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Moradores de Plácido estão há mais de 27 horas sem energia elétrica

Moradores da Rua Francisco Manoel Galdino, em Plácido de Castro, interior do Acre, seguem sem energia elétrica desde segunda-feira (19), depois que uma mangueira derrubada com motosserra caiu sobre a rede de alta tensão. Até a manhã desta terça-feira (20), o tempo sem fornecimento passava de 28 horas, segundo os moradores.

De acordo com o relato de um morador, a árvore ficava em um terreno de uma comunidade ligada à Igreja Católica. Por volta das 7h de segunda-feira, um grupo derrubou a mangueira com uma motosserra. A árvore caiu sobre a fiação e rompeu os cabos. Ele afirma que acionou a Energisa de imediato, e o protocolo do atendimento foi registrado às 7h28.

Uma equipe da concessionária foi ao local horas depois e reergueu parte da fiação. O morador afirma que o poste ficou torto, com risco de cair sobre a casa de uma família. A equipe deixou o local sem concluir o serviço. Parte da comunidade voltou a ter energia, mas outra parte continua sem o fornecimento.

O morador e a esposa dizem que fizeram dez ligações para a Energisa. Eles receberam protocolos de atendimento às 7h28, às 13h19 e às 21h42 de segunda-feira. Segundo o casal, os atendentes informavam que o serviço estava em andamento, mas nenhuma equipe voltou ao bairro. Na manhã desta terça-feira, a empresa não forneceu novo número de protocolo, sob a justificativa de que já haviam passado mais de 24 horas do primeiro chamado.

Cabos de alta tensão continuam no chão em uma área de mato da comunidade. Segundo o morador, crianças brincam e circulam pelo local, inclusive no trajeto até a escola. Ele afirma que a maioria das casas tem crianças pequenas e que muitas famílias são carentes e não sabem a quem recorrer.

A falta de energia também causa prejuízos. A família do relator mora em uma chácara e produz verduras e macaxeira. Ele diz que perdeu carnes, leite, açaí, requeijão, verduras e feijão cozido guardados na geladeira e no freezer. A esposa afirma que a família tem prejuízo com os alimentos e que a conta de energia continua a ser paga pelos consumidores.

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