A governadora reeleita do Acre, Mailza Assis (Progressistas), afirmou que manterá uma relação institucional com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de ter apoiado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A declaração foi feita no domingo, 25, no Palácio Rio Branco, durante entrevista coletiva após a confirmação de sua vitória no segundo turno da eleição estadual.
Mailza destacou que o resultado das urnas deve ser respeitado e que a relação com o governo federal precisa priorizar os interesses do Acre, independentemente das divergências políticas. Segundo ela, o Estado não pode ficar condicionado às disputas entre grupos partidários.
“Olha, o presidente da República é a representação maior do nosso país e precisa ser respeitado. A sua legitimidade de governança precisa ser respeitada”, afirmou.
A governadora eleita ressaltou que seu posicionamento político sempre esteve alinhado ao bolsonarismo. Ela lembrou o apoio ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, período em que exercia o mandato de senadora, e reafirmou que esteve ao lado de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
“Votei no meu candidato, Flávio Bolsonaro, desde sempre, desde a campanha de quando fui senadora, apoiei o governo do Jair Bolsonaro, apoiei agora Flávio Bolsonaro, mas reconheço a autoridade de um presidente, reconheço uma eleição ganha por votos”, declarou.
Apesar da posição política, Mailza afirmou que pretende buscar parcerias com o governo federal do presidente Lula (PT) para garantir recursos e ações que atendam às necessidades da população acreana. Para ela, o encerramento da disputa eleitoral exige uma mudança de postura dos agentes públicos, com foco na gestão e nos resultados.
“E a minha relação vai ser institucional e ser também buscando parcerias, claro, porque o meu Estado precisa. E nós não podemos ficar à mercê de um grupo, de um partido, de uma briga de dois lados. Nós precisamos buscar apoio e defender a nossa população”, disse.
Mailza também defendeu que as divergências políticas sejam deixadas em segundo plano após a votação. Segundo ela, durante a campanha, é natural que candidatos e apoiadores defendam seus projetos, partidos e grupos políticos, mas a responsabilidade de governar exige outra postura.
“Então, passando as eleições, esse foi o momento de defender projeto, de defender seu presidente, de defender seu partido, de escolher o grupo que você queria. Passando isso, é uma governança de qualidade, é uma governança que traga um resultado e qualidade para essa política, que precisa atuar mais fortemente cuidando da nossa população”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

