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Leapmotor B10 chega por R$ 179.990 com motor a combustão que não movimenta as rodas e autonomia de até 900 km
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 03/10/2026 às 18:49
Atualizado em 03/10/2026 às 18:50
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Leapmotor lança B10 REEV no Brasil por R$ 179.990; SUV tem 218 cv, bateria de 18,8 kWh e autonomia combinada de até 900 km.
A Leapmotor ampliou sua oferta no Brasil com o lançamento do B10 REEV por R$ 179.990. Embora seja apresentado como uma versão híbrida do SUV, o modelo utiliza uma arquitetura diferente dos sistemas em que os motores elétrico e a combustão podem movimentar as rodas: no B10, quem faz a tração é o propulsor elétrico traseiro de 218 cv, enquanto o motor 1.5 aspirado trabalha como gerador de energia.
A tecnologia é conhecida pela sigla REEV, de veículo elétrico de autonomia estendida. Com a bateria totalmente carregada e o tanque abastecido, a fabricante anuncia até 900 km de autonomia. A solução já faz parte da linha brasileira da marca no C10 híbrido, comercializado no país desde novembro de 2025.
Leapmotor B10 usa motor 1.5 para produzir eletricidade
A principal diferença mecânica do novo B10 está na maneira como o combustível é utilizado. O motor 1.5 aspirado não transmite força diretamente para as rodas. Sua função é produzir eletricidade para alimentar o sistema que mantém o veículo em movimento.
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A tração fica sob responsabilidade de uma unidade elétrica instalada no eixo traseiro, com torque de 24,5 kgfm, além dos 218 cv de potência. O conjunto utiliza uma bateria de 18,8 kWh, que também pode ser carregada externamente por tomada.
Sem recorrer ao gerador a combustão, o B10 consegue percorrer até 68 km somente com eletricidade. Essa possibilidade permite utilizar o SUV em trajetos mais curtos sem depender do funcionamento do motor 1.5.
O sistema de recarga oferece duas condições informadas pela fabricante:
- em equipamento rápido de 46 kW, a bateria vai de 30% a 80% em 18 minutos;
- utilizando potência de 6,6 kW, o processo leva 3 horas e 30 minutos.
A autonomia máxima anunciada considera a combinação entre a energia armazenada na bateria e o combustível disponível no tanque.
Interior concentra boa parte dos equipamentos do B10
Por fora, poucas alterações separam a nova configuração do B10 totalmente elétrico. Na cabine, porém, a Leapmotor colocou uma série de recursos de conforto, tecnologia e segurança.
No centro do painel aparece uma tela multimídia de 14,6 polegadas, instalada de forma destacada do console. A proposta interna segue uma configuração com poucos controles físicos, chegando a eliminar botões convencionais destinados à regulagem dos retrovisores laterais.
O acesso ao automóvel pode ser feito por cartão NFC, utilizando tecnologia semelhante àquela encontrada em pagamentos por aproximação. O acabamento macio ao toque aparece de forma predominante no interior.
Entre os demais equipamentos estão teto solar panorâmico, rodas de 18 polegadas e sete airbags. Uma câmera direcionada ao condutor acompanha seu nível de atenção durante a condução.
O B10 também dispõe de sistema semiautônomo de nível 2. O recurso pode manter o veículo centralizado dentro da faixa e preservar uma distância de segurança em relação ao automóvel que segue à frente.
Versão REEV muda principalmente detalhes da cabine
A configuração recém-lançada permanece visualmente próxima do B10 elétrico, mas recebeu mudanças específicas. Os bancos dianteiros passaram a contar com resfriamento, enquanto os comandos elétricos oferecem mais possibilidades de ajuste. No banco traseiro, foi acrescentado um apoio de braço.
O sistema de áudio também cresceu: são 12 alto-falantes, contra seis presentes na configuração elétrica. A iluminação interna pode ser personalizada, e o porta-malas ganhou possibilidade de abertura pela própria central multimídia.
Outra mudança está no rebatimento elétrico dos retrovisores. Na traseira, as lanternas receberam novo desenho e agora aparecem conectadas de uma lateral à outra.
Assim, a diferença entre as duas versões não está apenas no conjunto responsável pela autonomia. A Leapmotor também aproveitou a configuração REEV para modificar elementos de comodidade e acabamento.
Leapmotor tenta ampliar espaço entre os híbridos vendidos no Brasil
A chegada do B10 ocorre enquanto os modelos que permitem recarga externa ganham espaço entre os eletrificados comercializados no país.
Entre janeiro e agosto de 2026, os híbridos plug-in responderam por 64% das vendas consideradas nesse recorte, enquanto os híbridos plenos ficaram com 37%, conforme os dados apresentados.
Para a Leapmotor, o lançamento também acrescenta uma alternativa abaixo do C10 dentro de uma disputa que envolve diferentes fabricantes chinesas e modelos já presentes no mercado nacional.
Nos primeiros nove meses de 2026, o C10 registrou 3.620 unidades, segundo números da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). No mesmo período, o BYD Song acumulou 45.096 unidades considerando todas as versões, volume significativamente superior ao do modelo da Leapmotor.
Outros veículos também aparecem nesse mercado. O GWM Tank 300 registrou 3.471 unidades, enquanto o Toyota Corolla chegou a 9.156. O Yaris Cross alcançou 9.589, e o Corolla Cross, 10.596.
Em volumes maiores aparecem o BYD King, com 11.243 unidades, o Jaecoo 7, com 11.772, e o Omoda 5, com 15.080. O GWM Haval H6 somou 32.248 unidades considerando todas as versões.
O B10 passa a dividir com o C10 a tecnologia de autonomia estendida dentro da linha da Leapmotor no Brasil. A diferença central para um híbrido convencional está justamente no papel exercido pelo motor a combustão, que atua na geração de eletricidade em vez de impulsionar diretamente o veículo.
Com preço de R$ 179.990, o lançamento combina uma autonomia total anunciada de até 900 km com a possibilidade de percorrer 68 km utilizando somente a bateria.
Fonte
G1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

