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Marinha prevê ativar em 3 de novembro o IFC Atlântico Sul, que acompanha 40,3 milhões de km², quase sete vezes a Amazônia Azul, mas não é base nem radar
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 23/10/2026 às 11:35
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O IFC Atlântico Sul junta dados de órgãos brasileiros, marinhas regionais e um acordo com a União Europeia. A área de interesse tem 40,3 milhões de km²; a Amazônia Azul tem 5,7 milhões.
A ativação do IFC Atlântico Sul está prevista para 3 de novembro, segundo o Defesa em Foco, em matéria de 20 de outubro. A reportagem cita comunicados do Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz). A sigla vem de Information Fusion Center, um centro de fusão de informações marítimas. O próprio texto diz que o centro ainda não está comprovadamente operacional.
O que é o IFC Atlântico Sul e o que ele não é?
O IFC Atlântico Sul ficará instalado no COMPAAz, no Rio de Janeiro. Ele vai reunir informações que hoje estão em sistemas e instituições separados. Assim, forma um quadro único da atividade no mar, segundo a Sociedade Militar, de setembro. O centro não é uma base naval nem um radar capaz de ver milhões de quilômetros quadrados sozinho.
A conta: 40,3 milhões de km² contra 5,7 milhões
A área de interesse tem 40,3 milhões de km² do Atlântico Sul. Dentro dela cabem os 5,7 milhões de km² da Amazônia Azul. A conta dá cerca de sete vezes. O Naval Porto Estaleiro lembra que a área não amplia as águas sob jurisdição brasileira. Ela define o que o IFC Atlântico Sul acompanha, e não o que o Brasil passa a controlar.
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Quem participa e qual acordo a Marinha assinou
Na lista de órgãos brasileiros da Sociedade Militar estão a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ibama, o ICMBio, o Censipam, a ANP e a Antaq. A lista traz também autoridades portuárias. A rede deve integrar Marinhas e Guardas Costeiras da região.
A ZOPACAS reúne 24 países da América do Sul e da África. O Brasil ocupa a presidência do grupo por três anos, segundo a Sociedade Militar.
Em 1º de outubro de 2026, a Marinha do Brasil assinou um memorando com o EUCRIMARIO, iniciativa da União Europeia. O objetivo é trocar informações marítimas. O Defesa em Foco, de 13 de outubro, traz o caso e cita comunicado do COMPAAz.
A previsão para o IFC Atlântico Sul foi apresentada no segundo Simpósio para Procuradores sobre Crimes Marítimos, em Lisboa. O simpósio ocorreu nos dias 7 e 8 de outubro, com representantes de 17 países. O Atlantic Centre organizou o evento, com sede na Polícia Judiciária portuguesa, segundo o Defesa em Foco de 20 de outubro.
O que muda para quem navega e para plataformas de petróleo?
O Defesa em Foco cita narcotráfico e contrabando, além de “outras formas de criminalidade transnacional”. A Sociedade Militar fala em monitorar embarcações suspeitas e cargas sensíveis que cruzam o Atlântico Sul.
Para quem navega, o anúncio não traz regra nova. O que muda é o cruzamento: embarcações e cargas passam a ser vistas num quadro único, com dados que hoje ficam em órgãos diferentes.
Para plataformas de petróleo, o vínculo direto é a ANP, agência que regula o setor. Ela aparece na lista de órgãos brasileiros, ao lado da Antaq, que cuida dos portos. Nenhuma obrigação para operadoras aparece no anúncio.
A Marinha abriu em 19 de agosto uma contratação de materiais de identidade visual com os nomes IFC Atlântico Sul e COMPAAz, segundo a Sociedade Militar.
A data prevista de 3 de novembro é o próximo teste para o COMPAAz e para o IFC Atlântico Sul, que acompanha uma área que inclui a Amazônia Azul.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

