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Minerais críticos e estratégicos concentram 57% dos empregos da mineração brasileira, reúnem 129,4 mil trabalhadores e registram salários medianos de R$ 11,8 mil para profissionais com ensino superior, revela ANM
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 14/10/2026 às 23:42
Atualizado em 14/10/2026 às 23:45
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Levantamento mostra onde estão as principais oportunidades de trabalho no setor mineral, quanto ganham os profissionais e por que homens ainda ocupam a maioria das vagas.
A mineração brasileira registrou 226,6 mil empregos em 2025, dos quais 129,4 mil estavam ligados aos minerais críticos e estratégicos, segundo levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM). O contingente representa 57% dos postos de trabalho da indústria extrativa mineral e revela a participação dessas atividades no mercado de trabalho nacional.
Os números fazem parte do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado pela ANM em 14 de outubro de 2026. O levantamento apresenta informações sobre escolaridade, salários, distribuição regional e participação de homens e mulheres. Entre os resultados, chama atenção a remuneração mediana de R$ 11.856,16 para profissionais com ensino superior, além da concentração de empregos em municípios do Pará e de Minas Gerais.
Mineração brasileira reúne mais de 51 mil trabalhadores qualificados e 30 mil profissionais com ensino superior
A presença dos minerais críticos e estratégicos no mercado de trabalho brasileiro aparece nos indicadores de qualificação profissional apresentados pela ANM. Dos 129,4 mil empregos relacionados a essas atividades, 51.714 são ocupados por trabalhadores com qualificação profissional, contingente equivalente a aproximadamente 23% dos postos registrados em toda a indústria extrativa mineral.
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O levantamento também identificou 30.707 trabalhadores com ensino superior, número correspondente a cerca de 14% dos empregos do setor mineral brasileiro. Esses dados mostram a participação de profissionais com diferentes níveis de formação nas atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos.
A quantidade de trabalhadores também ajuda a dimensionar o peso desse segmento na mineração nacional. Mais da metade dos empregos da indústria extrativa mineral estava associada a essas atividades em 2025, conforme os indicadores disponibilizados pela agência reguladora.
Profissionais com formação superior registram remuneração mediana quase quatro vezes maior que trabalhadores com ensino fundamental
A diferença salarial entre os níveis de escolaridade aparece entre os resultados do levantamento. Em 2025, profissionais com ensino superior registraram salário mediano de R$ 11.856,16, enquanto trabalhadores com ensino fundamental apresentaram mediana de R$ 3.218,08.
Entre os profissionais com ensino médio, a remuneração mediana chegou a R$ 4.142,24. A comparação revela uma diferença de R$ 8.638,08 entre os valores registrados para trabalhadores com formação fundamental e superior, considerando os dados divulgados pela ANM.
Os valores representam medianas salariais, e não remunerações fixas ou garantidas. Ainda assim, os indicadores evidenciam diferenças expressivas entre os grupos de escolaridade analisados no levantamento sobre minerais críticos e estratégicos.
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Viviane Alves
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Homens representam 78% da força de trabalho enquanto mulheres ocupam apenas 22% dos empregos no segmento
A distribuição dos empregos por gênero revela outra característica das atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos. Segundo a Agência Nacional de Mineração, 78% dos postos de trabalho são ocupados por homens, enquanto as mulheres representam 22% do contingente registrado em 2025.
A diferença chega a 56 pontos percentuais entre a participação masculina e feminina. Os números mostram uma predominância expressiva de homens nas atividades analisadas, mesmo diante do volume de empregos concentrados nesse segmento da indústria extrativa mineral.
O levantamento apresenta essa distribuição dentro do universo de 129,4 mil trabalhadores ligados aos minerais críticos e estratégicos. A participação feminina corresponde, portanto, a pouco mais de um quinto dos empregos registrados nessas atividades.
Cidades do Pará e de Minas Gerais concentram milhares de trabalhadores ligados à exploração de minerais estratégicos
A distribuição regional dos empregos também aparece nos dados divulgados pela ANM. Entre os municípios destacados, Parauapebas, no Pará, registra 8.234 trabalhadores em atividades relacionadas aos minerais críticos e estratégicos, o maior contingente entre as cidades mencionadas.
Nova Lima, em Minas Gerais, aparece logo depois, com 8.218 empregos. A diferença entre os dois municípios é de apenas 16 trabalhadores. Congonhas, também localizada em território mineiro, registra 7.114 postos de trabalho associados a essas atividades.
Juntas, as três cidades somam 23.566 empregos ligados aos minerais críticos e estratégicos. Os números evidenciam a concentração de trabalhadores nesses municípios e destacam a presença de Minas Gerais entre as localidades apresentadas no levantamento.
Governo federal estabelece novas diretrizes para pesquisa, extração e transformação de recursos minerais no Brasil
A divulgação dos indicadores ocorre após a sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em 16 de setembro de 2026. A medida foi aprovada pelo governo federal após discussões sobre a organização das atividades relacionadas a esses recursos minerais no território brasileiro.
A política estabelece diretrizes para diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. As disposições abrangem atividades relacionadas à exploração e ao processamento desses recursos no país.
O levantamento da Agência Nacional de Mineração apresenta, por sua vez, um retrato do mercado de trabalho referente a 2025. Os indicadores mostram a participação dos minerais críticos e estratégicos na geração de empregos, as diferenças de remuneração por escolaridade e a distribuição dos trabalhadores entre homens e mulheres.
Com 129,4 mil empregos vinculados a essas atividades, os minerais críticos e estratégicos concentraram mais da metade dos postos de trabalho da indústria extrativa mineral brasileira. Os dados também mostram como esse contingente se distribui entre diferentes níveis de formação e municípios do país.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

