Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Malha Nordeste devolve cerca de 3 mil km de trilhos à União, mas Transnordestina só paga R$ 1,785 bilhão se o contrato for prorrogado

Malha Nordeste devolve cerca de 3 mil km de trilhos à União, mas Transnordestina só paga R$ 1,785 bilhão se o contrato for prorrogado

Faça um comentário

3 min de leitura

Malha Nordeste devolve cerca de 3 mil km de trilhos à União, mas Transnordestina só paga R$ 1,785 bilhão se o contrato for prorrogado

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 22/10/2026 às 19:57

Atualizado em 22/10/2026 às 19:58

Logística e Transporte

Grupo

Painel de referência do TCU sobre a devolução de trechos da Malha Nordeste, em 8 de outubro de 2025. Foto: Antonio Leal (TCU)

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

O acordo autorizado pelo TCU devolve cerca de 3 mil quilômetros de trilhos sem operação à União. O pagamento da indenização só acontece se a concessão da Malha Nordeste for prorrogada.

O plenário do TCU aprovou nesta quarta-feira (21) um acordo de devolução à União de cerca de 3 mil quilômetros de trilhos sem operação da Malha Nordeste, segundo a Migalhas. A conta é de R$ 1,785 bilhão.

Quem deve é a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), concessionária da malha. Mas esse valor só será pago se o contrato da concessão for prorrogado.

Como a Malha Nordeste chegou a esse ponto?

A Malha Nordeste foi concedida em 1997. Em 2016, a ANTT constatou que só 28,5% da extensão operava, segundo o Movimento Econômico e o Portal NE9.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O relator do processo foi o ministro Walton Alencar Rodrigues. No voto, ele avaliou que a devolução negociada pode ser mais vantajosa que a caducidade (a extinção do contrato por descumprimento da concessionária). Nesse caminho, a indenização pelos trechos indenizáveis chegaria a cerca de R$ 3,1 bilhões, segundo o Movimento Econômico e o Portal NE9. O acordo fica cerca de R$ 1,3 bilhão abaixo desse cenário.

Quem paga os R$ 1,785 bilhão, e quando?

Quem deve é a FTL, concessionária da Malha Nordeste, e o dinheiro vai para a União. A conta da devolução reúne a infraestrutura ferroviária, as edificações e uma compensação ao DNIT, segundo o Portal NE9 e o Movimento Econômico.

O TCU também determinou que essa indenização não pague manutenção que já era obrigação da concessionária (Migalhas e Portal NE9).

Os trilhos devolvidos voltam a rodar?

Se você mora perto de um desses trilhos parados, não há garantia de que eles voltem a rodar. Devolver o trecho não significa que ele volte a operar ou vire transporte de passageiros (Portal NE9).

O Ministério dos Transportes tem até 36 meses para indicar quais trechos serão desmontados. O prazo conta a partir da assinatura dos termos de devolução (Movimento Econômico e Portal NE9).

Os projetos de VLT já estão aprovados?

Em Campina Grande (PB) e Arapiraca (AL), o acordo abre caminho para projetos de VLT. A aprovação, porém, não valida esses projetos de antemão (Migalhas). Em maio, o TCU sugeriu que o dinheiro só seja aplicado depois de estudos técnicos e de convênios com os municípios (Movimento Econômico). Para os conflitos urbanos da ferrovia que continua em operação, o pacote separa R$ 136,28 milhões (Migalhas e Movimento Econômico).

Qual trecho continua com a FTL?

O que já está decidido: a devolução foi autorizada, e a indenização depende de prorrogação. O que ainda não está decidido na Malha Nordeste: o destino de cada trilho, que o ministério tem até 36 meses para indicar.

Tags

Malha Nordeste, Transnordestina, TCU, ferrovias, devolução de trechos, indenização


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

Sair da versão mobile