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Minerais críticos: conheça os 10 projetos que somam R$ 39,4 bilhões e colocam 11 cidades no mapa da mineração brasileira

Minerais críticos: conheça os 10 projetos que somam R$ 39,4 bilhões e colocam 11 cidades no mapa da mineração brasileira

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Minerais críticos: conheça os 10 projetos que somam R$ 39,4 bilhões e colocam 11 cidades no mapa da mineração brasileira

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 27/10/2026 às 08:36

Atualizado em 27/10/2026 às 08:41

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Brasil reúne projetos bilionários de minerais críticos em diferentes regiões, com potencial para impulsionar investimentos e a indústria nacional.

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Do potássio no Amazonas às terras raras em Minas Gerais, empreendimentos bilionários avançam em diferentes regiões do país. Mas quanto desse potencial pode virar indústria, empregos e desenvolvimento local?

Dez projetos de mineração distribuídos por oito estados reúnem cerca de R$ 39,4 bilhões em investimentos estimados, segundo o levantamento que serviu de base para esta reportagem. Como o Projeto Novas Minas abrange três municípios, são 11 cidades na lista.

Os empreendimentos envolvem potássio, níquel, cobalto, terras raras, lítio, bauxita, titânio e fosfato. Esses minerais abastecem setores como agricultura, eletrônicos, baterias, veículos elétricos e equipamentos industriais.

O debate ganhou força com a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída pela Lei nº 15.506, de setembro de 2026. A legislação prevê instrumentos para estimular pesquisa, produção e beneficiamento mineral no país.

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Dez projetos de mineração se espalham por 11 cidades brasileiras

O maior valor do levantamento está associado ao projeto de potássio em Autazes, no Amazonas. Já o Projeto Novas Minas, no Pará, aparece ligado a três municípios: Oriximiná, Terra Santa e Faro.

A relação reúne projetos em diferentes etapas. Portanto, os valores indicados são estimativas e podem mudar conforme estudos, licenciamento, financiamento e decisões das empresas.

  1. Autazes (AM): projeto de potássio, com investimento estimado em R$ 12,4 bilhões.
  2. Capitão Gervásio Oliveira (PI): Projeto Piauí Níquel, com R$ 6,7 bilhões.
  3. Minaçu (GO): projeto Serra Verde, de terras raras, com R$ 5,5 bilhões.
  4. Oriximiná, Terra Santa e Faro (PA): Projeto Novas Minas, de bauxita, com R$ 5 bilhões.
  5. Ourilândia do Norte (PA): empreendimento Onça Puma, ligado ao níquel, com R$ 2,6 bilhões.
  6. Poços de Caldas (MG): projeto Colossus, de terras raras, com R$ 2,3 bilhões.
  7. Salinas (MG): projeto Colina, de lítio, com R$ 1,7 bilhão.
  8. Caldas e região (MG): projeto Caldeira, de terras raras, com R$ 1,6 bilhão.
  9. São José do Norte (RS): projeto Retiro, associado ao titânio, com R$ 1,3 bilhão.
  10. Irecê (BA): empreendimento de fosfato, com R$ 340 milhões.

Potássio em Autazes e níquel no Piauí estão entre os maiores projetos

Em Autazes, a Potássio do Brasil planeja produzir até 2,4 milhões de toneladas anuais de cloreto de potássio. O projeto pode ampliar a oferta nacional de um insumo importante para a fabricação de fertilizantes.

O empreendimento também enfrenta desafios ligados a infraestrutura, licenciamento e diálogo com comunidades locais. O CPG já abordou o projeto de potássio em Autazes e seus planos para reduzir a dependência brasileira de importações.

No Piauí, o Projeto Piauí Níquel está localizado em Capitão Gervásio Oliveira. O município também aparece na cobertura sobre a corrida por metais críticos no estado, que inclui níquel e cobalto entre os recursos com potencial para atrair investimentos.

Em Minaçu, Goiás, a Serra Verde opera uma mina de terras raras. O projeto está ligado à produção de elementos usados em tecnologias industriais e é tema da reportagem sobre a mina de terras raras da Serra Verde.

Pará concentra projeto de bauxita em três municípios

O Projeto Novas Minas, da Mineração Rio do Norte, abrange áreas de Oriximiná, Terra Santa e Faro, no oeste do Pará. A iniciativa prevê a abertura de novas áreas de extração de bauxita e investimentos estimados em R$ 5 bilhões.

O empreendimento integra uma região com longa atividade mineral e depende de infraestrutura, licenciamento e medidas de gestão socioambiental. O CPG detalhou o avanço do Projeto Novas Minas e da produção de bauxita no Pará.

Já em Ourilândia do Norte, no Pará, o projeto Onça Puma está associado à produção de níquel. O metal é utilizado em diferentes aplicações industriais e também integra cadeias relacionadas a baterias.

Minas Gerais reúne projetos de terras raras e lítio

No Sul de Minas, os projetos Colossus e Caldeira colocam Poços de Caldas e Caldas no centro das discussões sobre terras raras. Os empreendimentos buscam desenvolver depósitos associados a argilas iônicas.

Esses materiais podem conter elementos como neodímio e praseodímio, utilizados na produção de ímãs permanentes para motores elétricos e turbinas eólicas. A cobertura do CPG sobre os projetos Colossus e Caldeira em Minas Gerais também aborda o licenciamento e os desafios da região.

Em Salinas, o projeto Colina está relacionado à produção de lítio, mineral empregado em baterias. No Rio Grande do Sul, o projeto Retiro, em São José do Norte, está associado ao titânio. Já Irecê, na Bahia, aparece no levantamento por um empreendimento de fosfato.

Lei cria instrumentos para estimular beneficiamento mineral

A Lei nº 15.506/2026 instituiu a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Entre as medidas previstas estão instrumentos para apoiar projetos minerais e incentivar etapas de beneficiamento e transformação no Brasil.

A legislação prevê a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com participação da União de até R$ 2 bilhões. Também estabelece créditos fiscais para atividades de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana, dentro dos limites definidos pela lei.

A intenção é ampliar o processamento em território nacional. Assim, o país pode buscar maior participação nas etapas industriais que agregam valor ao minério extraído.

Financiamento pode ajudar projetos a avançar

Em 2025, BNDES e Finep selecionaram 56 planos de negócios ligados à transformação de minerais estratégicos, com R$ 45,8 bilhões em investimentos propostos. A iniciativa faz parte dos esforços para financiar projetos e ampliar a capacidade industrial brasileira.

O tema também aparece na reportagem do CPG sobre o BNDES e os projetos de minerais críticos. Ainda assim, os valores anunciados não significam que todos os empreendimentos receberão recursos ou chegarão à fase de produção.

A execução dos projetos será decisiva para as cidades

Grandes empreendimentos podem movimentar a contratação de trabalhadores, serviços especializados, transporte e obras de infraestrutura. Porém, esses efeitos dependem do avanço real dos projetos e da capacidade de conectar a mineração às economias locais.

Licenciamento ambiental, disponibilidade de água e energia, gestão de rejeitos e diálogo com as comunidades também influenciam o ritmo das operações. No caso dos minerais críticos, outro desafio é desenvolver tecnologia para processar os recursos no próprio país.

O Brasil reúne reservas e projetos em diferentes regiões. A transformação desse potencial em desenvolvimento duradouro dependerá da execução dos investimentos, da criação de capacidade industrial e dos benefícios que permanecerão nas cidades produtoras.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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