e guindastes de 125 toneladas após retomar terminal que superou 800 mil TEUs nesses dois anos

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JBS, dos irmãos Batista, investe quase R$ 250 milhões em Itajaí com raio X para contêineres e guindastes de 125 toneladas após retomar terminal que superou 800 mil TEUs nesses dois anos

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 17/10/2026 às 12:30

Atualizado em 17/10/2026 às 13:00

Economia

Grupo

JBS investe quase R$ 250 milhões no Porto de Itajaí, amplia pátio, instala raio X e adiciona guindastes de 125 toneladas após superar 800 mil TEUs.

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JBS Terminais completa dois anos à frente do terminal com expansão do pátio, novos equipamentos e reforço na inspeção de cargas. Desde outubro de 2024, o Porto de Itajaí movimentou mais de 800 mil TEUs sob a gestão da companhia.

A JBS Terminais acumulou quase R$ 250 milhões em investimentos no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, desde que assumiu a operação, em outubro de 2024. Nesse período de dois anos, o terminal superou a marca de 800 mil TEUs movimentados e passou por uma sequência de obras e compras de equipamentos para recuperar e ampliar sua capacidade operacional.

Entre as mudanças estão a instalação de um novo sistema de raio X para inspeção de contêineres, a aquisição de dois guindastes móveis capazes de movimentar até 125 toneladas cada, novos equipamentos de pátio e a ampliação dos acessos destinados aos caminhões.

Em outubro de 2026, a empresa anunciou mais R$ 15,2 milhões para modernizar a inspeção de cargas e elevar a capacidade de processamento de veículos no terminal, segundo informações divulgadas pela JBS Terminais e publicadas pelo ND Mais em 17 de outubro.

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Terminal movimentou quase 500 mil TEUs em nove meses de 2026

Segundo a JBS Terminais, o novo ciclo de investimentos inclui a modernização da inspeção de contêineres e a ampliação da capacidade de processamento de caminhões no Porto de Itajaí

O avanço dos investimentos ocorreu junto de uma recuperação do volume movimentado pelo Porto de Itajaí.

Entre janeiro e setembro de 2026, passaram pelo terminal quase 500 mil TEUs, unidade utilizada no transporte marítimo para representar a capacidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O volume ficou 73% acima do registrado no mesmo período de 2022, antes da paralisação das atividades.

Com as intervenções realizadas desde outubro de 2024, a capacidade operacional do terminal chegou a até 600 mil TEUs por ano.

O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, afirmou que a companhia concentrou os primeiros investimentos na recuperação da capacidade operacional e passou a ampliar a infraestrutura à medida que o movimento de cargas cresceu.

Novo raio X permite inspecionar contêiner sem abrir a carga

Uma das principais mudanças da nova etapa de investimentos está na inspeção.

O terminal passou a operar o Varex VXP6, equipamento de raios X usado para examinar o interior dos contêineres sem a necessidade de abrir fisicamente cada unidade.

Segundo a companhia, o sistema oferece maior qualidade de imagem e precisão durante as inspeções.

Esse tipo de equipamento é importante em terminais alfandegados porque permite analisar cargas de maneira não invasiva, reduzindo a necessidade de abertura de contêineres durante determinadas verificações.

A modernização faz parte do aporte de R$ 15,2 milhões anunciado em outubro.

Número de gates passará de oito para dez

A circulação de caminhões também entrou no plano de expansão.

O terminal vai passar de oito para dez gates, com duas novas linhas de pesagem destinadas a aumentar o fluxo de veículos no acesso às instalações.

Os gates funcionam como pontos de entrada e saída utilizados para controlar e processar caminhões e cargas.

A operação já contava com oito gates reversíveis, que podem mudar de sentido de acordo com a demanda do momento.

A ideia é reduzir gargalos conforme o volume de contêineres aumenta.

Pátio terá área 25% maior

Outro investimento envolve o espaço disponível para movimentação e armazenamento.

A JBS Terminais está ampliando o pátio operacional com a demolição do antigo Armazém 3 e a incorporação da chamada área C.

Quando essa integração estiver concluída, o espaço operacional deverá crescer 25%.

A expectativa apresentada pela empresa é que a mudança acrescente capacidade para aproximadamente 80 mil TEUs por ano.

A ampliação também permite melhor aproveitamento das áreas alfandegadas do porto.

Guindastes de 125 toneladas alcançam até 20 fileiras de contêineres

Desde que assumiu a operação, a companhia também incorporou equipamentos destinados diretamente ao embarque e desembarque de cargas.

Foram adquiridos dois guindastes móveis, cada um com capacidade de movimentar até 125 toneladas.

Os equipamentos alcançam até 20 fileiras de contêineres em uma embarcação.

Esse alcance permite atender navios maiores e operar cargas posicionadas mais longe da borda do cais.

Além dos guindastes, o terminal recebeu 14 reach stackers.

Esses veículos são usados para transportar e empilhar contêineres no pátio. Os modelos incorporados à operação conseguem movimentar cargas de até 45 toneladas e empilhar até cinco unidades.

Estrutura para contêineres refrigerados passou de 1.700 tomadas

A modernização também alcançou as cargas refrigeradas.

O porto passou a contar com mais de 1.700 tomadas destinadas a contêineres do tipo reefer, utilizados para produtos que precisam manter temperatura controlada durante o transporte.

Esse tipo de infraestrutura é particularmente relevante para cargas de alimentos e outros produtos sensíveis à variação térmica.

A expansão acompanha a estratégia de aumentar a capacidade e diversificar o tipo de mercadoria atendida no terminal.

JBS colocou 25 caminhões próprios na operação interna

Mais recentemente, a empresa incorporou 25 caminhões à operação entre o cais e as pilhas de contêineres.

Com isso, essa movimentação passou a ser realizada integralmente por frota própria.

O transporte interno é uma etapa importante da rotina portuária porque conecta o ponto em que o contêiner é retirado ou colocado no navio às áreas de armazenamento.

Quanto mais sincronizadas essas etapas, menor a possibilidade de formação de filas e interrupções entre cais e pátio.

Itajaí opera dez linhas regulares de navegação

Os investimentos físicos foram acompanhados por uma ampliação da conectividade internacional.

Atualmente, o terminal opera dez linhas regulares de navegação, com rotas para Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África.

Em outubro de 2026, o Porto de Itajaí também passou a receber o serviço ZFS/AS2, operado pela ZIM e pela Hapag-Lloyd.

A nova linha amplia as opções de ligação direta com a Ásia.

A partir de janeiro de 2027, está prevista ainda a entrada do serviço SEAS2/ESAS2, com participação de armadores como CMA CGM, COSCO, OOCL, PIL, Evergreen e Yang Ming.

Segundo Russi Junior, a estratégia é usar a base operacional recuperada para atrair novas linhas e aumentar a participação de Itajaí no comércio exterior da Região Sul.

Número de funcionários passou de 77 para 405

A retomada das operações também foi acompanhada por crescimento no quadro de pessoal.

Desde outubro de 2024, o número de colaboradores passou de 77 para 405.

A companhia informa ainda a existência de aproximadamente 600 empregos indiretos relacionados à atividade do terminal.

No mesmo período, a operação teria contribuído para movimentar mais de R$ 360 milhões na economia local de Itajaí, segundo os dados apresentados pela empresa.

Esse valor é diferente dos quase R$ 250 milhões aplicados diretamente no porto: os R$ 360 milhões se referem ao impacto econômico informado para a atividade do terminal no município.

Novo ciclo busca ampliar capacidade sem perder ritmo de operação

O conjunto de investimentos mostra que a JBS Terminais passou de uma fase inicial de retomada para uma etapa de expansão.

Os recursos aplicados desde 2024 serviram para recuperar infraestrutura, adquirir equipamentos e aumentar a capacidade operacional.

Agora, o foco inclui ampliar pátio, modernizar inspeção, acelerar o processamento de caminhões e abrir espaço para mais linhas marítimas.

A meta anunciada não é apenas movimentar mais contêineres, mas preparar o terminal para receber maior volume sem comprometer previsibilidade e eficiência.

Depois de superar 800 mil TEUs em dois anos de gestão, o Porto de Itajaí entra em uma nova etapa com investimentos adicionais, capacidade ampliada e novas conexões internacionais previstas para 2027.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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