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Mais de 160 trabalhadores offshore aprovam greve em sete ativos da Apache no Mar do Norte; sindicato alerta para risco aos dutos e empresa planeja manter operações
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 06/10/2026 às 13:17
Atualizado em 06/10/2026 às 13:20
Setor Offshore
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Trabalhadores da Apache aprovam greve salarial em sete ativos no Mar do Norte. Unite alerta para risco ao sistema Forties, enquanto a empresa apresenta plano para manter o escoamento de outras operadoras.
Mais de 160 trabalhadores offshore da Apache aprovaram uma greve por salários que poderá atingir sete ativos no Mar do Norte ainda em outubro. O movimento envolve os campos Forties e Beryl e colocou sindicato e empresa em lados opostos também sobre a possibilidade de interrupções em uma das principais redes de transporte de petróleo do Reino Unido.
O Unite afirma que uma paralisação na plataforma Forties Charlie poderia comprometer o funcionamento do sistema de dutos Forties. A Apache contesta essa previsão: diz que manterá pessoal experiente na unidade e que seus planos permitem a continuidade da produção de outras operadoras conectadas à rede.
Técnicos de produção, manutenção e comunicação votam pela greve
A decisão foi divulgada em 5 de outubro de 2026, depois da rejeição de uma proposta salarial. Segundo o relato publicado pelo Offshore Engineer, a mobilização reúne técnicos de elétrica, instrumentação, mecânica, produção e telecomunicações, além de operadores de rádio.
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O sindicato sustenta que a oferta inclui situações de congelamento salarial e reajustes inferiores à inflação. Também acusa a empresa de estabelecer prazos para um acordo sobre pagamentos retroativos e de sinalizar que esses valores poderiam ser retidos. A discussão alcança, portanto, tanto a remuneração futura quanto quantias referentes a períodos anteriores.
Em resposta publicada pelo jornal The Guardian, a Apache afirmou ter oferecido reajuste de 4%. A companhia considera a proposta justa e diz que ela acompanha o aumento concedido anteriormente aos empregados não sindicalizados. O Unite informou que as paralisações poderão começar em outubro.
Forties Charlie concentra o confronto sobre o risco aos dutos
O alerta do Unite tem um endereço específico: a plataforma Charlie, integrante do campo Forties. Para a entidade, uma interrupção ali poderia reduzir a pressão do sistema e atingir o escoamento de petróleo de outras empresas.
A Apache apresentou uma resposta operacional detalhada, reproduzida pela Câmara de Comércio de Aberdeen e Grampian. O plano prevê manter profissionais experientes em Forties Charlie para operar a instalação e apoiar o fluxo de terceiros, mesmo em uma hipótese de suspensão da produção nas cinco plataformas Forties operadas pela companhia.
A empresa afirma que uma eventual redução de pressão seria comparável à observada durante uma parada rotineira de manutenção. Acrescenta que o dimensionamento das equipes e das atividades continuará sob avaliação, com prioridade para a segurança das pessoas e das instalações.
Rede recebe petróleo de mais de 80 campos no Mar do Norte
De acordo com a INEOS, proprietária do Forties Pipeline System, petróleo e líquidos de gás provenientes de mais de 80 campos offshore e de St Fergus entram na rede. Sua área de atendimento abrange a porção central do Mar do Norte, no Reino Unido e na Noruega.
A capacidade nominal informada pela operadora supera 600 mil barris por dia. Os líquidos recebidos seguem para processamento em Kinneil; depois, o petróleo Forties Blend é entregue em Hound Point, enquanto gás e produtos fracionados são encaminhados por Grangemouth.
Mais de £500 milhões foram investidos para prolongar a operação
Inaugurado em 3 de novembro de 1975, o sistema completou 50 anos em 2025. Na ocasião, a INEOS informou que a rede já havia transportado mais de 9,6 bilhões de barris de petróleo e líquidos de gás ao longo de sua história.
Desde a aquisição, em 2017, a companhia declarou ter investido mais de £500 milhões em modernização e extensão da vida útil, com planos que alcançam a década de 2040. A rede permanece conectando campos produtores, unidades de processamento e pontos de entrega.
Enquanto o sindicato mantém a ameaça de greve, a Apache afirma respeitar o resultado da votação e preferir uma solução negociada. O desdobramento imediato depende das conversas salariais e da eventual definição do calendário de paralisações.
Como conciliar a valorização dos profissionais embarcados com a continuidade das operações offshore? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

