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Mercedes cria SUV elétrico de mais de 1.100 cv que imita o ronco de um V8 e acelera como superesportivo: veja por que o novo AMG GT promete 454 km com só dez minutos de recarga
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 19/10/2026 às 13:24
Atualizado em 19/10/2026 às 13:25
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O novo Mercedes-AMG GT SUV é elétrico, mas simula som de V8 e chega a 1.169 hp na versão mais forte. A marca anuncia 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e até 454 km extras de autonomia em dez minutos de recarga.
Imagine um SUV de tamanho familiar, com espaço para bagagens e três motores elétricos capazes de entregar mais potência do que muitos superesportivos. Agora acrescente uma ideia que parece contraditória: esse carro não tem motor V8 a combustão, mas pode reproduzir o ronco de um. A Mercedes-AMG apresentou seu GT SUV totalmente elétrico em 17 de outubro de 2026, e os números anunciados colocam o modelo numa categoria pouco comum até entre os carros de luxo.
O topo da linha entrega 860 kW, equivalentes aos 1.169 hp informados oficialmente pela fabricante, e acelera de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos na medição sem desconto de saída. A Mercedes divulga ainda 2,5 segundos quando utiliza o método com um pé de deslocamento inicial, o chamado rollout. A diferença entre os dois tempos explica parte das manchetes que circularam após a apresentação.
A marca que preparava SUVs alheios agora fez um do zero
Em seus 59 anos, a AMG ficou conhecida por transformar modelos Mercedes-Benz em carros de alto desempenho. O novo GT SUV rompe com esse histórico: foi desenvolvido internamente desde o começo como um utilitário esportivo da divisão, sobre a plataforma elétrica AMG.EA, compartilhada com o GT 4-Door Coupé.
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Há versões diferentes. A de entrada, GT 53, usa dois motores elétricos síncronos e chega a 400 kW. As GT 55 e GT 63 adotam três motores de fluxo axial, tecnologia que entrega muita potência com conjuntos compactos. O GT 63 é a configuração de desempenho máximo.
Com 5,08 metros de comprimento e 3,04 metros de entre-eixos, o modelo mantém dimensões de um SUV grande. Na pista, a aceleração divulgada se aproxima da de carros esportivos de dois lugares; por fora, continua sendo um veículo alto, com portas traseiras e espaço de bagagem.
Três motores empurram um SUV de 2,7 toneladas como um esportivo
Nas versões de fluxo axial, dois motores ficam no eixo traseiro e o terceiro atua na dianteira quando é necessária potência extra. O sistema pode desacoplar o motor frontal em algumas situações para reduzir perdas quando o carro está em velocidade constante.
O GT 63 tem torque máximo de 2.000 Nm e velocidade de até 270 km/h com pacote opcional. Na configuração com bateria maior, a massa declarada chega a aproximadamente 2.695 kg. É muita carroceria para movimentar, o que dá uma dimensão concreta da potência instalada.
A suspensão ativa AMG Active Ride Control+ controla movimentos de inclinação e rolagem. A fabricante afirma que o sistema compensa os movimentos da carroceria nas curvas e freadas, mesmo com o peso elevado do conjunto. A fabricante ainda cita direção nas rodas traseiras e recursos aerodinâmicos ativos.
Dez minutos na tomada prometem até 454 km de alcance adicional
A Mercedes diz que a bateria maior, de 128 kWh, aceita carregamento em corrente contínua de até 710 kW. Em condições ideais, dez minutos bastariam para adicionar 454 km de autonomia calculada pelo ciclo europeu WLTP, segundo a ficha técnica oficial. Uma recarga de 10% a 80% levaria cerca de 12 minutos com infraestrutura apropriada.
Essa promessa depende de um carregador capaz de fornecer potência altíssima, da temperatura da bateria e de outras condições de operação. O número de quilômetros é uma referência de homologação europeia e não indica que qualquer carregador de shopping brasileiro reproduzirá o resultado.
A bateria alternativa de 106 kWh aceita até 600 kW. A arquitetura trabalha com 800 volts e usa resfriamento direto das células, solução desenvolvida para suportar acelerações fortes e sucessivas sem redução precoce do rendimento.
O ronco do V8 virou efeito eletrônico, mas a proposta é provocar emoção
O interior incorpora um modo que reproduz eletronicamente sons inspirados nos motores V8 e seis-cilindros da marca, acompanhado de trocas de marcha simuladas e vibrações no banco. O motorista pode ter a sensação sonora de dirigir um AMG tradicional enquanto a propulsão continua inteiramente elétrica.
A ideia divide opiniões. Para alguns, a experiência é parte do caráter de um esportivo; para outros, um elétrico potente deveria ter sua própria identidade sonora. O sistema permite alternar entre uma condução silenciosa e uma experiência sonora inspirada nos AMGs tradicionais.
A autonomia máxima anunciada chega a 700 km no ciclo WLTP, dependendo da versão e da bateria. Até o momento consultado, a Mercedes não divulgou uma tabela de preços ou uma data de chegada ao Brasil que permita tratar o GT SUV como produto disponível nas concessionárias nacionais.
O próximo capítulo será descobrir como o carro se comporta fora das demonstrações de lançamento, especialmente no uso contínuo e nas recargas. Você prefere um esportivo elétrico silencioso ou acha que um AMG precisa fazer barulho? Conte nos comentários se essa combinação de potência e som artificial faz sentido.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

