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Mineradora identifica 21 novos alvos de ouro e cobre no Pará e encontra amostras de rocha com até 45 gramas de ouro por tonelada

Mineradora identifica 21 novos alvos de ouro e cobre no Pará e encontra amostras de rocha com até 45 gramas de ouro por tonelada

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Mineradora identifica 21 novos alvos de ouro e cobre no Pará e encontra amostras de rocha com até 45 gramas de ouro por tonelada

Escrito por Ana Alice

Publicado em 25/10/2026 às 20:30

Atualizado em 25/10/2026 às 20:35

Mineração

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Centaurus Metals identifica 21 alvos de ouro e cobre no Pará e encontra amostras de rocha com até 45 gramas de ouro por tonelada em Carajás. – Imagem: Ilustrativa via I.A

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Centaurus Metals amplia exploração em Carajás após mapear 21 áreas prioritárias em Boi Novo e Rio Novo, onde análises de solo, rocha e levantamentos geofísicos orientam novas campanhas de perfuração.

A mineradora australiana Centaurus Metals identificou 21 novos alvos prioritários para exploração de cobre e ouro na Província Mineral de Carajás, no Pará.

Os resultados incluem amostras de rocha com até 45 gramas de ouro por tonelada no alvo Juruá e integram uma campanha que prepara novas perfurações nos projetos Boi Novo e Rio Novo, próximos a operações e estruturas de processamento já existentes na região.

Os números foram divulgados pela Centaurus em 23 de outubro de 2026. Dos 21 alvos selecionados, oito estão na área de Rio Novo e outros 13 foram definidos em Boi Novo, além dos prospectos Nelore, que já concentraram campanhas anteriores de sondagem.

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A empresa ainda não anunciou uma nova jazida nem apresentou estimativa de recursos minerais para esses alvos. Eles representam áreas consideradas prioritárias para perfuração depois da combinação de dados de solo, amostras de rocha, mapeamento geológico e levantamentos geofísicos.

As sondagens serão necessárias para avaliar se as ocorrências identificadas na superfície continuam em profundidade e apresentam dimensões relevantes.

A área combinada de Boi Novo e Rio Novo possui aproximadamente 75 quilômetros quadrados. Rio Novo, que fica imediatamente ao norte das áreas originais de Boi Novo, foi incorporado ao projeto no fim de 2025 e ampliou a extensão disponível para exploração da Centaurus em Carajás.

Mapa mostra a localização das áreas da Centaurus Metals na Província Mineral de Carajás, no Pará, próximas a grandes operações de cobre, ouro, ferro e níquel. Crédito: Centaurus Metals.

Campanha coletou mais de 4.500 amostras de solo

Somente em Rio Novo, a mineradora coletou mais de 4.500 amostras de solo, das quais cerca de 4 mil já haviam sido analisadas quando o comunicado foi publicado.

Os pontos de coleta foram distribuídos inicialmente em uma malha de 200 por 50 metros, posteriormente reduzida para 100 por 50 metros nas áreas consideradas mais promissoras.

Além da geoquímica do solo, os trabalhos incluíram mapeamento geológico, magnetometria realizada por drone e levantamentos eletromagnéticos de laço fixo, conhecidos pela sigla FLEM.

A combinação dessas técnicas permitiu à equipe delimitar estruturas subterrâneas e selecionar regiões nas quais diferentes sinais de mineralização aparecem simultaneamente.

Entre os resultados, Juruá concentra o maior teor de ouro informado na nova campanha. O prospecto apresenta uma anomalia contínua de ouro no solo com aproximadamente um quilômetro de extensão, acompanhada de sinais de cobre e bismuto.

O mapeamento local identificou uma brecha rica em hematita cortando uma estrutura geológica da região. Uma amostra de veio de quartzo brechado retornou 45,2 gramas de ouro por tonelada e 0,1% de cobre.

O valor precisa ser interpretado dentro do estágio da pesquisa. Trata-se do resultado de uma amostra pontual de rocha, e não do teor médio de um depósito, de uma reserva mineral ou de um grande intervalo atravessado por uma perfuração.

Por isso, os próximos furos serão necessários para verificar a continuidade da ocorrência.

Equipe da Centaurus Metals durante campanha de sondagem no Projeto Boi Novo, na Província Mineral de Carajás, no Pará. Crédito: Divulgação/Centaurus Metals.

Solimões e outros prospectos também apresentam sinais de mineralização

Outro alvo que apresentou resultados elevados foi Solimões. Amostras coletadas anteriormente pelo antigo controlador da área chegaram a 17,2% de cobre e 14,3 gramas de ouro por tonelada.

Uma sondagem histórica também interceptou 4,1 metros com teor médio de 0,87% de cobre e 2,29 g/t de ouro a partir de 36,9 metros de profundidade.

Solimões está inserido em uma tendência de aproximadamente 2,5 quilômetros de cobre no solo e contém antigas escavações artesanais voltadas principalmente à procura de ouro. A Centaurus pretende aprofundar o mapeamento para avaliar se existem zonas mineralizadas mais amplas.

As pesquisas também revelaram dois possíveis corredores de cobre com cerca de cinco quilômetros de extensão cada em Rio Novo.

No corredor oriental, amostras de solo registraram concentrações de até 3.500 partes por milhão de cobre. No setor ocidental, os valores chegaram a aproximadamente 2 mil ppm.

Outros prospectos receberam nomes como Amazonas, Trombetas, Xingú e Juruá East.

Em Amazonas, por exemplo, a empresa delimitou uma anomalia de cobre no solo de aproximadamente 1,7 quilômetro com valores superiores a 750 ppm e encontrou calcopirita e bornita em afloramentos.

Já Trombetas possui uma anomalia de aproximadamente 700 por 500 metros, com concentrações de cobre no solo de até 2 mil ppm. Amostras de rocha chegaram a 0,2% de cobre.

Os levantamentos magnéticos realizados com drones também ajudaram a ampliar a estrutura associada aos alvos Juruá e Trombetas em aproximadamente 2,5 quilômetros para sudeste.

Paralelamente, a equipe executou 12 circuitos de levantamentos FLEM em Rio Novo, cobrindo quase 90 quilômetros lineares.

Boi Novo reúne outros 13 alvos para novas sondagens

Em Boi Novo, a mineradora selecionou outros 13 novos alvos fora dos prospectos Nelore, que até então concentraram a maior parte das perfurações da companhia.

Resultados obtidos em campanhas anteriores mostram que a mineralização de cobre e ouro já foi interceptada por sondagens nessa parte do projeto.

Em Nelore West, um dos furos encontrou 5,5 metros com 8,38% de cobre, além de 0,18 g/t de ouro. Outro intervalo alcançou 36,7 metros com teor médio de 1,58% de cobre.

Em Nelore East, um furo atravessou 11,5 metros com 2,84% de cobre e 0,90 g/t de ouro. No mesmo furo, outro trecho de 6,8 metros registrou 1,89% de cobre e 1,08 g/t de ouro.

Esses resultados anteriores são diferentes das amostras superficiais de Juruá. No caso de Nelore, os valores vêm de intervalos efetivamente atravessados por sondagens, enquanto os 45 g/t destacados na nova campanha correspondem a uma amostra de rocha coletada na superfície.

A localização é outro ponto citado pela empresa. O Projeto Boi Novo fica a aproximadamente 30 quilômetros de Parauapebas, um dos principais centros da mineração de Carajás.

A área está ainda a cerca de 35 quilômetros de uma estrutura da Vale utilizada no carregamento de cobre e ouro e a menos de 20 quilômetros da planta de flotação Antas Norte, operada pela CoreX.

A proximidade não significa que essas estruturas já estejam contratadas para um eventual projeto da Centaurus. Por enquanto, a empresa cita a infraestrutura regional como uma característica da localização enquanto ainda trabalha para determinar a dimensão das ocorrências minerais.

A expansão para Rio Novo começou em outubro de 2025. Antes da entrada da Centaurus, a área já havia recebido algumas perfurações, com resultados como 2,4 metros a 4,08% de cobre e 0,25 g/t de ouro e 13,7 metros a 0,32% de cobre e 0,73 g/t de ouro.

Desde então, a mineradora ampliou os levantamentos de superfície e aplicou métodos geofísicos modernos em áreas que, segundo a companhia, ainda tinham recebido pouca exploração sistemática.

Próxima etapa será testar os 21 alvos com perfurações

A próxima etapa será transformar os alvos selecionados em pontos de sondagem.

O planejamento das perfurações já está em andamento tanto para Rio Novo quanto para Boi Novo, mas a Centaurus ainda não informou o cronograma detalhado, a quantidade de metros a serem perfurados ou o investimento previsto nessa nova fase.

Enquanto amplia as pesquisas de cobre e ouro, a empresa mantém o Projeto Jaguar, também localizado em Carajás e voltado ao níquel, como sua principal prioridade corporativa.

A própria Centaurus afirmou que o avanço de Jaguar em direção a uma decisão final de investimento continua no centro de sua estratégia, enquanto a equipe de exploração desenvolve os novos alvos de Boi Novo e Rio Novo.

Os resultados anunciados em outubro ampliam o número de áreas que poderão ser testadas em Carajás, mas a existência de 21 alvos e de amostras com até 45 g/t de ouro não equivale à comprovação de 21 depósitos economicamente aproveitáveis.

Essa definição dependerá das próximas campanhas de perfuração e das análises geológicas posteriores.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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