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Maior fábrica de celulose do mundo chega a 81% das obras no Brasil, mobiliza mais de 14 mil empregos e prepara produção de 3,5 milhões de toneladas por ano

Maior fábrica de celulose do mundo chega a 81% das obras no Brasil, mobiliza mais de 14 mil empregos e prepara produção de 3,5 milhões de toneladas por ano

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Maior fábrica de celulose do mundo chega a 81% das obras no Brasil, mobiliza mais de 14 mil empregos e prepara produção de 3,5 milhões de toneladas por ano

Escrito por Carla Teles

Publicado em 07/10/2026 às 12:31

Atualizado em 07/10/2026 às 12:35

Construção

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Fábrica de celulose da Arauco avança no Projeto Sucuriú, com produção de 3,5 milhões de toneladas e ferrovia prevista antes da operação. Imagem:  Arauco/Divulgação.

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Fábrica de celulose da Arauco avança em Mato Grosso do Sul com investimento de US$ 4,6 bilhões e operação prevista para o fim de 2027.

A maior fábrica de celulose do mundo em capacidade projetada chegou a cerca de 81% de conclusão em Inocência, Mato Grosso do Sul. Desenvolvido pela Arauco, o Projeto Sucuriú recebe investimento de US$ 4,6 bilhões, mobiliza mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante as obras e terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano.

As informações foram publicadas pelo ND Mais em 7 de outubro de 2026. A previsão da companhia é iniciar as operações entre outubro e dezembro de 2027, enquanto a construção está cerca de 6% adiantada em relação ao cronograma originalmente estabelecido. Depois da partida, a unidade deverá passar por uma fase de adaptação até atingir capacidade plena ao longo de 2028.

Fábrica de celulose chega a 81% das obras e mantém início das operações para 2027

Imagem:  Arauco/Divulgação.

O avanço da construção criou uma margem adicional para o cronograma do Projeto Sucuriú. Segundo Theófilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, as obras estão aproximadamente 6% à frente do planejamento, resultado que ajuda a preservar a meta de iniciar as atividades no quarto trimestre de 2027.

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A fábrica de celulose ocupa uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência e às margens do Rio Sucuriú. A terraplanagem começou em 2024 e abriu espaço para a instalação das grandes estruturas industriais, vias internas e sistemas necessários ao funcionamento da unidade.

O empreendimento também representa a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. Quando estiver plenamente operacional, a unidade terá capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta, volume que sustenta a classificação apresentada pela companhia como a maior fábrica do gênero no mundo.

Projeto Sucuriú mobiliza mais de 14 mil empregos durante a fase de construção

A dimensão industrial também aparece no mercado de trabalho. De acordo com a Arauco, mais de 14 mil oportunidades de emprego são previstas durante a execução das obras, período que exige mão de obra em diferentes especialidades ligadas à construção, montagem, serviços e suporte ao canteiro.

Depois do início das operações, o perfil das contratações deverá mudar. A expectativa é manter cerca de 6 mil pessoas empregadas nas áreas industrial, florestal e de logística, atividades necessárias para abastecer a planta, operar os equipamentos e transportar a produção aos destinos definidos pela empresa.

A companhia afirma que combina contratação de profissionais experientes com iniciativas de capacitação para preparar trabalhadores para a nova fábrica de celulose. A estratégia busca formar equipes antes do início efetivo da operação, reduzindo a necessidade de treinamento concentrado apenas na etapa final do projeto.

Produção anual de 3,5 milhões de toneladas exigirá estrutura logística própria

Uma unidade com capacidade para produzir milhões de toneladas por ano depende de uma estrutura capaz de retirar esse volume do complexo industrial de forma contínua. Por isso, o Projeto Sucuriú inclui a construção de um ramal ferroviário destinado ao transporte da celulose produzida em Inocência.

A previsão é que essa ferrovia esteja concluída e em operação no primeiro semestre de 2027, antes mesmo da partida da fábrica. Segundo Militão, o ramal deverá ser a primeira shortline, denominação usada para ferrovias de curta extensão, construída no Brasil dentro do novo marco regulatório ferroviário.

A combinação entre ferrovia e fornecimento florestal próprio é tratada pela Arauco como parte da estrutura necessária para buscar custos competitivos. O trem deverá assumir parte relevante do escoamento da produção, enquanto a cadeia florestal terá a responsabilidade de manter o abastecimento de madeira exigido pela planta industrial.

Madeira necessária para os primeiros anos de operação já está garantida

Imagem:  Arauco/Divulgação.

Além das obras civis e industriais, a empresa prepara a base florestal necessária para manter a fábrica de celulose em funcionamento. Segundo a Arauco, a madeira destinada aos primeiros anos de produção já está garantida, enquanto o trabalho continua para consolidar toda a estrutura de abastecimento prevista para os anos seguintes.

A expectativa é completar essa base ao longo de 2027. O planejamento precisa considerar não apenas o volume de madeira necessário para a partida da fábrica, mas a continuidade do fornecimento durante uma operação projetada para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose anualmente.

Apesar da presença de outras grandes empresas do setor na região, a companhia afirma não considerar a disputa por madeira uma preocupação imediata. Segundo Militão, os grandes produtores mantêm bases florestais próprias, enquanto o Brasil possui cerca de 11 milhões de hectares de árvores cultivadas, condição citada pelo executivo como parte do potencial de crescimento do setor.

Área de 3.500 hectares inclui monitoramento de fauna e flora

A implantação do Projeto Sucuriú ocorre em uma área de grandes dimensões e inclui ações de acompanhamento ambiental. Segundo a Arauco, o planejamento contempla monitoramento da biodiversidade local, identificação de espécies nativas de fauna e flora e mapeamento de áreas consideradas prioritárias para conservação.

Esse trabalho acompanha a construção da fábrica de celulose e a formação da base florestal que atenderá a operação. A companhia precisa administrar simultaneamente as frentes industriais, logísticas, florestais e ambientais enquanto mantém o cronograma previsto para o início da produção.

Militão também relaciona a expansão da produção florestal a outras atividades associadas à bioeconomia. O conceito envolve o aproveitamento de recursos biológicos como matéria-prima para diferentes produtos e processos, embora o foco imediato do Projeto Sucuriú continue sendo a produção industrial de celulose de fibra curta.

Ferrovia deve ficar pronta antes da fábrica entrar em operação

Imagem:  Arauco/Divulgação.

O cronograma estabelece que a infraestrutura ferroviária esteja disponível antes da inauguração da unidade industrial. A expectativa de concluir o ramal no primeiro semestre de 2027 cria uma janela de alguns meses para testes e preparação logística antes da partida prevista entre outubro e dezembro.

A antecipação dessa etapa reduz o risco de inaugurar a planta sem uma das estruturas previstas para o escoamento de sua produção. Em um empreendimento com capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas, a logística precisa acompanhar desde o início o ritmo industrial, especialmente depois da fase de adaptação operacional.

A fábrica deverá aumentar gradualmente seu desempenho depois da entrada em operação. O planejamento informado pela companhia prevê que a capacidade plena seja alcançada ao longo de 2028, período em que equipamentos, equipes e fluxos logísticos deverão ser ajustados à rotina definitiva de produção.

Projeto entra na reta final com entrega prevista para o fim de 2027

Com cerca de 81% das obras concluídas, o Projeto Sucuriú entra em uma fase decisiva para cumprir o calendário definido pela Arauco. Ainda permanecem etapas de construção, montagem, integração da ferrovia e preparação da mão de obra antes que a unidade possa iniciar sua operação comercial.

A fábrica de celulose reúne investimento de US$ 4,6 bilhões, área de 3.500 hectares, mais de 14 mil empregos durante as obras e capacidade prevista de 3,5 milhões de toneladas anuais. Após a inauguração, aproximadamente 6 mil postos são esperados nas atividades industrial, florestal e logística. A próxima referência concreta será o primeiro semestre de 2027, quando o ramal ferroviário deverá entrar em operação, seguido pelo início da produção entre outubro e dezembro.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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