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Mineradora recebe 4 reatores da China para linha de 98 km no Pará que deve reduzir em 90% emissões da geração de energia

Mineradora recebe 4 reatores da China para linha de 98 km no Pará que deve reduzir em 90% emissões da geração de energia

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Mineradora recebe 4 reatores da China para linha de 98 km no Pará que deve reduzir em 90% emissões da geração de energia

Escrito por Ana Alice

Publicado em 25/10/2026 às 18:54

Atualizado em 25/10/2026 às 18:59

Mineração

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MRN recebe quatro reatores da China para linha de 98 km no Pará, que deve reduzir em 90% as emissões ligadas à geração de energia. – Imagem: Ilustrativa via I.A

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Equipamentos fabricados na China serão instalados em linha de transmissão de 98 quilômetros que ligará Porto Trombetas ao Sistema Interligado Nacional e reduzirá a dependência da geração térmica própria.

A Mineração Rio do Norte (MRN) recebeu quatro reatores elétricos fabricados na China para avançar na implantação de uma linha de transmissão de 98 quilômetros em Oriximiná, no oeste do Pará.

Os equipamentos serão instalados na Subestação Saracá e integram o projeto que conectará a operação de mineração de bauxita em Porto Trombetas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), com expectativa de reduzir em aproximadamente 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração própria de energia.

Os quatro equipamentos são reatores de derivação do tipo Shunt. Em uma linha de transmissão, eles ajudam a controlar a tensão elétrica e a manter a estabilidade do sistema, função especialmente relevante em estruturas extensas de alta tensão.

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No projeto da MRN, os componentes trabalharão na Subestação Saracá, uma das extremidades da conexão que levará energia da rede nacional até a área industrial da mineradora.

A linha terá tensão de 230 quilovolts (kV) e contará com 232 torres ao longo dos 98 quilômetros. A estrutura ligará a Subestação Oriximiná à Subestação Saracá, em Porto Trombetas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o acesso da MRN à Rede Básica por essa conexão em despacho publicado em 2024.

A previsão informada pela mineradora é colocar a infraestrutura em operação no primeiro trimestre de 2027. A companhia já havia comunicado em 2026 que o empreendimento havia alcançado 63% de avanço físico e concluído as cinco torres utilizadas na travessia do rio Trombetas.

Torres do Projeto Linha de Transmissão da MRN atravessam o rio Trombetas, no oeste do Pará, em estrutura que conectará a mineradora ao Sistema Interligado Nacional. Crédito: Divulgação/MRN.

Nova linha deve substituir geração térmica própria

A redução de 90% prevista no projeto se refere especificamente às emissões ligadas à geração de energia utilizada pela operação, e não a todas as emissões da mineradora.

Atualmente, parte do abastecimento de Porto Trombetas depende de geração própria por usinas termelétricas a óleo combustível. Com a conexão ao SIN, a MRN poderá substituir esse modelo por eletricidade proveniente da rede nacional.

Essa mudança altera a origem da energia usada para manter atividades industriais e estruturas de apoio em Porto Trombetas.

Documentos da própria mineradora apontam o Projeto Linha de Transmissão como uma das principais iniciativas de sua estratégia de descarbonização.

O Relatório de Sustentabilidade de 2024 estimava que, ao longo de 15 anos de operação, a conexão poderia evitar cerca de 2,1 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, considerando a substituição da geração térmica própria.

Estrutura de carregamento de bauxita em Porto Trombetas, onde a Mineração Rio do Norte mantém suas operações no oeste do Pará. Crédito: Rio Tinto.

Reatores chineses passam a integrar a Subestação Saracá

A chegada dos reatores chineses representa uma nova etapa na montagem da infraestrutura elétrica.

Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, equipes técnicas da MRN acompanharam desde outubro de 2025 a fabricação e os testes de componentes produzidos na China, incluindo visitas a instalações industriais em Tianjin e Xangai para verificar controles de qualidade e requisitos técnicos.

Além dos reatores Shunt, a Subestação Saracá contará com equipamentos de manobra e proteção isolados a gás, conhecidos pela sigla GIS, de Gas Insulated Switchgear.

A configuração prevista inclui 11 módulos GIS, sendo cinco de 230 kV e seis de 69 kV. Esse tipo de equipamento permite concentrar componentes da subestação em uma estrutura mais compacta e protegida das condições externas.

Outro ponto do projeto chama atenção pelas dimensões. Duas torres da linha, identificadas como TO-28/1 e TO-30/1, terão 178 metros de altura cada, medida próxima à de um edifício de cerca de 60 andares.

Segundo as informações divulgadas sobre o empreendimento, elas são as maiores estruturas do tipo em perfil cantoneira construídas sobre leito de água no Brasil.

Travessia do rio Trombetas exige torres de 178 metros

A dimensão das torres está relacionada à travessia do rio Trombetas.

A implantação em uma região amazônica também envolve transporte de grandes componentes até áreas de acesso restrito, montagem de estruturas, abertura de faixas de serviço e execução simultânea de diferentes frentes de trabalho.

A MRN informa que adota medidas ambientais durante a construção, como monitoramento de fauna e flora, controle das intervenções em rios e igarapés e ações específicas durante atividades subaquáticas.

A empresa também mantém diálogo com 19 comunidades situadas na área de influência direta do empreendimento.

A infraestrutura elétrica está ligada ao planejamento de continuidade da mineração de bauxita no oeste paraense.

Paralelamente à linha, a companhia iniciou a implantação do Projeto Novas Minas (PNM), que prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos ao longo de cinco anos e contempla cinco novos platôs de bauxita distribuídos por Oriximiná, Terra Santa e Faro.

A necessidade de uma nova estrutura de energia acompanha esse planejamento operacional de longo prazo. Segundo a MRN, a conexão ao SIN deverá ampliar a segurança e a flexibilidade do fornecimento de eletricidade enquanto novos projetos minerais avançam na região.

Em 2025, a companhia produziu 12,8 milhões de toneladas de bauxita e manteve mais de 7,5 mil postos de trabalho vinculados às suas atividades e aos serviços relacionados à operação no Pará.

Com os reatores já recebidos e outras etapas da linha em execução, o cronograma segue em direção à conexão prevista para 2027.

Até lá, a implantação inclui a conclusão das estruturas de transmissão, montagem das subestações e integração dos equipamentos responsáveis pelo controle e pela proteção do novo sistema elétrico.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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