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Mais de 20 mil pessoas apoiam reajuste anual dos soldos dos militares: proposta no Senado pede correção pela inflação e proteção a recrutas, mas não assegura aumento no contracheque das Forças Armadas

Mais de 20 mil pessoas apoiam reajuste anual dos soldos dos militares: proposta no Senado pede correção pela inflação e proteção a recrutas, mas não assegura aumento no contracheque das Forças Armadas

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Mais de 20 mil pessoas apoiam reajuste anual dos soldos dos militares: proposta no Senado pede correção pela inflação e proteção a recrutas, mas não assegura aumento no contracheque das Forças Armadas

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 02/10/2026 às 09:42

Atualizado em 02/10/2026 às 09:54

Economia

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Imagem ilustrativa representa a discussão sobre o poder de compra dos militares, tema da proposta que pede correção periódica dos soldos no Senado.

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Com mais de 20 mil apoios, proposta no Senado pede reajuste anual dos soldos pela inflação e atenção especial a recrutas e soldados; sugestão ainda não garante aumento aos militares

O valor do soldo e o que ele consegue pagar estão no centro de uma proposta que reuniu 20.331 apoios no portal e-Cidadania. A iniciativa chegou ao Senado com um pedido: criar uma regra de atualização periódica para os militares das Forças Armadas e recompor perdas atribuídas à inflação.

A reivindicação passou a tramitar como Sugestão Legislativa 29/2026. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) recebeu o texto em 7 de agosto. Em 18 de agosto, o senador Styvenson Valentim assumiu a relatoria.

Apesar desse avanço, nenhum novo reajuste foi aprovado pela sugestão. Na consulta ao Senado em 1º de outubro, a matéria permanecia com o relator, sem parecer aprovado pela comissão. Para os militares que acompanham o pedido, isso significa que ainda não há mudança no pagamento decorrente dessa iniciativa.

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Militares em formação; proposta apresentada no Senado pede atualização periódica dos soldos e recomposição de perdas inflacionárias. Foto de arquivo: Bruno Batista/VPR.

O pedido é preservar o que o soldo consegue comprar

A proposta parte da alegação de que os reajustes anteriores não compensaram integralmente a inflação acumulada. Por isso, pede uma correção complementar, além de um mecanismo legal para atualizar o soldo periodicamente.

O texto também solicita que os índices de aumento concedidos aos servidores públicos civis federais sejam aplicados aos militares simultaneamente e de forma equânime.

Há ainda um pedido voltado às praças, especialmente recrutas e soldados: assegurar que o soldo mantenha uma margem real acima do salário mínimo nacional. Com isso, a iniciativa dá atenção específica a quem ocupa as graduações iniciais.

A página da ideia, porém, não apresenta uma memória de cálculo das perdas mencionadas. Assim, a justificativa sustenta a necessidade de recomposição, mas não permite estabelecer um percentual de defasagem ou calcular quanto cada militar receberia.

Os soldos tiveram aumento, mas a cobrança continua

Os militares receberam correções recentes. A Lei nº 15.167, de 17 de julho de 2025, estabeleceu novas tabelas, com efeitos financeiros em abril daquele ano e em janeiro de 2026.

Para marinheiro-recruta e soldado-recruta, por exemplo, o soldo passou de R$ 1.078 para R$ 1.127 na primeira etapa. Em janeiro, chegou a R$ 1.177.

No caso do terceiro-sargento, o valor saiu de R$ 3.825, passou por R$ 3.997 e alcançou R$ 4.177. Já o soldo de general de Exército, almirante de esquadra e tenente-brigadeiro passou de R$ 13.471 para R$ 14.711 ao longo das duas etapas.

Esses valores são os soldos previstos na tabela legal. Eles não correspondem, necessariamente, ao total líquido que aparece no contracheque de cada militar.

A cobrança por uma regra anual vem, portanto, depois desses aumentos. Enquanto a lei fixou valores para datas determinadas, a sugestão busca tornar a atualização periódica parte da política remuneratória.

Mais de 20 mil apoios abriram a porta do Senado

O caminho até a comissão começou com a participação dos cidadãos. No e-Cidadania, uma ideia precisa alcançar pelo menos 20 mil apoios em até quatro meses para seguir à CDH.

Congresso Nacional, em Brasília, em foto de arquivo; a mobilização no e-Cidadania levou o pedido de reajuste à análise do Senado. Foto: Leonardo Sá/Agência Senado.

Ao atingir esse número, ela se transforma em sugestão legislativa. A partir daí, os senadores analisam seu conteúdo, debatem o pedido e emitem um parecer.

Essa etapa permite que uma reivindicação apresentada pela população entre formalmente na discussão legislativa. O número de apoios, contudo, não funciona como uma aprovação antecipada do conteúdo.

No caso de uma demanda salarial, a diferença tem efeito direto sobre a expectativa dos interessados: o encaminhamento para análise não altera, por si só, os valores pagos.

O que falta para a proposta avançar

Conforme a tramitação oficial da SUG 29/2026 no Senado, a etapa registrada é a elaboração do relatório por Styvenson Valentim. A escolha do parlamentar para essa função não indica se ele apoiará integralmente o pedido ou defenderá outro encaminhamento.

Styvenson Valentim, relator da SUG 29/2026, em registro de uma sessão do Senado em maio de 2025. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.

A documentação também inclui um testemunho da autora da ideia, recebido em 18 de agosto. Essa manifestação passou a integrar o material disponível para análise.

Por enquanto, a SUG 29/2026 continua na CDH. O andamento consultado não registra aprovação de correção automática, definição de percentual ou autorização de pagamento decorrente da proposta.

Na sua opinião, como deveria funcionar uma política de reajuste dos soldos que preserve o poder de compra e considere as menores remunerações das Forças Armadas?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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