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Ministério da Agricultura confirma doença de Newcastle em granja com 6 mil perus em Santa Catarina, interdita propriedade e coloca 133 granjas sob vigilância sanitária após detecção do vírus
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 20/10/2026 às 22:41
Atualizado em 20/10/2026 às 22:47
Agronegócio
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Exames identificaram a infecção mesmo sem sintomas nos animais, levando equipes veterinárias a iniciar o sacrifício sanitário e reforçar medidas de proteção na avicultura catarinense
Em 18 de outubro de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial com aproximadamente 6 mil perus, localizada em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A identificação ocorreu durante ações de vigilância sanitária da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), mesmo sem os animais apresentarem sinais clínicos da enfermidade.
A confirmação levou à interdição imediata da propriedade, à suspensão da movimentação das aves e ao início dos procedimentos de contenção. Segundo o Mapa, 133 granjas da região passaram a integrar a área de monitoramento sanitário, enquanto equipes estaduais e federais intensificaram a vigilância. Apesar da ocorrência, as autoridades esclareceram que o consumo de carne de aves e ovos submetidos à inspeção oficial permanece seguro.
Doença de Newcastle foi identificada em Nova Itaberaba após exames laboratoriais realizados em São Paulo
A investigação começou durante atividades de vigilância ativa conduzidas pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. As equipes da Cidasc identificaram a presença do agente infeccioso e encaminharam amostras para análise laboratorial, seguindo os procedimentos de investigação epidemiológica previstos pelas autoridades sanitárias.
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O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para a enfermidade. Embora os perus não apresentassem manifestações clínicas, os resultados comprovaram a presença do vírus responsável pela doença de Newcastle.
Na segunda-feira, 19 de outubro, o ministro André de Paula apresentou informações sobre a ocorrência durante coletiva de imprensa. A confirmação mobilizou o Ministério da Agricultura, a Cidasc e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária para executar as medidas de controle previstas no plano nacional de contingência.
Granja com 6 mil perus foi interditada e autoridades ampliaram fiscalização para outros municípios catarinenses
Após a confirmação laboratorial, o Serviço Veterinário Oficial interditou o estabelecimento e suspendeu a movimentação das aves. As medidas incluem o sacrifício sanitário dos animais, a limpeza das instalações e a desinfecção da propriedade, procedimentos destinados à contenção e erradicação do foco identificado.
A vigilância também foi ampliada para propriedades localizadas em Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Segundo o Ministério da Agricultura, 133 granjas estão incluídas na área de monitoramento, exigindo acompanhamento das equipes responsáveis pela defesa sanitária animal.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e a Cidasc também emitiram a Nota Técnica 001/2026, com orientações para reforçar a biosseguridade nas propriedades. O documento destaca a necessidade de intensificar os cuidados sanitários para proteger os plantéis avícolas catarinenses.
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Viviane Alves
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Vírus da doença de Newcastle pode provocar problemas respiratórios e elevada mortalidade entre aves infectadas
A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. O agente causador pertence ao grupo dos paramixovírus aviários do sorotipo 1 (APMV-1), responsável por infecções que podem apresentar diferentes manifestações clínicas.
Entre os sintomas associados à doença estão dificuldades respiratórias, alterações nervosas, diarreia e inchaço da cabeça. Dependendo das características da infecção, a enfermidade também pode provocar elevada mortalidade em curtos períodos, representando uma preocupação para a produção avícola.
A circulação do vírus pode envolver aves migratórias infectadas, que percorrem diferentes regiões e continentes. Em seres humanos, a infecção pode causar conjuntivite transitória, geralmente relacionada ao contato com o agente infeccioso, sem associação com o consumo de produtos avícolas inspecionados.
Ministério da Agricultura notificará organismos internacionais e parceiros comerciais sobre ocorrência em Santa Catarina
A confirmação do foco também exige comunicação às autoridades sanitárias internacionais. O Ministério da Agricultura informou que notificará a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais brasileiros, conforme os compromissos internacionais de transparência sanitária.
Em comunicado conjunto, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) e o Sindicarne-SC informaram que acompanham a ocorrência. As entidades destacaram que os animais não apresentavam manifestações clínicas, embora os exames tenham identificado o vírus.
As organizações também esclareceram que a situação envolve medidas de sanidade animal no ambiente produtivo. Dessa forma, reforçaram que o episódio não representa risco ao consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial.
Carne de aves e ovos continuam seguros para consumo, mesmo após confirmação da doença de Newcastle
O Ministério da Agricultura e a Cidasc esclareceram que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial permanece seguro. A confirmação do foco em Nova Itaberaba não altera essa orientação sanitária para os produtos inspecionados.
Os consumidores podem identificar esses produtos pelos selos SIM, do Serviço de Inspeção Municipal; SIE, do Serviço de Inspeção Estadual; e SIF, do Serviço de Inspeção Federal. Essas identificações aparecem nas embalagens e indicam a fiscalização sanitária correspondente.
Enquanto isso, as equipes veterinárias continuam os procedimentos de contenção, erradicação e vigilância nas propriedades abrangidas pelo monitoramento. O Mapa informou que divulgará novas informações conforme o avanço das investigações e das medidas de controle.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

