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Meta anuncia cabo submarino de 7 mil km para ligar EUA à França e transportar mil terabits de dados por segundo

Meta anuncia cabo submarino de 7 mil km para ligar EUA à França e transportar mil terabits de dados por segundo

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Meta anuncia cabo submarino de 7 mil km para ligar EUA à França e transportar mil terabits de dados por segundo

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 19/10/2026 às 13:27

Atualizado em 19/10/2026 às 13:42

Ciência e Tecnologia

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Meta prepara cabo submarino entre França e Estados Unidos com capacidade de mil terabits por segundo, com nova tecnologia de dois núcleos por fibra e previsão de entrada em operação para o ano de 2029.

A Meta anunciou o cabo submarino Petal, projetado para transportar 1 petabit por segundo entre França e Estados Unidos. O sistema usará fibras com dois núcleos e tem entrada em operação prevista para 2029.

Segundo a Interesting Engineering, o projeto terá aproximadamente 7 mil quilômetros de extensão. A proposta é aumentar o volume de dados transportados pelo Atlântico sem exigir crescimento proporcional no consumo de energia ou na infraestrutura física.

O anúncio original da Meta foi publicado em 21 de setembro de 2026. A reportagem sobre o empreendimento saiu em 19 de outubro. A empresa apresenta o sistema como o primeiro cabo transoceânico com capacidade na escala de petabits.

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Dois caminhos para a luz

Um petabit por segundo equivale a mil terabits por segundo. Para alcançar essa capacidade total, o Petal terá 24 pares de fibras, cada uma com dois núcleos independentes que conduzem sinais luminosos.

Essa configuração corresponde, em capacidade, a um sistema convencional com 48 pares. A mudança acontece dentro do fio de vidro, mantendo as dimensões externas da fibra, com largura de 125 micrômetros, segundo a documentação técnica da Meta.

A fabricação utiliza sílica sintética ultrapura para reduzir perdas de sinal. Outro desafio é impedir que a luz de um núcleo interfira no outro, comprometendo o desempenho da transmissão.

O controle dos índices de refração e o envio dos sinais em sentidos opostos ajudam a limitar essa interferência. A fabricante informa que ela fica praticamente impossível de medir nas condições descritas para o projeto.

Amplificação durante a travessia

Uma ligação submarina dessa extensão normalmente precisa de cerca de cem repetidores. Esses equipamentos amplificam os sinais ao longo do percurso pelo fundo do oceano.

No Petal, uma interface separa cada fibra de dois núcleos em duas fibras convencionais dentro do repetidor. Após a amplificação, os caminhos voltam a ser reunidos na configuração original.

A combinação permite ampliar a capacidade sem elevar o consumo elétrico na mesma proporção. O projeto permanece dentro dos limites dos equipamentos de alimentação existentes, classificados para até 18 quilovolts.

Empresas dividem fabricação e chegada à França

A NEC responde pela fabricação e instalação do sistema, incluindo cabos, repetidores e alimentação elétrica. A Sumitomo Electric Industries desenvolveu a fibra de dois núcleos utilizada no empreendimento.

A Orange participa dos planos para receber o cabo na costa atlântica francesa. Essa etapa inclui a interligação terrestre com a rede europeia, conforme o comunicado da Meta.

Anjana serve de referência

O Petal foi projetado para oferecer o dobro da capacidade do Anjana. Em comunicado de outubro de 2024, a Meta informou que esse outro cabo liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul, a Santander, na Espanha.

O Anjana tem 7.121 quilômetros, 24 pares de fibras e capacidade próxima de 500 terabits por segundo. Cada par foi projetado para transportar aproximadamente 20 terabits por segundo.

Seu desembarque representou o terceiro investimento da Meta em cabos submarinos que chegam ao território espanhol, depois de Marea e 2Africa.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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